Edição de 27-07-2010

Arquivo: Edição de 11-12-2007

Secção: Informação Regional

Investimento de 15 milhões de euros deverá ser financiado com verbas do QREN

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Comboio poderá voltar a Barca d`Alva

A recém-criada Comissão Executiva da Linha do Douro está a preparar uma candidatura a fundos estruturais para revitalizar turisticamente o caminho-de-ferro entre o Pocinho e Barca d´Alva, desactivado em 1990.
O anúncio foi feito durante a Convenção de Revitalização da Linha do Douro, que decorreu no passado fim-de-semana, no cais fluvial de Barca d´Alva, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.
Durante o encontro, ficou decidido que será feita uma candidatura ao Programa Operacional do Norte, tendo em vista o financiamento da revitalização dos 28 quilómetros da Linha do Douro.
quilómetros da Linha do Douro.
O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDRN), Carlos Laje, afirmou que, no próximo Quadro de Referencia Estratégia Nacional (QREN), haverá verbas para este projecto.
“O financiamento será concedido, desde que seja uma entidade a apresentar a candidatara. Não pode ser a REFER, porque a empresa não quer assumir a responsabilidade de revitalizar este troço”, avançou o responsável.
Na óptica de Carlos Laje, “a linha é fundamental num momento em que Portugal está a optar por uma nova concepção de caminho de ferro e mão faz sentido ficar ao abandono ou ser transformada numa ecopista”.

População recorda os tempos em que o comboio trazia gente a Barca d` Alva

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, António Edmundo, a concretização deste projecto potenciará o desenvolvimento económico e social da região, visto que completa a via fluvial. “A região duriense ficará ainda mais rica”, acrescentou o edil.
O projecto representa um investimento na ordem dos 15 milhões de euros um montante que “terá retorno para os 28 municípios envolvidos”, frisou António Edmundo.
A população local mostra-se expectante, seguindo com atenção o desenrolar dos trabalhos. “ Aqui chegava muita gente que deixava dinheiro. Agora é o que vê…”, comentou Maria Ribeiro, proprietária de um pequeno café em Barca d´Alva.

Por: Francisco Pinto

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