Conclusão da barragem não resolve abastecimento de água

No ano em que ficou finalmente concluída a tão aguardada obra da barragem de Veiguinhas, a seca severa que este ano atinge a maioria da região, à semelhança de outras partes do país, e em particular Bragança, tem impedido o enchimento da barragem. As condições climatéricas fizeram mesmo com que o plano de emergência de abastecimento de água no concelho de Bragança fosse activado, este ano, mais cedo.
Normalmente, a distribuição através de cisternas dos bombeiros começava em Agosto, mas este ano já em Junho tinham de ser estes camiões a levar água às populações. E são já dezassete as aldeias do concelho de Bragança abastecidas pelas duas corporações de bombeiros.
De acordo com o Município de Bragança, se não chover e se os consumos se mantiverem, as reservas de água são suficientes para apenas cerca de 70 dias, o que obrigou a autarquia a agravar as medidas com vista à poupança de água.
Desde esta segunda-feira a Câmara Municipal implementou novas medidas reforçadas “tendentes à poupança de água”, como suspender a rega de jardins públicos e a renovação de água nas fontes luminosas, está proibido o uso da água de consumo público em regas de hortas e jardins e para outros fins como a lavagem de viaturas. O objectivo é evitar que uma situação preocupante não se agrave ainda mais e que as reservas da barragem da Serra Serrada, que nesta altura estão na ordem dos 50 por cento, não se esgotem com muita rapidez. Uma vez que as previsões climatéricas avançadas pelo Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) indicam que não haverá chuva nos próximos tempos, em especial até ao final do mês de Setembro.
Para já a fiscalização no respeitante ao consumo excessivo de água vai ser mais apertada. “O que estamos a fazer é uma acção pedagógica e depois um acção de fiscalização bastante mais apertada, para que as pessoas tomem consciência de que não é correcto alguém estar a regar um jardim, quando posteriormente pode haver falta de água para consumo humano e necessidades básicas”, salienta o autarca.
Por Olga Telo Cordeiro
