Quatro obras de Graça Morais estão entre as peças do Estado desaparecidas
Há, pelo menos, 112 peças de arte do acervo do Estado que estarão desaparecidas. Será este o número de obras cujo paradeiro está por identificar, portanto, mais do que o que avançou, na semana passada, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, que falava em 94.
Segundo um relatório da Direcção-Geral do Património Cultural, que o Ministério da Cultura vai enviar à Procuradoria-Geral da República, as obras de arte contemporânea não têm um único documento oficial que comprove o seu último local de depósito, pelo que é praticamente impossível localizá-las.
PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR
Segundo avançou a TSF, entre as peças há obras que foram extraviadas, há empréstimos internacionais e ainda cedências a gabinetes do Governo. Desta extensa lista constam quatro desenhos e colagens sobre papel, da autoria da pintora transmontana Graça Morais, que terão sido roubados do Centro Cultural de Belém, em 1992. Quanto a esta situação, o caso foi denunciado pela antiga Direcção-Geral de Acção Cultural à Polícia Judiciária e, até hoje, as obras continuam por localizar.
As peças desaparecidas são gravuras, pinturas, esculturas, desenhos, fotografias, cerâmica e até têxteis, e são assinadas por artistas como Júlio Pomar, Maria Helena Vieira da Silva, António Dacosta, Rosa Ramalho, Abel Manta, entre muitos outros. Há obras por localizar como um busto de Oliveira Salazar, de Francisco Franco e outro de Óscar Carmona, de António Dacosta.
PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR


