Adiadas as legações finais do caso de tráfico de pessoas

A defesa pediu uma avaliação do estado psíquico de José Castilho. De acordo com a defesa, o arguido ter-se-á sentido mal e caído no estabelecimento prisional.
Para já, o requerimento foi indeferido pelo colectivo de juízes responsável pelo caso no Tribunal de Bragança.
Também o procurador que acompanha o julgamento negou o pedido para ser realizada uma perícia, apesar de reconhecer no acusado “fenómenos de eventual inimputabilidade, ainda que ligeiros”. No entanto, de acordo com o procurador, “o indivíduo apresentou no julgamento uma postura lúcida e capacidade de se situar no tempo e no espaço, bem como demonstrou consciência ética, negando a autoria dos casos”.
As alegações finais estão agora agendadas para o próximo dia 14 de Maio no Tribunal de Bragança.
O agricultor é acusado de cinco crimes de tráfico de pessoas e incorre numa pena de prisão entre três a dez anos, sendo acusado de recrutar e manter sob trabalho escravo cinco pessoas durante seis anos, em Alfândega da Fé, entre 2008 e Junho de 2014.
