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Na obediência à recomendável moderação e sensatez que o exercício do comentário público exige, cumpre-me, na qualidade de munícipe bragançano, fazer algumas observações relativamente a meia dezena de temas que à urbe dizem respeito, os quais estiveram e estão, uns mais do que os outros, envoltos pelo signo da polémica e da controvérsia.
1 - Concluído (aparentemente) o mais contestado projecto urbanístico da cidade de Bragança, a requalificação da Avenida do Sabor, eis o resultado –, que, diga-se, nada que os naturais descomprometidos, ideológica e partidariamente, não o houvessem previsto: um fiasco pouco funcional e de estética algo duvidosa.

A cidade de Bragança, conforme foi noticiado em vários meios de comunicação social da região, foi distinguida pelos Swiss Tourism Awards 2007, concurso de âmbito mundial, com o galardão para “Destino a ser protegido, cidade a ser explorada e destino com forte vocação turística.

Puodes salir San Miguel
Que yá nun se passa nada
Anda ben sien miedo
Que la lhagona stá tapada.
Nien sequiera auga ten
Pra molhar las tues patas
Auga yá nien s’ancontra
Sequiera na Fuonte de las Lhatas.

1. Naqueilha nuite l cheiro de l quemer i l alberoto yeran más fuortes que nunca.
Yá se habie afazido a coincer todo l que comien solo pul cheiro: para la cena, houbo bacalhau cozido cun batatas i tronchos. I inda fritas, que l cheiro de las fritas yera l que le atrelundaba más l santido, a chamá-lo, a puxá-lo para l sobrado, cumo se fura un bruxedo.
Apuis l alberoto, que el bien çcunfiaba donde benie: la rapaza más nuoba, yá dous ou trés meses solo a arrastrar ls pies pula casa, cun la barriga ampinada, a modos a trazer uas fogaças alhá drento, preinha cumo un pelhiço an Nobembre, que nisquiera les habie deixado acabar la cena assossegados, nun sfregante, ah mai, ah mai, que you yá nun las aguanto, bénen cada beç más juntas... tengo ls quartos todos anchoquecidos!...

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Outra, nua bergonha que cumben,
L cuorpo n'auga lhougo eilhi scundiu;
Outra que fuora ls sous bestidos ten
Apressiou-se a agarrá-los i fugiu.
Hai un de ls moços que nien se deten
A znudar-se i assi todo se metiu
Bien bestido i calçado, que nun tarde
A matar n'auga l fuogo que nel arde.

A próxima edição do Festival Celtirock, que decorre em Vilar de Perdizes (Montalegre), já está marcada para os dias 25, 26 e 27 de Julho de 2008.
Este ano, o certame decorreu em pleno Inverno (no passado mês de Novembro) e contou com a presença de mais de mil pessoas.
As temperaturas negativas não afugentaram os visitantes, que se deslocaram de diversos pontos do País e de Espanha para assistirem aos concertos dos grupos de música rock.
Quem passou por Vilar de Perdizes teve oportunidade de “curtir” e, ao mesmo tempo, contactar com as tradições do Barroso.

Foi a bordo do barco que faz os percursos fluviais Congida (Freixo)-Aldeadávila (Espanha) que se fez primeira apresentação de três obras de dois escritores freixenitas ligados ao rio Douro. A iniciativa foi considerada como “histórica”, já que é a primeira vez que se assiste a um evento do género na região.
A cerimónia contou, assim, com a presença do jornalista Carlos Magno e do director da Lello Editores, José Lello, bem como de autarcas do concelho.

Há poucos dias, sentado numa mesa calma do velhinho bastião de presença humana no centro da cidade, O Café Chave-D’Ouro, enquanto bebericava de uma chávena de café, dei pelo meu pensamento a vaguear pelas aventuras e desventuras do fidalgo Alonso Quijano, o seu escudeiro Sancho Panza e a amada do primeiro, a mítica Dulcinea. Estamos, claro está, perante a história escrita por Cervantes relativa a Don Quixote e Sancho Panza, seu fiel escudeiro. Don Quixote dedicou a sua existência a ideais cavalheirescos de amor, de paz e de justiça, envolvendo-se numa série de aventuras em defesa dos seus valores, sendo, no entanto, sistematicamente atropelado pela dura realidade. Sancho, personagem mais realista, aos poucos, resigna-se e aceita os devaneios do cavaleiro, ficando ele próprio sem saber o que é real e o que é fruto da imaginação do cavaleiro. São famosas as investidas contra os aglomerados de moinhos de Consuegra, que Don Quixote via transformarem-se em Gigantes imaginários, hoje inteligentemente transformados e adaptados às novas tecnologias para aproveitamento eólico.

Os ofícios, saberes e sabores estiveram na base de mais um certame, que decorreu em Vimioso, passado fim-de-semana.
A iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Vimioso (CMV)e pela Associação Comercial e Industrial de Vimioso (ACIV), teve como objectivo dar a conhecer os produtos locais e, ao mesmo tempo, perpetuar algumas profissões que, actualmente, se encontram em vias de extinção.
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