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Golpe de Estado em curso.

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O processo de destruição de Portugal já vem de longe, muito embora ninguém possa lucidamente defender que começou com a queda da Monarquia e a consequente implantação da República e muito menos com a perda das colónias.
A culpa também não deve ser assacada aos revoltosos capitães de Abril, que não passaram de meras marionetes no contexto histórico, com é evidente.
Também a nebulosa constituição do actual governo da geringonça, amplamente legitimado em sede da Assembleia da República, não poderá ser vista numa perspectiva negativa de liquidação da pátria portuguesa. O fenómeno é bem mais complexo e subtil.
Os inimigos de Portugal, aqueles que estão verdadeiramente interessados em destruir a secular nação portuguesa, têm vindo pacientemente e com raro engenho, a aproveitar-se de todas as circunstâncias propícias para levar a água ao seu moinho, desde logo valendo-se dos males de que a sociedade portuguesa enferma e à boleia do processo de instauração do regime democrático e dos esforços de modernização do País. Assim é que ousaram arruinar o Estado e desfigurar a Democracia, de que só já resta uma máscara de comédia.
As evidências são muitas e variadas, os indicadores económicos e sociais amplamente demonstrativos e, acima de tudo, os portugueses sentem-nas bem fundo na própria pele. Nem vale a pena falar na dívida pública incomportável, na corrupção desenfreada, nos impostos desregrados, na fatia substancial dos dinheiros públicos que é abocanhada pela Banca, na imigração massiva de quadros qualificados, na perda de soberania ou na humilhação a que Portugal é todos os dias submetido nas instâncias comunitárias.
Já no que à CGD diz respeito, nenhum governo de direita seria capaz de fazer o que este governo de esquerda está a fazer, porque o PC, o BE e os sindicatos já teriam posto o país a ferro e fogo.
CGD onde se trava uma luta feroz e está em curso um verdadeiro golpe de Estado, com a super poderosa nova administração saída da mais fina flor capitalista a exigir vencimentos e regalias imorais e a impor um modelo de salvação do banco público que implica milhares de milhões do erário público, condiciona decisivamente o Orçamento de Estado e o próprio Programa de Governo.
Super poderosa administração que sobranceiramente agora bate o pé e se recusa a entregar a constitucional declaração de rendimentos, sabe-se lá porque obscuros motivos, sendo de admitir que, na passada, venha a determinar a alienação do Banco público, que é o mais certo.
Perante isto o primeiro-ministro socialista desembaraça-se das responsabilidades que lhe cabem remetendo-as para o Tribunal Constitucional, o PS não sabe para que lado se virar, o PSD dá uma no cravo e outra na ferradura, o PCP engole sapos, cobras e lagartos e o BE já ultrapassa o CDS pela direita.
Aos portugueses, que continuam a ser humilhados e ignorados, apenas resta continuarem a sublevar-se silenciosamente, pela via da abstenção massiva.
Este texto não se conforma com o novo Acordo Ortográfico.

Henrique Pedro