Edição de 01-02-2010

Arquivo: Edição de 24-03-2009

Secção: Cultura

Projecto de investigação realça a importância das bandas de música na formação dos jovens

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Bandas filarmónicas são autênticas escolas de música

As bandas filarmónicas foram as primeiras escolas de música em Trás-os-Montes. Esta foi uma das conclusões de um projecto de investigação que culminou no livro “Crescer nas Bandas Filarmónicas – Um estudo sobre a construção da identidade musical de jovens portugueses”, que foi apresentado, no passado sábado, em Bragança.

Esta obra resultou de um trabalho conjunto entre as Escolas Superiores de Educação do Porto e de Bragança, organizado por Graça Mota. A investigação, financiada pela Fundação Ciência e Tecnologia, prolongou-se durante cinco anos e versou sobre as vivências de jovens que iniciaram o seu percurso nas bandas filarmónicas e que, posteriormente, fizeram cursos superiores nestes estabelecimentos de ensino.
Para tal foram inquiridos alunos e ex-alunos dos cursos de Música. “Quisemos perceber como é que essas pessoas cresceram, a importância que as bandas tiveram para os jovens antes e durante o percurso académico”, explicou a coordenadora do Departamento de Educação Musical da Escola Superior de Educação de Bragança, Isabel Castro.

Banda Filarmónica de Bragança deu o primeiro concerto sob a orientação do novo maestro

A responsável realça, ainda, que este estudo teve a importância de reposicionar as bandas como algo importante e não menor como até então se pensava e era encarado pelas pessoas. “Uma grande conclusão é que as bandas são, de facto, muito importantes. Não nos podemos esquecer que foram as primeiras escolas musicais em terras inóspitas como Trás-os-Montes, onde não havia conservatórios”, salienta Isabel Castro.
A apresentação do livro culminou com uma actuação da Banda Filarmónica de Bragança, sob a orientação do novo maestro, Ricardo Chéu Líbano.

Por: Teresa Batista

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