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Prevenção do suicídio: Peça ajuda!

Prevenção do suicídio: Peça ajuda!
  • 7 de Setembro de 2021, 10:39

Segundo um relatório divulgado pela OMS, o suicídio é responsável por cerca de 800 mil mortes a cada ano, mais do que o cancro da mama, a malária, a guerra ou os homicídios, sendo uma das principais causas de morte de adolescentes e adultos até aos 29 anos.
Em todas as idades, a taxa de suicídio é maior nos homens do que nas mulheres e pode manifestar-se em qualquer fase do ciclo de vida. Assim sendo, é importante perceber quais os principais fatores de risco associados ao comportamento suicidário:
– Género e estado civil;
– Idade (aumento a partir da puberdade);
– Hereditariedade e neuroquímica:
– Doença mental, comportamentos aditivos;
– Maus-tratos e abuso na infância;
– Estado emocional alterado ou instável (agitação, irritabilidade, descontrolo, agressividade);
– Personalidade (impulsividade, negação, dificuldade de resolução de problemas…);
– Isolamento sociofamiliar;
– Dificuldades académicas;
– Situação profissional;
– Perda de elos afetivos (rutura relacional, falecimento do cônjuge, filho…);
– Doenças somáticas.

 

O que pensa a pessoa suicida?

– Não consigo parar a dor;
– Não consigo pensar;
– Não consigo decidir;
– Não vejo nenhuma saída para a minha vida;
– Não consigo dormir, comer ou trabalhar;
– Não consigo afastar a tristeza;
– Não consigo ver o futuro sem dor;
– Não valho nada;
– Estou sozinho;
– Não consigo ter o controlo;

 

O que sente a pessoa suicida?

– Desespero;
– Desesperança (ex. Não existe solução para o meu problema);
– Baixa autoestima;
– Incapacidade de sair da situação e resolver os problemas;
– Falta de interesse em atividades antes agradáveis;
– Aumento de ansiedade e/ou ataques de pânico;
– Irritabilidade e agitação;
– Sofrimento profundo.
Existem, também, alguns fatores protetores, que podem ser promovidos para reduzir a vulnerabilidade ao suicídio, como o autoconceito, a autoeficácia, o suporte social e familiar, o envolvimento na comunidade, uma vida social satisfatória e a facilidade de acesso aos serviços de saúde.
A OMS recomenda um reforço das medidas que evitem os suicídios, recordando que são mortes evitáveis. Dá o exemplo de medidas como a restrição no acesso a meios que possibilitem o suicídio, a formação de jovens para os dotar de ferramentas para a vida, a identificação precoce do risco e a interação com os media para uma comunicação responsável sobre suicídio.
Se está a passar por esta situação ou se conhecer alguém que possa estar, procure ajuda, recorrendo à Unidade de Psicologia Clínica da ULS do Nordeste. 

 

Principais mitos e falsas crenças em relação ao suicídio:

– A pessoa que fala sobre suicídio não fará mal a si própria, quer apenas chamar a atenção.
– O suicídio é sempre impulsivo e acontece sem aviso.
– Os indivíduos suicidas querem mesmo morrer ou estão decididos a matar-se.
– Quando um indivíduo mostra sinais de melhoria ou sobrevive a uma tentativa está fora de perigo.
– A tendência para o suicídio é sempre hereditária.
– Os indivíduos que tentam ou cometem suicídio têm sempre uma perturbação mental.
– Se alguém falar sobre suicídio com outra pessoa está a transmitir a ideia de suicídio a essa pessoa.
– O suicídio só acontece aos outros.
– Após uma tentativa de suicídio a pessoa nunca mais volta a tentar matar-se.
– As crianças não cometem suicídio.
 

Unidade de Psicologia Clínica da Unidade Local de Saúde do Nordeste
 


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