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Exposição solar e cancro da pele: proteja-se!

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Existe uma relação comprovada entre a exposição solar e o cancro da pele. A exposição ao sol, no campo ou na praia, é um aspeto fundamental do lazer e, quando adequada, é fonte de saúde: é a partir da exposição solar que o nosso organismo produz a vitamina D, fundamental ao crescimento ósseo. No Olho Clínico deixamos-lhe alguns conselhos para desfrutar do sol em segurança.

O aumento do número de novos casos de cancro da pele está relacionado com a maior exposição às radiações solares ultravioletas, como comprovam inúmeros estudos científicos nesta área. As radiações ultravioletas (UV) são responsáveis por muitas doenças, do cancro da pele às cataratas, passando pela diminuição das defesas do organismo. 
A uma maior exposição solar na infância corresponde um maior risco de melanoma na idade adulta. Daí a importância de prevenir a exposição solar excessiva nas crianças.  

Para prevenir o cancro de pele deve:
• Evitar a exposição solar entre as 11 e as 16 horas;
• Nas horas de maior calor, procurar as sombras e os locais frescos;
• Usar um protetor solar adequado ao seu tipo de pele;
• Proteger as crianças com roupa clara, chapéu e protetor solar adequado.

A que sinais se deve dar atenção?
A maioria dos sinais da pele (nevos), quer de nascença, quer adquiridos, é completamente inofensiva. Porém, existem alguns, com aspeto particular (nevos atípicos), que podem indicar um maior risco de vir a ter um melanoma.

Características dos nevos:
• Nevos atípicos: assimétricos, bordo irregular, cor não uniforme, diâmetro superior a seis milímetros;
• Nevos vulgares: simétricos, bordo regular, cor castanha uniforme, diâmetro inferior a seis milímetros.
As pessoas com muitos sinais são aconselhadas a fazer o auto-exame da pele uma vez por mês. Em caso de dúvida, deve consultar o seu médico de família ou um dermatologista.

Quais são os tipos de cancro da pele mais frequentes?
• Basalioma ou carcinoma baso-celular;
• Carcinoma espinocelular ou pavimento-celular;
• Melanoma maligno.

O que é o basalioma ou carcinoma baso-celular?
É o tipo de cancro cutâneo mais vulgar. Atinge sobretudo as pessoas de pele clara que se expõem regularmente ao sol: trabalhadores rurais, pescadores, trabalhadores da construção civil, entre outros. Surge habitualmente depois dos 40 anos e localiza-se nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como face, pescoço e dorso.
Pode manifestar-se sob a forma de um nódulo rosado e brilhante, de crescimento lento, ou de uma ferida superficial, que surge sem causa aparente e que não revela tendência para a cura espontânea.

O que é o carcinoma espinocelular?
É o segundo tipo de cancro da pele mais frequente. Atinge, igualmente, os grupos profissionais que estão permanentemente expostos ao sol, mas de grupos etários mais avançados que no caso do basalioma.
Surge nas áreas do corpo mais expostas (face, pescoço, dorso das mãos e pernas) e quase sempre sobre lesões precursoras (pré-cancerosas). Na maior parte dos casos surge sobre as chamadas queratoses solares ou actínicas, mas também pode originar-se a partir de cicatrizes, pós-queimadura, úlceras e fístulas crónicas ou em pessoas que estiveram muito tempo em contacto com agentes carcinogénicos (tabaco, raios X, arsénico, alcatrão e derivados).
O carcinoma espinocelular é um tumor mais agressivo e de crescimento mais rápido que o basalioma. Manifesta-se habitualmente sob a forma de um nódulo, de crescimento rápido, com tendência para ulcerar e sangrar facilmente. Além de ser localmente invasivo pode, abandonado à sua evolução natural, dar origem a metástases à distância, que podem invadir órgãos vitais e provocar a morte.

O que é o melanoma?
É o cancro da pele mais perigoso e um dos tumores malignos mais agressivos da espécie humana. Origina-se a partir dos melanócitos da epiderme, células responsáveis pelo fabrico do pigmento natural (melanina) que dá a cor bronzeada à pele. Atinge grupos etários mais jovens que o basalioma e o carcinoma espinocelular.
Ao contrário do basalioma ou do carcinoma espinocelular, que estão relacionados com a exposição crónica ao sol, o melanoma maligno parece estar mais associado à exposição solar intermitente, aguda e intempestiva, muitas vezes acompanhada de queimaduras solares ("escaldões"), especialmente quando ocorridos em idades jovens.
O melanoma maligno pode surgir sobre pele aparentemente sã, em qualquer parte do corpo ou sobre sinais preexistentes. O aspeto inicial do melanoma é variado, mas caracteriza-se, habitualmente, pelo aparecimento de um pequeno nódulo ou mancha, de cor negra de alcatrão, sobre pele aparentemente sã ou sobre um sinal já existente.
O tratamento destes tipos de cancro é quase sempre cirúrgico e o seu sucesso depende da fase em que é diagnosticado, ou seja numa fase inicial as probabilidades de cura são maiores, diminuindo numa fase mais avançada da doença. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental.