Marcelo Rebelo de Sousa vence no distrito e André Ventura fica em segundo lugar

Ter, 26/01/2021 - 11:07


Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito Presidente da República com 60,7% dos votos.

No distrito de Bragança também venceu, com 60,38%, uma percentagem idêntica à nacional. Já em segundo lugar ficou o candidato André Ventura, com 17,59%, sendo o distrito onde adquiriu mais votos, a seguir ao de Portalegre. Quanto a Ana Gomes ficou apenas pelos 10,76% dos votos. Em 2016, Marcelo Rebelo de Sousa também ganhou com grande avanço, 63,16%. Nessa eleição o segundo candidato foi Sampaio da Nova. Já Marisa Matias, que nas últimas presidenciais obteve 7% dos votos do distrito, desta vez, não chegou aos 3,5%. Por outro lado, Vitorino Silva conseguiu conquistar mais votos ficando em quarto lugar. Tino de Rans, como é conhecido, nestas presidenciais, teve 3,67% dos votos, enquanto em 2016, não chegou aos 3%. João Ferreira conseguiu 2,26% e Tiago Mayan Gonçalves obteve 1,88% dos votos. Nestas presidenciais a taxa de abstenção foi superior à das últimas. Votaram apenas 33,28% dos eleitores, ou seja, 46.203 votantes dos 138.833 inscritos. Já em 2016, a taxa de abstenção foi de 59,39 %.

Filas marcam eleições

Apesar da elevada taxa de abstenção, na União de Freguesias da Sé, Santa Maria e Meixedo, no concelho de Bragança, a quantidade de pessoas para votar formou uma fila de alguns metros. A afluência de pessoas não assustou os brigantinos, que disseram sentir- -se seguros, uma vez que estava a ser cumprido o uso de máscara e o distanciamento. “Eu acho que está tudo dentro das leis da DGS. Está tudo muito bem orientado”, disse Catarina Carvalho. Também Alberto Pereiro não teve receio de votar nestas condições, apesar de admitir que estava muita gente. Ainda assim, considerou que o espaço para votar deveria ser maior. “Lá dentro estava tudo sinalizado, mas penso que deviam ter arranjado outro pavilhão para separar mais as pessoas”, afirmou. Já Anabela Fernandes esperava ter visto mais gente e mostrou-se satisfeita por estarem a ser cumpridas as normas de segurança. Quanto ao tempo que poderia esperar na fila admitiu que, se fosse muito, desistiria. Assim como Lília Pires, acompanhada pelo filho pequeno, disse que não podia esperar muito tempo, mas percebeu que o andamento da fila não estava a ser demorado. “Se ficasse muito tempo teria que ir embora, porque eu não venho sozinha, mas já vi que está sempre a circular”, contou. Fernando Silva também disse estar seguro, uma vez que toda a gente estava de máscara, havia distanciamento e estava ao ar livre enquanto aguardava para votar. Já Carla Rocha assustou-se quando viu o tamanho da fila, porque “pensava que seria como nos anos anteriores” e que entrava logo no pavilhão para votar. “Assim é melhor, mas acho que está aqui muita gente”, afirmou. Dias antes das eleições, o presidente da União de Freguesias da Sé, Santa Maria e Meixedo disse ter sido obrigado a substituir 30% dos membros das 19 mesas de voto, porque tinham testado positivo para a Covid-19. “Infelizmente 28 pessoas das que estavam positivas e em confinamento, porque estiveram m contacto com alguém que está positivo, tiveram que sair das mesas de voto e tiveram que ser substituídas”, disse Telmo Afonso. O autarca estava à espera que houvesse menos afluência às mesas de voto e mostrou-se tranquilo com o comportamento das pessoas que, muitas vezes, ainda mantinham um distanciamento superior ao necessário. Havia funcionários da câmara de Bragança a controlar a entrada e saída de pessoas.

Jornalista: 
Ângela Pais