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Carlos Silvestre é candidato do Chega à câmara de Bragança e José Pires à União de Freguesias

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Ter, 03/08/2021 - 12:38


O Chega terá cinco candidatos no distrito, apesar de André Ventura ter dito que queria apresentar candidaturas em todos os 12 concelhos

Depois de ter sido apresentado Rui Pacheco como cabeça de lista pelo Chega na corrida à câmara de Macedo de Cavaleiros, dia 27 foram apresentados os candidatos às câmaras de Bragança, Miranda do Douro, Mirandela e Vinhais. Em Bragança o cabeça de lista à câmara de Bragança é Carlos Silvestre. O professor de 56 anos candidata-se como independente pelo partido e quer ser uma voz de oposição e uma alternativa ao que diz ser “mais do mesmo”. “Fui convidado, mas demorei bastante a aceitar este desafio. Temos a possibilidade de mudar algumas coisas, nomeadamente haver mais coragem, lutar por aquilo que Bragança tem potencial. Temos imensos recursos naturais, há imensas coisas que podemos fazer, nomeadamente nas aldeias ou trabalhar a questão do turismo”, referiu. Em Bragança, o candidato à união das freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo é José Pires, líder da distrital, e à Assembleia Municipal avança António Anes, que pertenceu ao BE. A cabeça de lista pelo Chega à câmara de Miranda do Douro é Nazaré Baptista, empresária de 67 anos, que se diz preocupada com o despovoamento e considera que é preciso uma mudança no concelho. “Temos um centro histórico fantástico e está ao abandono. Há uma possibilidade enorme de atrair turismo, de trabalhar em parceria até com o exterior, conseguir atrair empresas, criar indústria, trabalho e pararmos a desertificação humana, que é enorme”, referiu. O candidato à câmara em Mirandela é Ricardo Garcia, empresário de 33 anos, que entende que é necessário “um novo alento e estratégia” para o concelho. “Uma das principais propostas que apresento é na área social, porque o poder local é um óptimo instrumento” nesse nível. Em termos de planeamento, “a cidade precisa de várias obras, de ser recuperado o centro histórico”. “É importante haver uma estratégia para aproximar mais os idosos e trazer vida às aldeias”, referiu, defendendo ainda uma aposta forte na cultura. Em Vinhais, Nivardo Rodrigues, enfermeiro aposentado de 69 anos, é o cabeça- -de-lista à câmara e diz que a criação de emprego é uma das prioridades, já que sustenta que “a única empregadora em Vinhais é a câmara”. Afirma ainda que outro dos objectivos “é dinamizar o sector primário e criar um ambiente de trabalho que ajude o agricultor”, com a criação de um gabinete de apoio na câmara. A melhoria de infraestruturas é também uma preocupação. “Somos a localidade mais perto do AVE espanhol e não temos uma ligação queixando-se ainda de o concelho ter ficado arredado dos principais eixos rodoviários. Os nomes foram apresentados num jantar em Bragança, em que marcou presença o líder do Chega, André Ventura que acredita que o partido será o terceiro ou quarto em número de candidatos e que vai dividir o eleitorado com o PSD. “É um terreno onde temos todas as razões para acreditar que o Chega vai fazer o que está a fazer no resto do país, roubar eleitorado ao PSD e assumir-se como principal partido da oposição. Esse é o nosso principal objectivo, talvez nestas autárquicas ainda não consigamos, somos muito realistas nesse aspecto”. O dirigente partidário quer “ser a voz do interior”, acusando o PS e o PSD de terem “abandonado o interior, porque é no litoral que estão os votos, e Bragança claramente tem sido penalizada por estar longe do poder central”. O Chega terá assim cinco candidatos no distrito, apesar de André Ventura ter dito que queria apresentar candidaturas em todos os 12 concelhos.

Jornalista: 
Olga Telo Cordeiro