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CIM Terras de Trás-os-Montes cancela eventos até 30 de Setembro

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Ter, 19/05/2020 - 17:29


Está proibida a realização de iniciativas culturais e recreativas nos nove municípios da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) até 30 de Setembro, como forma de prevenção do contágio da Covid-19.

A decisão foi tomada no passado dia 13, em reunião do conselho intermunicipal através de videoconferência, e determina o cancelamento de festas, feiras, festivais e eventos análogos. Assim as festas religiosas e romarias também não poderão acontecer, em conjugação da posição tomada pela igreja. “A CIM também entende que não estão reunidas as condições para que qualquer iniciativa realizada no âmbito destas festividades religiosas tenha lugar”.

O cancelamento de eventos é considerado resposta necessária para evitar possíveis contágios e cadeias de contaminação potenciadas pela aglomeração de pessoas. “Acordámos, conjuntamente, seguir estas instruções. Estamos preocupados com uma possível segunda fase de contaminação e a saúde pública está em primeiro lugar. Não descuraremos a questão das festividades e as preocupações económicas, que é um assunto que temos em discussão”, sublinha o presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes, Artur Nunes.

Estão abrangidas por esta resolução iniciativas ao ar livre, no entanto a CIM-TTM ressalva que não estão englobadas aquelas que aconteçam em espaços culturais onde seja possível cumprir as directrizes da Direcção-Geral da Saúde (DGS), como museus e espaços expositivos.

Os autarcas reconhecem que o cancelamento destes eventos vai afectar a economia local, por isso a CIM assume que está a estudar soluções para apoiar a revitalização da economia. “É um assunto que ainda está pendente, estamos ainda no início do desconfinamento. Vamos ter de fazer uma reflexão sobre como incentivar a economia e encontrar soluções para a economia local e regional”, disse Artur Nunes.

O também autarca de Miranda do Douro explica que, para já, a comunidade intermunicipal tomou “boa nota e está a operacionalizar todas as medidas emanadas da DGS e do governo”, e que a partir daqui tem como “preocupação permanente, os postos de trabalho e a economia”.

Jornalista: 
Olga Telo Cordeiro