Entrevista

Eva Fernandes a promessa do Ginásio Clube de Bragança

A atleta de 17 anos, natural de Bragança, pode estrear-se ao serviço da Selecção Nacional de Corrida de Montanha no mundial em Andorra, depois de ter vencido a Taça de Portugal. Ricardo Ribas é a referência de Eva Fernandes. - Eva andaste sempre na liderança da Taça de Portugal de Corrida de

31 jul. 2018, 11:03

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A atleta de 17 anos, natural de Bragança, pode estrear-se ao serviço da Selecção Nacional de Corrida de Montanha no mundial em Andorra, depois de ter vencido a Taça de Portugal. Ricardo Ribas é a referência de Eva Fernandes.

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- Eva andaste sempre na liderança da Taça de Portugal de Corrida de Montanha e confirmaste a vitória na quinta jornada, na Serra da Malcata. Olhando para a tua prestação significa que foi uma prova fácil?

Nem por isso. Eu falhei a primeira jornada que se realizou na Madeira. Depois tive que me adaptar pois, por norma, faço mais provas de estrada, pista e corta-mato. Tentei sempre fazer uma boa gestão para chegar à última jornada em boa posição. Tinha dois pontos de vantagem em relação à segunda classificada, a Júlia Magina, e conseguiu vencer.

- O facto de teres partido para a derradeira prova na liderança deu-te mais confiança?

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Sim, sem dúvida. A minha treinadora, a Sandra Cabral, pediu-me para dar tudo no princípio para me distanciar das restantes adversárias. Assim fiz. Nos últimos quilómetros consegui impor-me e garantir a vitória.

- Era grande a concorrência?

A segunda classificada era especialista nas subidas ao contrário de mi que me destaco nas descidas. Foi a atleta que andou mais próxima de mim.

- Esta tua conquista deverá colocar-te na lista de convocados para representar Portugal no Campeonato do Mundo em Andorra. Será a tua estreia na selecção nacional …

Espero que sim que sai a convocatória e que esteja lá o meu nome. Tenho treinado muito, tenho trabalhado muito para isso.

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- A confirmar-se a tua participação n mundial significa mais treino, mais preparação?

Sim. O verão será para trabalhar. No mundial vão estar as melhores do mundo e quero fazer o melhor possível.

- Pode-se dizer que o mês de julho foi de ouro para ti. Campeã Norte de Absolutos dos 3000m obstáculos e uma semana depois conquistaste a Taça de Portugal de Corrida de Montanha …

Foi a primeira vez que fiz os 3000m obstáculos e fiz com um tempo bastante bom. O objectivo era vencer apesar de saber que ia ser complicado com tantas adversárias de qualidade. Mas, tudo correu bem e acabei por vencer.

-Em que vertente te sentes mais confortável?

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Gosto mais de estrada e de pista. Mas estou a habituar-me às provas de montanha.

- Sentes que as tuas conquistas são reconhecidas?

Não sei. Nas redes sociais tenho recebido bastante apoio e mensagens de parabéns pelas minhas vitórias. Por vezes há pessoas que falam comigo e não as conheço. Parece que estou a ter muito sucesso (risos).

- Como nasceu o gosto pelo atletismo?

Desde miúda que gosto de praticar desporto e foi a participação no corta-mato do desporto escolar que despertou o bichinho. O professor Carlos Fernandes convidou-me para treinar no Ginásio Clube de Bragança e por lá fiquei, passando a particionar em várias provas.

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- Ainda há muitos obstáculos na evolução do atletismo no que diz respeito ao distrito de Bragança?

Penso que faltam mais apoios. Em termos de infra-estruturas no inverno, por exemplo, treinámos às escuras na pista do IPB porque não tem iluminação.

- Há muitas crianças e jovens no atletismo?

Houve uma altura que havia várias atletas da minha idade, mas a entrada na faculdade fez com que terminassem a ligação à modalidade. Para mim é complicado porque falta competição também nos treinos.

- Onde queres chegar na modalidade?

Gastava de conseguir participar numa prova de topo. Vou para o 12º ano e quero manter-me no atletismo. A minha prova de sonho é um europeu e conquistar uma medalha.

- Tens alguma referência no atletismo?

Sim, o Ricardo Ribas. É de Miranda do Douro e começou no Ginásio Clube de Bragança. Gosto da história dele na modalidade e é uma referência para mim.

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