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Notícias Região

Bernardette Moras, natural da aldeia de Barcel, no concelho de Mirandela, alcançou o sonho de ser cantora aos 34 anos, altura em que conseguiu subir ao palco no Luxemburgo e encantar centenas de emigrantes. O primeiro CD, intitulado “Só tenho olhos para ti”, foi lançado em Março do ano passado, altura em que a cantora transmontano deu os primeiros passos para abraçar uma carreira ligada à música e aos espectáculos. Apesar de já ter pisado alguns palcos na região, nomeadamente em Carrazeda de Ansiães e na sua terra natal, Bernardette afirma que gostaria de ter oportunidade de realizar mais espectáculos em Portugal.
Donzília Martins apresentou, no Auditório do Centro Cultural de Murça, o livro de contos “Um País na Janela do Meu Nome. A obra, inspirada em antigas vivências de infância da escritora no concelho de Murça, fala das senhoras Marquinhas, os “saltimbancos” na altura das festas, entre outros aspectos que caracterizavam o quotidiano rural de Murça.
Um dos meus alter-egos de referência chama-se Vladimir Nabokov, o extraordinário autor de Lolita. As suas lições de literatura ensinam-me, todos os seus textos me deslumbram. Afirma ele: “Como artista e professor prefiro o pormenor específico à generalização, as imagens às ideias, os factos obscuros aos símbolos claros, e o fruto selvagem que descubro à compota sintética.” Há uns dias vinha de Bilbau no teco-teco da Portugália, quando me pareceu estar a sobrevoar Lagarelhos, veio-me à imagem a Senhora Aurora, do Barracão das Latas, agora só Barracão. O efeito Nabokov devolveu-me silentes imagens daquela Senhora de sorriso doce, reservada, muito metida com ela enquanto atendia os clientes. Durante muito tempo ela percebeu a relação de amor-ódio que eu nutria em relação ao Barracão.
Do imenso rol de personagens criadas por Gil Vicente, consta um bom moço, de seu nome Pêro Marques, que é suficientemente ingénuo para criar espanto e provocar desespero nos sistemas neuro-mentais alheios. Disposto a conquistar a estouvada Inês Pereira, dirige-se a casa da afoita donzela, onde esta, algures entre a troça e a impaciência, vai revirando os olhos de pasmo perante a ignorância do pretendente. É que, desconhecendo a principal função de uma vulgar cadeira, o honesto mas simplório Pêro Marques senta-se de costas voltadas para Inês e sua mãe, dizendo, confuso e atarantado: - Eu cuido que não estou bem...
91 Aqueilha nuite stubo el detenido I un cacho a soutordie, quando ourdenou Para tornar al Rei; mas ampedido Fui puls guardas que habie, i nun passou. Oufrece-le l Gentiu outro partido, Que de sou Rei castigo arrecelou Se sabe esta maldade, i saberie Debrebe, se eilhi mais l detenie. 92 Diç-le que benir mande la fazienda Bendible que traie, toda pa tierra, Para que, debagar, se troque i benda; Que, quien nun quier comércio, busca guerra. Cumo que ls malos perpósitos antenda L Gama, que l danhado peito ancerra Cunsinte, porque sabe de berdade Que compra cun fazienda lhibardade.
Nun speraba por essa besita l outro die! Percisei de ir a la çpensa de casa, custruída ne l ampeço de ls anhos trinta de l seclo passado por un ampreiteiro – que chegou a ser tamien l duonho -, eimigrante eitaliano, que se anstalou nesta region de l Sul de la França (cumo nós…), naqueilhes anhos negros an que habie cunquistado l poder esse ditador que era Mussolini… La çpensa ye cumo un grande almairo que queda mesmo al lhado de la cozina adonde arrecadamos mil i ua cousa i que, stando nun lugar abrigado de l sol i de l friu, fresco i sien ser abafado, sirbe tamien de reserba para alimentos (uns até pertueses – cumo outros que an tiempos pula cierta éran eitalianos - chouriços, freijones, garbanços, azeitunas i queisos que questumamos siempre traier de las nuossas biaiges até Sendin i las outras tierras de Miranda) i mais outras cousas inda que mos poderien ajudar, caso aparecisse outra guerra – nunca se sabe! -, a subrebibir cun l que tenemos i que mos dá tamien la nuossa huorta aqui an França…
O Espaço História & Arte abriu as portas ao público no passado dia 24 na cidade de Bragança. Trata-se de um local reservado ao turismo, com uma vertente histórica e cultural da região nordestina, com especial enfoque nas visitas guiadas e ateliers de artes. A divulgação das obras dos artistas contemporâneos da região é outro dos propósitos da instituição.
Até ao próximo domingo, a vila de Torre D. Chama oferece a todos os visitantes um vasto programa cultural. A abertura do certame foi marcada pela actuação do Grupo de Cantares Populares de Bustos, bem como pelo lançamento do livro “O Verão é do Divino Senhor”, da autoria do antropólogo Telmo Carvalho. As tradições artesanais também estão patentes neste certame, que visa levar a cultura da Torre a um maior número de pessoas.
A festa de Nossa Senhora dos Anúncios na aldeia de Vilarelhos, no concelho de Alfândega da Fé, foi palco dos jogos tradicionais que se realizaram no passado dia 22 de Julho. O Cabeço de Nossa Senhora dos Anúncios, um recanto plantado no Nordeste Transmontano com uma vista espantosa sobre a zona norte do Vale da Vilariça, foi o local escolhido para a prática destas actividades.