PUB.

Amêndoa de Trás-os-Montes em processo de certificação IGP

PUB.

Ter, 07/09/2021 - 11:12


Está já em andamento o processo de classificação da Amêndoa de Trás-os-Montes com Indicação Geográfica Protegida

O primeiro passo já foi dado, com a entrega do pedido para o registo da Indicação Geográfica Protegida junto da direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte Armando Pacheco, da Cooperativa dos Lavradores do Centro e Norte, que está a promover o processo, explica que a iniciativa pretende ser uma mais-valia para a comercialização da amêndoa produzida na região. “Achámos que devíamos certificar esta região, tendo depois a amêndoa a mais-valia de estar dentro de uma IGP, porque depois as vendas são superiores. É importante realçar a importância de Trás- -os-Montes, não tem só a abrangência de um concelho ou de uma área pequena, mas sim de Trás-os-Montes que inclui todo o distrito de Bragança e alguns concelhos de Vila Real”, sublinha. Actualmente, já há uma Denominação de Origem Protegida (DOP) da amêndoa do Douro, que inclui apenas pouco território e tem “um caderno de especificações muito específico e difícil de cumprir”. Por isso, a certificação IGP da amêndoa, a que se propõe esta cooperativa, pretende ser mais abrangente. “Queremos ter a marca Trás-os-Montes, a amêndoa tem de ser produzida nesta região, onde aumentámos as variedades, porque já existem outras, sem ser a antiga tradicional com pouco rendimento, então englobamos outras para trazer a mais-valia ao produtor”, esclarece. A Cooperativa dos Lavradores do Centro e Norte está a liderar o processo, mas espera que outras organizações de produtores se juntem e possam vir a comercializar a amêndoa com este selo IGP. “Não quisemos que ficasse muito restrita só à nossa cooperativa e há possibilidade de outras que existem no distrito também terem a oportunidade de comercializar amêndoa IGP”, afirma. A produção de amêndoa tem vindo “a crescer e vai continuar a crescer. Nos últimos anos, a plantação aumentou mais de 60% na nossa região, por isso a produção terá que aumentar ainda muito”. O processo de certificação como IGP, depois de analisado pelos serviços de agricultura a nível nacional, seguirá depois para Bruxelas. Esperando Armando Pacheco que o selo possa ser atribuído dentro de alguns meses.

Jornalista: 
Olga Telo Cordeiro