Raiva Rosa é uma promessa para o rock português

Nada melhor que conhecer os quatro jovens que dão vida a Raiva Rosa na celebração do Dia Mundial do Rock, assinalado no sábado.

16 jul. 2019, 15:29

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É óbvio que a corrente musical que foi lembrada a 13 de Julho está na origem destas novas composições que chegam à cidade. Os Raiva Rosa têm João Sousa e André Almeida na voz e guitarra, Heitor Peixoto no baixo e Simão Reis na bateria. Os quatro amigos andavam “perdidos” noutros projectos mas juntaram-se, por força do destino e em nome do rock. João, de 22 anos, nascido em São Paulo, no Brasil, tem Torre de Moncorvo “no coração”, concelho onde passou a juventude, e foi por aqui que conheceu Heitor e Simão quando os viu tocar num concurso de bandas. O atrevimento de lhes perguntar se sabiam tocar “Aneurysm”, dos Nirvana, serviu-lhe de primeiro contacto. Passados uns anos, quando veio para Bragança estudar, voltou a cruzar- -se com os dois amigos, ambos com 28 anos, que já trabalham juntos há quase 10 anos. Já André, de 25 anos, o único membro de Bragança, que já conhecia João, da banda de covers que tiveram em “miúdos”, acabou por conhecer o resto dos companheiros pelos bares da cidade ,em concertos. A banda resulta num rock cheio de força mas tem a particularidade de nascer da vontade de quem já se envolveu em vários projectos. Heitor, para quem “o rock é liberdade”, deixou-se seduzir pela música aos cinco anos, quando começou a ter aulas de piano. Já João, para quem “qualquer pessoa pode ser uma rockstar desde que se mantenha fiel a si própria e àquilo em que acredita”, é músico por culpa da mãe, Rosa Nogueira, que o inscreveu em aulas de guitarra. André, para quem o rock “é uma forma de dizer o que se sente”, tem ainda um projecto de originais. Simão, com quatro projectos a solo e já com participações em várias bandas, amante do verdadeiro rock dos anos 60, interessou-se por música na adolescência quando as primeiras letras começaram a “fazer sentido”. A grande particularidade da banda, numa altura em que o inglês parece o caminho mais fácil, é cantar na língua de Camões. João não era grande amante da ideia até porque cantando em inglês “podia ir para fora de Portugal” mas os amigos lutaram pelo português já que, conforme Heitor, não havia a mesma ligação “carnal” que com o nosso idioma. A banda começou com sessões de jam num estúdio improvisado que Simão e Heitor quiseram criar em casa e cuja conclusão é agora a “luta” dos Raiva Rosa. E é precisamente “Raiva Rosa” que dá nome ao EP (extended play) e ao single com videoclip que já têm. Neste momento contam com 12 temas e os que já estão gravados podem ser encontrados pelo YouTube e no Spotify. Com alguns concertos pela região e até fora dela, tanto dados como agendados, para o futuro só querem vingar na música. “Vêm aí mais novidades”, garantiu João. “Queremos tocar e viver disso. Daqui a um ano gostávamos de ter um álbum”, finalizou Simão.

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