Turé o “Homem Golo” do G.D. Bragança

Chegou em 2015 ao Grupo Desportivo de Bragança, na altura com apenas 21 anos, com o sonho de dar o salto para patamares maiores do futebol. Turé não passa despercebido e são vários os emblemas de olho numa das jóias da coroa do GDB. Goleador nato, Turé é preponderante no ataque canarinho. O jogado

07 fev. 2017, 15:06

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- O Bragança criou muitas expectativas mas acabou por não conseguir a passagem à fase de subida. O que é que achas que falhou na estratégia da equipa?

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Penso que não falhou nada. Apenas houve alguns jogos em que não estivemos tão bem. Agora é pensar na fase de manutenção.

- O que não deixa de ser curioso é o facto de o Bragança terminar a fase regular com os mesmos pontos da época passada, mas que esta não chegaram para passar à fase de subida. Este ano a fase regular estava mais competitiva?

Talvez. Mas penso que também não tivemos sorte. Depois houve várias lesões e castigos, que fizeram com que o plantel ficasse condicionado. Mas quem jogou deu o seu máximo.

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- Na temporada passada ainda fizeram sonhar os adeptos com a subida à 2ª liga e este ano criaram-se muitas expectativas. Isso trouxe mais pressão ao grupo?

Não. O que acho é que isso trouxe mais apoios dos adeptos e não pressão.

- Em termos pessoais para já tens 10 golos em 18 jogos, passaste a tua marca do ano passado …

Graças a Deus está a correr bem. Não quero parar por aqui, quero ajudar a equipa e fazer golos na fase de manutenção …

- Uma fase que não se antevê fácil …

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Vai ser uma fase complicada. Não podemos facilitar e temos que dar tudo para conseguir a manutenção o mais rápido possível.

- Nesta fase há uma troca de equipas. O Bragança vai jogar com três adversários que já conhece e mais 4 da série B. Qual é a tua opinião sobre estas alterações?

Vai ser muito complicado. Essas quatro equipas não as conhecemos. Há equipas que não estiveram bem na fase regular e que agora vão apostar tudo.

- Esta é a tua segunda época no Bragança e na cidade. Como tem siso a estadia?

É uma cidade calma. Gosto de estar em Bragança. Sou bem tratado, toda a gente me trata bem.

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- Como é a tua relação com os adeptos? Nota-se que há um grande carinho por ti e isso é visível quando marcas golos.

Sinto-me muito feliz com o apoio que tenho dos adeptos. O “Comando”, a nossa claque, até fez uma música para mim (risos).

- Uma claque pequena mas que faz bastante barulho …

É verdade. Vão a todo o lado com a equipa.

-É importante para os jogadores sentirem esse carinho?

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É. Sem dúvida.

- Qual foi a melhor coisa que ouviste dos adeptos? Eles falam contigo, abordam-te na rua?

(risos) Dizem que sou bom jogador. Falam comigo, às vezes dizem-me para dar ainda mais, porque marquei porque não marquei. Coisas do futebol.

- Já te questionaram sobre o facto de o Bragança não ter conseguido passar à fase de subida?

Não, apesar de o poderem fazer. Toda a gente queria que o GDB fosse à fase de subida, mas agora vamos dar tudo para garantir a manutenção.

- Receias de alguma forma que o facto de o Bragança não ter conseguido a passagem à fase de subida traga menos gente ao estádio?

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Não. Não vai acontecer. Os adeptos vão comparecer da mesma forma que o fizeram na fase regular.

- Apesar de o GDB não ter conseguido a fase de subida a nível individual não passaste despercebido? Há abordagens de outros emblemas?

Não quero falar sobre isso. Vou focar-me no meu trabalho no GDB para garantir o mais rápido possível a manutenção. Não quero entrar nesses jogos de empresários. O meu clube é o Bragança.

- O teu objectivo no futebol passa por onde?

Quero chegar a uma equipa profissional.

- Se olharmos para o teu percurso até agora tem sido construído a pulso. Vieste da Guiné Bissau bastante jovem e pode-se dizer que não foi fácil ….

Foi muito difícil. Vim para a Europa para ajudar a família, que ficou na Guiné.

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- A tua família acompanha o teu percurso?

Sim, sempre.

- Um percurso de um jogador de futebol tem altos e baixos. É ainda mais difícil quando se está tão longe da família e do país de origem?

Sim é muito complicado, mas faz parte da vida.

- Vieste com o sonho de singrar no futebol …

Sim e vou tentar fazer isso. Quero chegar a uma equipa de escalão maior e ajudar a minha família.

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Jogador guineense quer chegar aos campeonatos profissionais

Longe da Guiné Bissau, onde começou a mostrar a veia goleadora no bairro onde habitava, e da família, Turé encontrou em Bragança e no GDB uma segunda casa.

“Toda a gente gosta de mim. A equipa técnica, os meus colegas e o presidente preocupam-se comigo. Estou bem no GDB, não me falta nada”, afirmou o ponta de lança de 23 anos.

Ainda com grande margem de progressão, Turé quer chegar à 1ª Liga e não esconde a preferência pelo F.C.Porto.

Turé veste a camisola do G.D. Bragança, após as passagens pelo Alcanenense, Vila Flor, Oliveira do Hospital e Tourizense. Saiu da Guiné Bissau tinha apenas 17 anos.

Esta época já marcou dez golos em 18 jornadas da fase regular do Campeonato de Portugal Prio e o quarto jogador mais utilizado pelo técnico, Zé Gomes.

Turé conta com 1349 minutos de jogo, apenas superado por Serginho (1710), Tiago (1709) e Danilo (1547).

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