PUB.

Projecto de “Recolha selectiva Porta-a-Porta” está a deixar as pessoas satisfeitas

PUB.

Ter, 27/07/2021 - 16:14


Cada aderente recebeu três contentores para recolha selectiva de papel e cartão, plástico e vidro

A Resíduos do Nordeste, empresa intermunicipal, há cerca de três meses que está a implementar um projecto-piloto “Recolha Selectiva Porta- -a-Porta”, em Mirandela. O projecto é em parceria com o município de Mirandela e abrange a zona de comércio tradicional e uma pequena zona residencial, em Carvalhais e Vila Nova das Patas. Para criar este serviço de proximidade junto da população, foram atribuídos a cada um dos aderentes, três contentores para recolha selectiva de papel e cartão, plástico e vidro. Neste projecto, a empresa responsável pela gestão de resíduos do distrito de Bragança e ainda do concelho de Vila Nova de Foz Coa, investiu cerca de 700 mil euros, que inclui viaturas 100 por cento eléctricas que fazem a recolha diária dos materiais a reciclar. A ideia é aumentar significativamente a quantidade de embalagens provenientes do setor comercial e residencial, em zonas com maior densidade populacional e consequentemente contribuir para o cumprimento das metas nacionais e europeias em matéria de reciclagem. “Mesmo depois de um ciclo de grande infra-estruturação nos últimos anos, com investimentos em alta, nomeadamente o tratamento mecânico e biológico, que foram cerca de 20 milhões de euros precisamos de melhorar a recolha selectiva”, refere o director-geral da Resíduos do Nordeste, Paulo Praça. Na apresentação pública do projecto, que decorreu no dia 21, em Carvalhais, o vereador do Município de Mirandela, José Miguel Cunha, defendeu que é com este tipo de projectos que se pode incentivar a população a aumentar a separação dos lixos produzidos. De referir que em 2020 cada cidadão do concelho de Mirandela produziu por dia mais de um quilograma de lixo, apesar de ser um número considerado elevado está dentro da média nacional. “O grande problema é que produzimos esse quilo, mas se calhar talvez 60 a 70 por cento é indiferenciado e não reciclagem. Temos de apostar na reciclagem porque se olhámos para os nossos resíduos, parte do que mandamos para o contentor indiferenciado é plástico, vidro e é aqui que temos de apostar fortemente”, explica o vereador da autarquia de Mirandela, Miguel Cunha. Quanto às pessoas que estão a usufruir deste projecto a satisfação é notória. “Na horinha certa, no dia certo, são muito cumpridores. Tenho um pequeno comércio, faço muito cartão e plástico, quer sejam embalagens de sumos ou águas, por isso aplico lá tudo no contentor, ao menos escuso-me de me deslocar para um local mais distante. É muito mais simples, mais prático, para cada pessoa”, enaltece Maria Adelaide, uma das aderentes. Até ao final do ano, este projecto piloto de recolha selectiva porta-a-porta, vai ser alargado a outras zonas de grande densidade habitacional, como os bairros Tuasol, Urbimira e Zona Verde de Mirandela. Em Dezembro, será efectuado um balanço para definir os próximos passos.

Jornalista: 
Cátia Barreira