O Ministro da Saúde e os 12 autarcas do distrito de Bragança assinaram, sábado, dia 28, um acordo que garante a permanência do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros.
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O documento assinado no heliporto da cidade tem um carácter definitivo e irrevogável e prevê que todas as acções judiciais e recursos interpostos quer da parte do INEM quer da parte dos municípios sejam retirados.
O ministro Adalberto Campos Fernandes entende que este é “um acto de justiça” garante que o acordo põe um ponto final no processo de relocalização do meio de socorro aéreo de Macedo para Vila Real.
“É claramente um ponto final na litigância e conflitualidade entre o poder central e a administração local e, sobretudo, as populações. Não considerar o interior e as regiões mais desfavorecidas, quer em termos de rendimento económico quer da proximidade aos cuidados de saúde, no topo das prioridades é uma injustiça. Por isso, ao contrário, este protocolo é um acto de justiça”, assegura o ministro.
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O titular da pasta da saúde admite mesmo que a actual localização do helicóptero responde melhor às necessidades de socorro da população, porque “o importante não é estar perto do hospital, é estar perto dos sinistrados. O helicóptero aqui tem melhores condições técnicas e atmosféricas, além de ter um grande número de ativações”, refere.
O presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Duarte Moreno, salientou que este protoloco é uma prova de que a união faz a força. “Foi uma longa luta e difícil. Conversar com os governos não é fácil e quando se trata de números nas “caixinhas” de Excel e se vê que o número é grande para tão pouca população, mais difícil se torna. Significa que quando os munícipes e as populações trabalham em conjunto, conseguem trazer os meios para os seus territórios”, refere o autarca, que assegura que se mostra seguro de que o acordo dá garantias aos autarcas de que o heli vai permanecer em Macedo porque “ficou trancado”, por uma alínea que determina que é necessário “a posição unânime dos 12 concelhos para que haja deslocalização para fora do distrito”.
A população saiu à rua por três vezes para se manifestar contra a saída do helicóptero para Vila Real. Ilídio Mesquita, que integrou o movimento popular, acredita que a acção da população contribuiu para este desfecho, considerando que “este é um dia de alegria, de paz e tranquilidade, porque chegamos ao fim de uma luta”, mas promete que a sociedade civil vai manter-se “atenta e vigilante, porque é uma causa comum, manter o helicóptero onde ele é preciso, junto das populações”.
O acordo assinado no passado sábado em Macedo de Cavaleiros entre ministério, INEM e autarcas acaba com uma incerteza que durou quatro anos, desde que em 2012 surgiu a ameaça de relocalização do helicóptero de assistência médica para Vila Real.
Ao longo deste tempo, autarquias do distrito despenderam 60 mil euros em custas judiciais. O helicóptero, que permanece em Macedo de Cavaleiros, é aquele com mais ativações no país levantando, em média, 1,2 vezes por dia e serve também o distrito de Vila Real, da Guarda e Viseu.
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