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IPB quer atrair alunos luso-descendentes

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Ter, 04/02/2020 - 11:38


Captar alunos e investigadores luso-descendentes é a nova medida do Instituto Politécnico de Bragança.

A cerimónia de comemoração do 37.º aniversário da instituição, na passada quarta-feira, foi dedicada às diásporas lusófonas e luso-descendentes e ao potencial que estas comunidades podem trazer para o IPB. Enriquecer as ligações com as comunidades portuguesas que vivem no estrangeiro, nomeadamente na vertente da educação, ensino e investigação é o grande objectivo. Orlando Rodrigues, presidente do politécnico, acredita que se trata de um “potencial muito grande” e que deve ser aproveitado. “Há muitos jovens portugueses e luso-descendentes que têm carreiras de sucesso no mundo empresarial, das novas tecnologias, tudo isso são questões para as quais devemos olhar de forma global”, sublinhou. A Oração de Sapiência este, este ano, a cargo de Hermano Sanchez Ruivo, português de sucesso no estrangeiro e que é conselheiro da câmara de Paris. O luso-descendente defendeu que é necessário unir as “famílias” que estão em Portugal e fora do país e manter essa relação que se encontrará desvanecida. Hermano Sanchez Ruivo frisou que o país se deve dar a conhecer às outras comunidades e, por isso, os institutos politécnicos devem visitar os países lusófonos, para que a ligação seja ainda mais “consequente”. “Portugal tem de conhecer melhor as comunidades e as comunidades têm de compreender que Portugal é solução para muitas coisas, inclusive para a questão do ensino superior”, referindo ainda que, em França, os estudantes não conhecem as universidades nem os politécnicos, daí a importância de estabelecer ligações. 

Homenagem a Giovani Rodrigues

Na cerimónia, Giovani Rodrigues, aluno do IPB que morreu na sequência de agressões à saída de um bar em Bragança, foi homenageado com um apontamento musical, do cantor cabo-verdiano, Tito Paris, que lamentou o sucedido. “Um Cria Ser un Poeta” foi a música que deu início à homenagem e pôs os alunos a cantar em coro. “Escolhi esta canção porque é uma canção que todos conhecem e não podia estar a cantar músicas tristes dado ao momento que estamos a passar”, disse, salientando que não podia ficar “indiferente” ao que aconteceu e por isso aceitou de imediato o convite para vir a Portugal e homenagear o jovem cabo-verdiano. “Ninguém gostaria que isso acontecesse com uma família, infelizmente aconteceu com Giovani, que considero, neste momento, um herói e uma estrela”. Na sessão esteve ainda presente o Secretário de Estado da Educação de Cabo Verde, Amadeu Cruz.

Jornalista: 
Ângela Pais