Prazo para candidatura ao Pedido Único alargado

O objectivo é que todos os agricultores consigam pedir a ajuda

12 jun. 2024, 09:25

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O Ministério da Agricultura e Pescas alargou o prazo para a submissão de candidaturas ao Pedido Único. O pedido de pagamento directo das ajudas que integram os regimes sujeitos ao Sistema Integrado de Gestão e de Controlo pode ser agora feito até ao dia 21 de Junho, sem penalizações. A novidade foi avançada, na sexta-feira, pelo ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, que esteve, em Alfândega da Fé, para a abertura da Festa da Cereja&co.

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Segundo clarificou o governante, “o objectivo do alargamento do prazo é que o Pedido Único chegue a todos os agricultores”. O prazo para a submissão de candidaturas acabaria nesta próxima sexta-feira, dia 14, mas foi alargado, até dia 21 deste mês. “Aquilo que peço é que os técnicos, que estão a fazer um esforço brutal, nomeadamente as confederações e todas as associações, que estão a dar apoio aos agricultores, mantenham esse apoio e que os agricultores não deixem para a última hora a submissão de candidaturas”, rematou o ministro.

Esta decisão surgiu na sequência das dificuldades nos procedimentos, que justificam que se dê mais tempo para as candidaturas serem preparadas e carregadas por todos os beneficiários.

O ministro compreende as pressões feitas pelas organizações que defendem os agricultores e a agricultura. “As organizações e os agricultores têm, obrigação de defender os seus interesses e as pressões que fazem as confederações, instituições, organizações e agricultores são legítimas. Mas posso garantir que o ministro e o Governo estão super atentos para dar aos agricultores aquilo que merecem”, sublinhou José Manuel Fernandes.

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Em Alfândega da Fé, já que, no fim-de-semana, o distrito de Bragança foi um dos que esteve em alerta laranja, por causa da chuva e trovoada, o ministro falou ainda dos seguros de colheitas. Dizendo que “são importantíssimos”, referiu que há “novidades” e que, em termos europeus, o Banco Europeu de Investimentos está a procurar garantias europeias financeiras, financiadas pelo Orçamento da União Europeia, de forma a que possa “existir uma harmonização a nível de seguros”, já que os estados-membros que têm mais recursos financeiros conseguem seguros mais favoráveis para os respectivos agricultores. O mesmo não acontece em Portugal.

Declarações do ministro da Agricultura, que esteve, na sexta-feira, em Alfândega da Fé.

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