Já estão a ser ultimados os projectos para se dar início às obras na Avenida Sá Carneiro, em Bragança. Como “é um projecto maior” e “por isso requer mais atenção e mais cuidado”, a autarquia garante que quer “fazê-lo o mais rápido possível”, assegurou o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Hernâni Dias. Representando um investimento superior a 25 milhões de euros, cofinanciados pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) em cerca de 16, recordamos-lhe que, esta intervenção se enquadra no Plano de Acção de Mobilidade Urbana Sustentável (PAMUS) do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Bragança (PEDU), apresentado em Março de 2017. A intervenção prevê melhorias para a circulação de peões e de ciclistas, a alteração dos espaços de estacionamento, bem como a reabilitação das escadarias que dão acesso à avenida.
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Pela Sá Carneiro, entre os comerciantes as opiniões dividem-se e há até quem não tenha conhecimento de obras ou projectos para a avenida em questão. Funcionária na sapataria Manuel Alves, Teresa Anes confessou não saber em concreto qual a finalidade das obras e disse ter “conhecimento por outras pessoas que estavam a pensar fazer uma ciclovia na avenida” mas “aos lojistas ninguém informou de nada”. Teresa Anes queixa-se ainda de uma reunião que terá existido com a finalidade de informar os comerciantes acerca da questão mas “não soube de nada” no tempo devido. Sem conhecimento do que se vai passar está também o funcionário do café Kopus II, Gonçalo Silva. “Ouvi falar apenas”, assegura. Funcionária na loja Atôla, Telma Esteves, afirma também não ter “conhecimento de obras nenhumas”. Ciente que “vai ser um grande contratempo”, Telma Esteves diz que “quanto a construirem aqui uma ciclovia” é “descabido” e que “as obras vão afectar esta e as outras lojas, isso vai ser um grande contratempo”. Mas se as obras desagradam a uns, agradam certamente a outros. Proprietário da Casa do Pão, João Lopes diz estar informado e ser a favor pois, “de facto é necessário uma intervenção porque se verifica uma deterioração dos passeios e a nível de iluminação”, explica. Quanto ao prolongamento do passeio com o objectivo de parte dele ser uma ciclovia, o comerciante afirma não ver mal nenhum e acrescenta que “acaba por criar facilidade para quem anda de bicicleta”. Já quanto à esplanada, como “é uma fonte de rendimento para qualquer café”, havendo “melhores condições obviamente que será melhor”. Da mesma opinião é Gonçalo Silva já que a esplanada do Kopus II “causa bastantes problemas com a vizinhança do prédio porque as pessoas se sentam à entrada dele”.
Habitante de Bragança, Jorge Fernandes frequenta diariamente a avenida e diz haver “muita falta de informação” para com os cidadãos. “Penso que vão por uma ciclovia mas não sei onde a vão por até porque aqui há falta de estacionamentos e se o passeio for alargado os estacionamentos perdem-se”, afirma.
Apesar de a maioria dos comerciantes contactados discordarem e se mostrarem desinformados, as obras vão avançar mas “ainda não há data prevista”, assegurou Hernâni Dias.
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