Rota dos judeus em Mogadouro poderia trazer gente à região

Uma das rotas “fundamentais” para a região é a dos judeus. A convicção é de António Pimenta de Castro, professor e historiador, que, em Mogadouro, apresentou, no sábado, o “Lembrar o Cripto-Judaísmo de Vilarinho dos Galegos e Lagoaça”, com as memórias deste povo transmontano.

18 set. 2019, 10:48

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“Além da história e da lindeza que isso nos traz, pode-nos trazer uma receita fantástica. As pessoas têm que ir embora porque aqui não há empregos e é a altura de começarmos a trazer as pessoas novas para aqui porque a cultura é que traz as pessoas”, reiterou o professor, que, sendo de Viana do Castelo, casou em Mogadouro, com uma judia. “Tive alunos que me falavam de coisas engraçadas e comecei a interessar-me e assim surgiu a minha investigação”, assegurou ainda sobre o interesse em saber mais sobre esta cultura.

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António Pimenta de Castro foi um dos dois convidados da primeira sessão de um ciclo de conferências, intitulado “A Nossa História”, sendo que este foi subordinado ao preservar das memórias sefarditas. O ciclo, cujo objectivo é conservar a história e identidade do concelho, resulta de uma parceria entre a Biblioteca Municipal Trindade Coelho (BMTC), onde decorreu o debate, e Sala Museu de Arqueologia de Mogadouro.

“Sinais Hebraicos em Freixo de Espada à Cinta – Um Estudo” foi outro dos temas levados à biblioteca. Jorge Duarte, director do Museu da Seda e do Território de Freixo de Espada à Cinta, reportou-se à importância que a inquisição teve mas de forma negativa e acredita que ainda hoje se sentem os prejuízos culturais, mentais, emocionais e financeiros. “Ainda hoje, passados todos estes séculos, não recuperámos disso”, disse Jorge Duarte. “Não faças judiarias ao gato: está a por-se um estigma de maldade nos judeus. Adquirimos tudo isso que ainda hoje temos e que não é fácil perder”, explicou ainda o director do museu.

Segundo o arqueólogo Emanuel Campos, da organização, “irão ser promovidas mais conferências sobre a temática” já que o judaísmo “teve um peso muito importante na história da região”, a nível económico, comercial e cultural.

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