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Vereadores do PSD e CDS propõem criação de fundo de emergência económico e social

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Ter, 19/05/2020 - 17:17


Apoio contaria com verbas de eventos que o município não vai realizar devido à Covid 19.

Os vereadores da oposição em Vinhais querem que a câmara aplique as verbas destinadas aos eventos que não vão ser realizados, devido às limitações impostas pela pandemia, para criar um Fundo de Emergência Económico e Social.

A proposta já foi apresentada mais do que uma vez ao executivo municipal. Carlos Almendra, eleito para a vereação pela coligação “É tempo de mudar” (PSD e CDS-PP), explica que o objectivo do plano seria apoiar o tecido económico de forma a conter uma crise social no pós-pandemia. “A ideia será constituir um fundo com os valores que não vão ser gastos do orçamento municipal, desde logo a não celebração do feriado municipal, o encontro de gerações, festas da vila, que permita um apoio forte à empregabilidade, porque é isso que nos deve preocupar na fase pós-pandémica”, afirmou.

A proposta implica a criação de um fundo inicial com 200 mil euros, mas que poderá posteriormente ser reforçado. “Tendo em conta o que é a economia concelhia, será nesta primeira fase suficiente. Posteriormente deverá ser negociado, a nível da CIM, para, havendo disponibilidade de alguns fundos comunitários, serem alocados também a essa situação de apoio à economia”, referiu.

Os eleitos locais da coligação “É Tempo de Mudar” dizem-se “comprometidos e solidários com as medidas” já tomadas no Município de Vinhais para combater a pandemia, mas apresentam mais uma proposta para que o apoio se estenda ao tecido económico do concelho.

Luís Fernandes, presidente da câmara de Vinhais, garante estar disponível para discutir o assunto. “Foi referenciado pelos senhores vereadores como assunto a ser discutido e estamos disponíveis para o discutir e analisar, sendo certo que neste contexto a maior parte das medidas são tomadas no dia-a-dia, no sentido de apoiar a economia local”, afirmou.

O autarca sublinha que há várias medidas que já foram tomadas pelo município e que “é preciso ver a melhor forma de continuar a ajudar as pessoas”.

 

Jornalista: 
Olga Telo Cordeiro