“Teremos que tomar medidas em relação ao apoio à agricultura”

Porque decidiu encabeçar a lista da CDU nestas eleições legislativas 2015?
Eu encabeço esta lista porque sou militante do PCP, pertenço à organização da Dorba do distrito de Bragança e nas reuniões que fomos tendo para a preparação destas eleições, o colectivo do Partido Comunista Português resolveu propor-me para ser candidato. Nós sabemos que nestas eleições estamos a eleger deputados à Assembleia da República e no distrito de Bragança são eleitos três, na qual a CDU nunca teve nenhum deputado eleito mas isso não é desculpa para que nós não tenhamos uma presença muito activa na Assembleia. Falo do meu camarada Jorge Machado que dá apoio, digamos, ao distrito de Bragança e que fez mais de 50 iniciativas legislativas sobre o nosso distrito. Eu acho que era de “bom tom” os transmontanos pensarem, que sendo a eleição para deputados da Assembleia da República, que têm que defender os interesses de Trás-os-Montes e dos transmontanos, e sabendo nós que o PSD, nestes últimos anos têm elegido dois deputados e o PS um, que esta representatividade não é a que mais defende esses interesses. Daí a razão da minha candidatura.
Qual é que tem sido a maior batalha do CDU no distrito de Bragança?
A nossa batalha é a de lutar pelo desenvolvimento desta região, sabendo nós que é não é uma região pobre. Queremos desmistificar aquilo que é dito pela grande maioria dos partidos do adro da governação, não é pobre, tem gente capaz e apresentamos propostas sérias e que têm como objectivo a melhoria das condições de vida dos transmontanos. Começando pela defesa de não portajar a A4 porque é uma injustiça, a auto-estrada foi construída sobre o IP4 sem nos deixarem uma alternativa. Estas portagens serão uma forma de nos isolar ainda mais dos meios de desenvolvimento do país. Lutamos também pela não privatização da água e hoje assistimos ao problema que Bragança tem com o abastecimento de água. Já fomos informados pelo presidente da Câmara Municipal que o custo pago pela água irá aumentar devido à escassez e se a água for privatizada esse aumento será muito maior, penalizando os municípios da região.
A permanência da linha do Tua é também uma luta para nós. Hoje sabemos os constrangimentos que as populações, que eram servidas por aquele plano de mobilidade e hoje com a promessa da construção da barragem sabemos que, provavelmente esse plano, não vai existir, penalizando aquelas populações que eram servidas pelo comboio e vão deixar de o ser e terão que arranjar outra alternativa de transporte e que sabemos que têm custos adicionais.
Por Cátia Barreira
