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Mirandela adere ao cheque veterinário

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Ter, 01/10/2019 - 12:36


O município de Mirandela e a Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) assinaram, dia 26, um protocolo para a disponibilização do cheque veterinário.

Mirandela é a primeira câmara da região a aderir a este Programa de Apoio de Saúde Preventiva a Animais em Risco, que pretende apoiar os animais abandonados e recolhidos pelas autarquias, bem como os de famílias carenciadas, na vacinação, desparasitação, identificação electrónica e esterilização. Uma necessidade que se tornou mais premente com a entrada em vigor da lei que proíbe o abate de animais em canis. O acordo inclui “todos os animais errantes capturados pelas câmaras municipais”, sendo distribuídos “pelas clínicas para serem esterilizados, antes de entrarem no Centro de Recolha Oficial para poderem depois ser adoptados, e alargámos ainda a famílias carenciadas, para que possam tratar também dos seus animais e não representem um perigo”, explica o bastonário da OMV, Jorge Cid. Os custos com estes tratamentos ficam assim repartidos entre os veterinários, que disponibilizam o trabalho pro-bono, e a autarquia, que comparticipa o material. O montante destinado a este programa está a ser estudado e a rúbrica de despesa vai integrar o próximo orçamento municipal. “É uma mais-valia para os proprietários dos animais de estimação e também em questões de saúde pública é muito importante que tomemos estas medidas, não temos capacidade de fazer esterilização ao nível de câmara, por isso temos de recorrer aos privados”, salientou a presidente do município de Mirandela, Júlia Rodrigues, que afirma que apesar de haver mais adoptantes, há “muitos cãesabandonados que ficam durante muitos anos nos canis”. O centro veterinário de Ana Luísa aderiu ao programa, porque considera que “se houver uma divulgação adequada” o cheque veterinário será chamativo, admitindo que “há gente com carência que quer fazer o melhor pelo seu animal e se vê limitada pela sua condição financeira, quando têm informação querem fazer alguns procedimentos e não podem, qualquer ajuda é bem empregue”. O programa, que estabelece uma rede de cuidados primários médico-veterinários para animais em risco, estará operacional no próximo ano em Mirandela.

Jornalista: 
Olga Telo Cordeiro