Orquestra Fervença dá concerto único e irrepetível

A Orquestra Fervença, dirigida pelo maestro britânico Tim Steiner, actuou no passado dia 12 à noite em Bragança, num concerto que levantou muita curiosidade pela sua dimensão e repertório, especialmente preparado para uma actuação única, que encheu a Praça Camões.
Mais de 100 pessoas em palco, entre o coro e músicos que se assumem como amadores, todos de Bragança, por entre dezenas de instrumentos, dos violinos às guitarras eléctricas, passando pelo cavaquinho, tambores e instrumentos de percussão até à gaita-de-foles, tudo valeu para, no mínimo surpreender as muitas centenas de pessoas que, levadas pela curiosidade, encheram ontem à noite a Praça Camões. Pelo palco passaram músicas de origem tradicional adaptadas ao formato de orquestra, que causa impacto pela sua dimensão, não deixando ninguém indiferente. Ouviram-se intervenções diversas e inesperadas, como a de uma pastora que chamou pelo seu rebanho com música da orquestra de fundo, fazendo lembrar um documentário, caretos, um poeta popular que enalteceu a cidade, e até as vozes a solo que se soltaram, ecoando pela Bragança antiga. O maestro britânico Tim Steiner juntamente com a Orquestra Fervença provocou a cidade com um projecto arrojado que surpreendeu uma praça cheia de gente que não arredou pé até ao fim, momento em que surgiu ainda outra surpresa, um hino a Bragança. Uma noite diferente e, seguramente, única que encheu a Praça Camões, em Bragança, encerrando a Festa da Juventude, um conjunto de actividades que se iniciou dia 1 de Agosto e contou com cerca de 6 mil participantes ao longo de 12 dias.
Por Paulo Afonso
