Ter, 10/03/2026 - 15:00
Entre lama e boa disposição, 70 mulheres, num total de cerca de 95 inscritos, participaram este ano no passeio. Vindas de vários pontos do país, as mulheres aceitaram o desafio de percorrer um trajeto inédito, que passou maioritariamente pelo Parque Natural de Montesinho. Para muitas, a participação já era tradição. Melissa Pires, que participou pela quarta vez, recordou como tudo começou. “No primeiro ano vim um bocadinho perdida, mas agora já fazemos planos para o próximo ano ainda antes deste acontecer. É um dia para nunca mais esquecer”, contou, destacando o espírito de amizade e aventura. “Dentro do jipe é uma diversão, aproveitamos isto ao máximo”, rematou.
Também Sandrina Ramalho, que participou pelo terceiro ano, sublinhou a importância da iniciativa. “É espetacular. Este passeio também serve para homenagear a história e a independência das mulheres”, afirmou, rejeitando estereótipos. “Dizem que as mulheres não sabem conduzir, mas aqui fica bem claro o contrário”.
A experiência também conquistou quem chegou mais recentemente. Paula Alves, no segundo ano de participação, confessou ter vindo inicialmente com alguma reserva. “Deixei-me arrastar pela minha filha e adorei. É um convívio fantástico com pessoas que nem conhecemos e que acabam por se tornar amigas”, disse, garantindo que pretende regressar.
Já Cátia Pires viveu a estreia absoluta. Chegou com curiosidade e entusiasmo. “Disseram-me que era divertido e um grande convívio entre mulheres. E também é importante porque se está a ajudar quem precisa”, destacou, reportando-se ao facto de parte do valor arrecado com as inscrições reverter a favor do Lar de São Francisco, que apoia crianças e jovens em situação de risco.
A madrinha do oitavo passeio, Cláudia Rodrigues, destacou precisamente essa dimensão. “Mais do que um papel, é quase uma obrigação social. São eventos lúdicos, mas o resultado final é para uma causa muito nobre”, afirmou, lembrando também a importância de continuar a lutar pela igualdade. “Homens e mulheres são seres humanos com os mesmos direitos e oportunidades”, frisou.
A organização esteve a cargo da Aventura Norte, que assumiu pela primeira vez a responsabilidade do evento. Nélio Fraga, da organização, mostrou-se satisfeito com a adesão. “Provavelmente é o ano com mais mulheres inscritas”, afirmou, lembrando que o interesse cresce de edição para edição, com “gente praticamente de todo o país, e até de Espanha”.


