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GIPS de Bragança transferidos para Izeda

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Ter, 07/07/2020 - 10:26


Os elementos do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro (GIPS) de Bragança vão ser transferidos para Izeda.

Os 20 operacionais trabalham actualmente num anexo do edifício do antigo governo civil de Bragança, no entanto, parte das instalações estão em risco de ruir e ficaram interditadas há cerca de ano e meio. Desde o início de 2019, os membros da 7.ª companhia dos GIPS estão num edifício provisório, contíguo ao que será demolido em breve. A decisão passa agora pela transferência para o posto da GNR de Izeda, informação confirmada ao Jornal Nordeste pela GNR, em que os GIPS se integram. Questionado sobre qual a solução para este problema o chefe de divisão de comunicação e relações públicas da força de segurança, o tenente-coronel Hélder Barros, esclareceu, por escrito, que “tendo em conta as condições de habitabilidade e funcionamento das instalações que albergam o Pelotão de Intervenção de Proteção e Socorro (PIPS) de Nogueira, na cidade de Bragança, não estão planeadas obras de reabilitação, mas antes a sua instalação na infraestrutura em Izeda”. A GNR explica que esta solução possibilita “a concentração de meios, em instalações afectas à Guarda Nacional Republicana, permitindo uma maior rentabilização de recursos”. O porta-voz da GNR salienta ainda que se vai manter inalterada “a área de actuação dos militares afectos a essa subunidade”, bem como as “responsabilidades em guarnecer o helicóptero do Centro de Meios Aéreos (CAM) de Nogueira, nos períodos definidos no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR)”. Antes de se ponderar uma mudança de localidade, foi considerada a possibilidade de este pelotão ser instalado no edifício das Infraestruturas de Portugal, antiga Junta Autónoma de Estradas em Bragança, mas que nunca se concretizou. O processo foi conduzido por Jorge Gomes, então secretário de Estado da Administração Interna, que afirma que chegou a ser assinado um protocolo para que os GIPS e os serviços da protecção civil distrital ali fossem instalados. O deputado do PS não sabe porque motivo não se colocou em prática o acordo e diz “estranhar a solução agora encontrada”. O Jornal Nordeste sabe que, além de Izeda, a mudança para Mirandela era outra das opções que estava em cima da mesa, mas a solução acabou por recair sobre a permanência no concelho de Bragança. A transferência deverá acontecer já nos próximos dias.

Jornalista: 
Olga Telo Cordeiro