Vinhais e Vimioso ainda à espera das estradas prometidas

Ambos os novos traçados que ligam a Bragança se encontram na fase que antecede o lançamento do concurso para a obra.

08 mar. 2017, 15:56

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A melhoria da estrada entre Bragança e Vinhais já tem traçado definido e as obras poderão começar ainda este ano.

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Depois de uma reunião recente com a Infraestruturas de Portugal (IP), responsável por esta empreitada, o autarca de Vinhais, Américo Pereira, adiantou ao Jornal Nordeste que “já está definido um corredor e feito o estudo prévio e a empresa está em condições de lançar o projecto definitivo de execução, o que deverá acontecer agora, durante a Primavera, e aponta-se que possa haver obra no fim deste ano ou início do próximo”.

As condições do corredor e as características da estrada, que terá partes novas, estão já decididas. A fase que se segue e que será iniciada brevemente é a “de elaboração do projecto de execução ou de obra, são consultadas algumas entidades e é tudo preparado para a abertura do concurso”, adiantou ainda.

O presidente do município esclareceu também que está a par da calendarização de todo o processo de melhoria da EN103 e garante que, “até este momento, está a ser cumprido o que ficou combinado”.

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Em Fevereiro do ano passado o Ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, garantiu que o concurso do projecto seria lançado até final de Março de 2016.

Num processo que é da responsabilidade do estado português, o autarca garante que se tem limitado a fazer aquilo que é a sua obrigação, “pressionar o governo para que este dossier seja tratado com a brevidade que merece”.

“Estamos a acompanhar de perto o processo e não temos motivo, neste momento, para tecermos qualquer critica àquilo que foi combinado”, afirma, esperando que “não existam fortes atrasos naquilo que está programado”.

Viadutos e variantes

Apesar de nem a autarquia nem a IP revelarem detalhes de maior sobre o corredor delineado no projecto, sabe-se já que estão previstas duas variantes e alguns viadutos.

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Em resposta ao Jornal Nordeste via email, a IP avançou que “a solução em desenvolvimento permite optimizar os custos de construção, maximizando a utilização do corredor da estrada existente com algumas rectificações de curvas e compreende ainda variantes aos aglomerados urbanos de Vila Verde e Grandais”.

A obra, que deverá ter um custo de entre 10 a 12 milhões de euros, “terá um traçado constituído por alguns viadutos, na parte em que é novo. Estão ainda previstas algumas retiradas de curvas e cumprindo os limites de velocidade haverá uma redução de qualquer coisa como 30% em tempo e também um pouco mais no número de quilómetros actuais”, segundo explicou Américo Pereira.

Ainda assim, o responsável não ficou totalmente satisfeito com o traçado final, mas considera que sem compromisso nunca haveria melhorias na ligação.

“O que gostaríamos era de ver uma estrada completamente nova até Bragança, mas quem pretende ter tudo a maior parte das vezes sujeita-se a não ter nada e a vida é feita de compromisso”, sustenta, sublinhando que este tipo de obras é integralmente financiada pelo orçamento geral do estado, porque não há apoios comunitários para estas rodovias. “Ou câmara aceita negociar uma melhoria na estrada ou não haveria absolutamente nada porque o país não pode”, argumenta o autarca socialista.

20 milhões para estrada entre Vimioso e Carção

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No caso do projecto de alteração de parte do troço da EN 218, entre Bragança e Vimioso, actualmente encontra-se em avaliação o Estudo de Impacto Ambiental (EIA).

Segundo o presidente da câmara de Vimioso, Jorge Fidalgo, o consórcio de empresas que ganhou o concurso para a elaboração do projecto “entregou, na semana passada, a versão do estudo de impacto ambiental e neste momento a IP está a avaliar o estudo para, numa fase posterior, o submeter à aprovação das entidades competentes”, como a Agência Portuguesa do Ambiente e o ICNF. “Junto desta entidade poderão surgir, não direi problemas, mas a necessidade de ultrapassar determinadas condições, uma vez que a ponte que atravessa de Vimioso para Carção se vai localizar numa zona de rede natura, por isso teremos de observar todos esses condicionalismo”, antevê.

O traçado já está definido e o ponto mais sensível será precisamente a construção da ponte entre as localidades de Carção e Vimioso, com cerca de três quilómetros, que vai ser alternativa ao actual traçado de 10 quilómetros por sinuosas curvas. Será também esta a parte a mais dispendiosa do projecto, que terá um custo a rondar os 20 milhões de euros.

“Apesar de ser apenas uma intervenção em cerca de 3 quilómetros ou menos, a verdade é que é uma ponte que envolve um valor significativo”, refere Jorge Fidalgo. O traçado vai ligar a zona a jusante da actual ponte tardo-medieval e o que são hoje 10 quilómetros entre Vimioso e Carção será transformado num trajecto de 5 quilómetros.

Depois da aprovação do EIA, avançar-se-á para a elaboração do projecto de execução e estando terminado o projecto caberá à IP lançar o concurso para a obra.

No que diz respeito a outro traçado cuja conclusão é reivindicada na região, o troço do IP2 entre a zona junto à Foz do Sabor e a Junqueira, a IP adiantou ainda ao Jornal Nordeste que não existe qualquer projecto de solução para a interrupção daquele Itinerário Principal.

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