Há cerca de um ano, durante uma trovoada, um raio terá caído num poste da electricidade, em Vilarinho, no concelho de Bragança. Luís Manuel Fernandes, que tem uma exploração de vacas a escassos metros do poste, foi atingido pela descarga eléctrica. Os animais também não foram poupados e, segundo ele, o raio terá sido mal conduzido para o solo já que uns tubos de cobre que lá tinham sido colocados um mês antes, que estavam na direcção do poste e junto ao portão da exploração, estariam enterrados a pouca profundidade. A EDP recomendou-lhe que esperasse algum tempo e depois fosse dando conta das repercussões. “Quando aconteceu o problema mandaram-me ir ao hospital e reportar os factos à medida que os acontecimentos se fossem verificando, já que algumas das vacas atingidas estavam em período de gestação”, começou por assegurar. Luís Manuel Fernandes garante que já fez o que lhe foi recomendado mas até agora ainda ninguém se tinha prontificado a dar-lhe qualquer resposta. “Uma das vacas, em vez de parir, voltou a ficar em cio e a outra pariu um vitelo cego e desequilibrado que, passados dois meses, morreu”.
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Luís Manuel Fernandes, que acredita que o poste é uma verdadeira “ameaça”, em caso de trovoada, refere que nem têm nem ficaram com o conhecimento do “risco” que estão a correr. Assegura que ninguém explicou mais nada sobre o assunto, apesar de técnicos da EDP lá terem estado a verificar o posto. “Falámos com toda a gente e pôs-se o problema à junta de freguesia e à EDP. Disseram-nos que iam fazer alterações e que iam mudar o pára-raios dali, andaram a fazer medições e apenas disseram que estava tudo certo mas nunca mais fizeram nada. Eu tenho a certeza que o cobre, neste momento, não está a mais que 20 ou 30 centímetros abaixo do solo”, disse ainda.
Entretanto, após notícia do impasse na rádio Brigantia, Luís Manuel Fernandes, reportou-nos que ontem a sua mulher terá estado na EDP e finalmente obtiveram uma resposta. A entidade explicou-lhes que não tem comunicação de avarias, referentes ao dia em causa. “Não temos conhecimento de qualquer anomalia na nossa rede que tenha afectado o fornecimento de electricidade à sua instalação, nem comunicações de avaria de outros clientes dessa zona”, diz o documento da EDP entregue à mulher de Luís Manuel Fernandes. Contudo, segundo garantem, o piquete da EDP esteve na aldeia a repor a energia, na noite de 4 de Setembro, poucas horas após a trovoada. Luís Manuel Fernandes diz ainda que o assunto não ficará por aqui até porque há registos telefónicos feitos para a EDP, a reportar o assunto, e tem consigo os documentos referentes ao facto de ter estado no hospital por causa do sucedido.
Luís Manuel Fernandes lamenta também a despreocupação por parte da junta de freguesia de Espinhosela, que tem Vilarinho como anexa. “Toda a gente na freguesia sabia disto mas o único que nunca me perguntou nada foi o presidente da junta”, assegurou. Por sua vez, o presidente em causa, Octávio Reis, assegura que a junta, após a trovoada, fez o que devia e podia fazer e terá assim solicitado à EDP para verificar as condições do PT. Segundo ele, esta entidade esteve no terreno e verificou que tudo estaria em condições.
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Por parte da EDP, até ao fecho desta edição, este jornal ainda não obteve qualquer resposta.
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