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Apresentados seis projectos financiados pelo programa de investigação de Montesinho

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Ter, 27/07/2021 - 16:21


Seis projectos de investigação sobre o Parque Natural de Montesinho (PNM), desenvolvidos por várias intuições de ensino superior do país, vão ser apoiados com um valor global de 1,4 milhões de euros.

São os vencedores da primeira edição do Programa Internacional de Investigação sobre Montesinho - “Montesinho International Research Awards”, que foram apresentados no próprio Parque Natural. A presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), Helena Pereira, explica que o objectivo dos projectos é conhecer melhor a região de Montesinho, nas diferentes vertentes. “Os projectos são todos diversos, uns tratam de património, outros tratam de estudar os carvalhos na área de Montesinho, outros de mapeamento, outros de extracção de material natural e estudar a biodiversidade, temos um leque grande de áreas científicas e de objectivos de projectos”, referiu. Para a responsável “só com conhecimento sobre as coisas, nas suas várias vertentes, pessoas, cultura, património, recursos naturais, podemos inovar para aproveitar e valorizar o conhecimento e, portanto, a ideia é que isto fique mais valorizado para benefício de toda a sociedade”. Um dos projectos contemplados com cerca de 250 mil euros, é coordenado pela Universidade do Minho e prevê promover a melhoria e requalificação do património tradicional de Montesinho. “Visa promover estratégias de valorização e conservação do património, fazer estratégias de reabilitação de edifícios a nível energético, melhorar as condições de habitação, porque achamos que também pode ajudar a fixar a população local. Vamos ter o foco na arquitectura popular, estudar, caracterizar, entender como estão construídos, como podem ser melhorados e depois fazer guias de boas práticas”, explica Javier Ortega. Carla Pereira, investigadora do CIMO, coordena o projecto Safe to Taste, também contemplado no concurso internacional, que pretende ajudar a salvaguardar espécies naturais de cogumelos do PNM. “Numa primeira fase faremos uma recolha dos dados das espécies comestíveis mais apreciadas nesta zona, pretendemos também criar um banco de germoplasma para conservar essas espécies, vamos fazer a produção melhorada, através da produção de substratos naturais a partir da biomassa, que vamos produzir a partir da recolha de bio-resíduos da limpeza do parque. Temos ainda a ideia de criar um selo de segurança Safe to Taste, para integrar uma rede de restaurantes e assim promover o consumo destes produtos de forma mais segura”, referiu. O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) é responsável por dois dos projectos premiados e colabora em outros. Os projectos foram apresentados sábado, no Roteiro de Competências e de Inovação Regional, ao longo de uma caminhada entre Riomanzanas, em Espanha, e Rio de Onor. “Pretende-se com toda esta actividade promover a cooperação transfronteiriça e daí o simbolismo de começarmos aqui, para aproveitar esta circunstância de termos um território fronteiriço, que deve ser um lugar de oportunidades e não de exclusão”, sublinha o presidente do Politécnico, Orlando Rodrigues. O propósito foi “fazer esta ligação ao território e promover o diálogo com os agentes locais, no sentido de que a investigação faça sentido e tenha impacto positivo na sociedade”. O Programa Internacional vai continuar e uma nova edição terá lugar nos próximos três anos. No dia 24, dedicado à investigação, foram ainda apresentadas Escolas de Verão do IPB e foi promovido um encontro de investigadores, em que se debateram políticas científicas.

Jornalista: 
Olga Telo Cordeiro