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Tio João

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Não vamos, mas vemo-nos!

Olá familiazinha querida!

Reciclar garrafões para ganhar morangal

Como estão os leitores da página do Tio João?
Nós cá estamos, muito preocupados com a situação provocada pelo Coronavírus e temos elucidado a nossa família de que beijinhos e abraços só no nosso programa, através da rádio.

A vida inteira por uma filha

Olá gente boa e amiga!

Estamos no primeiro terço do mês de Março, em que se comemorou, no dia 8, o Dia Internacional da Mulher. Pegando nesta efeméride, fomos conhecer a tia Celeste que tem uma história de vida muito atribulada, como mulher e como mãe.

Os programas de rádio dos último dias têm sido bastante participados, com muitas homenagens à mulher.

“Tendes pópóri de vir aqui!”

Olá, como estão os leitores da Página do Tio João?

Já estamos no terceiro mês do ano 2020. Os dias são iguais às noites, por isso é que o povo diz que “em Março, tanto durmo como faço”. As nossas gentes já andam a tirar a ferrugem às canetas nos escritórios da terra. A tia Neves, de Nuzedo de Baixo (Vinhais), disse-nos que já tem “batatas a nascer e algumas fora da terra”, outros andam a revirar as terras para as preparar para as sementeiras. Alguns já podaram as vinhas em Fevereiro, pois como diz o adágio “quem poda em Março, vindima no regaço”. O tio Domingos Ferreira, de Genísio (Miranda do Douro), já anda a cavar os alhos e as favas e disse-nos que “a flor da fava é o melhor chá para fazer baixar a diabetes”.

“Alegria no Entrudo que amanhã é de cinzas”

Olá, como estão os leitores da página do Tio João?

Já carregamos mais um Entrudo. Estamos sob o efeito da lua nova e, como diz o nosso povo “não há Entrudo sem lua nova, nem Páscoa sem lua cheia”, e “do Carnaval à Páscoa vão sete semanas”.

“No Entrudo come-se tudo” e agora mais que nunca, vai-se comendo o célebre butelo com casulas, que até tem direito a um festival gastronómico nesta altura em Bragança. Estes dias são ditos ‘gordos’ porque são dias de mesa farta.

A nossa família, no programa de rádio, tem recordado a antiga tradição de algumas localidades da nossa região, de oferecer um galo à professora primária, pelo Carnaval. O tio Rebelo, de Real Covo (Valpaços), disse-nos, a propósito, que no seu tempo “as professoras eram fidalgas! Aqui não queriam o galo! Queriam um cabrito. E lá tínhamos que lho dar. Bote ó jornal, tio João!”. A tia Ana Teiga, de Gralhós (Macedo de Cavaleiros), também nos contou que, no Domingo Gordo, é tradição na sua aldeia rematarem o charolo, composto de roscas, talaças e algum fumeiro.

Depois de a geada ter feito gazeta durante algumas semanas neste Inverno, voltou a atacar mas, durante o dia, o sol tem brilhado. A nível agrícola, anda agora a fazer-se o trabalho sujo: estrumar as terras e preparar as leiras para o renovo. As podas e as limpas continuam, mas agora são as vinhas que mais atenção requerem.

Nos últimos dias festejaram o seu aniversário connosco a tia Amélia Domingues, a ‘mé-mé’ (98), de Baçal (Bragança); Arnaldo Machado (94), de Deimãos (Valpaços); Teresa Aranda (80), de Cal de Bois (Alijó); Cassiano Lopes, o mestre do esfola beiços (75), de Carviçais (Torre de Moncorvo); António Xavier, o homem do buraco (72), de Coelhoso (Bragança); Helena do tio Filinto (69), de Vila Boa (Bragança); Ramiro Pires (65), de Freixedelo (Bragança); Ruben Fidalgo (18), de Paradinha de Outeiro (Bragança), emigrado na Inglaterra; Irene Gonçalves (80), de Samil (Bragança); Brigite Gouveia (50), de S. Martinho de Angueira (Miranda do Douro) e Armindo Xavier (57), Macedo do Mato (Bragança).

Que a vida os brinde até voltarem a festejar o aniversário connosco no próximo ano.

 

No Domingo passado fomos de excursão ao Santuário de N.ª Sr.ª da Lapa. Mais uma vez cumprimos a tradição de passar pela gruta atrás do altar, a tal passagem que se diz só conseguir fazer quem não tiver pecados mortais. O almoço, o baile e o lanche foram na Quinta de Santo Estêvão (Aguiar da Beira).

 

O Carnaval de Coelhoso aconteceu na tarde de Domingo Gordo e, como já vem sendo tradição, junta-se a folia do Carnaval do Brasil com o ‘Enterro do Pai Fartura’, numa parceria com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), através da Associação dos Estudantes Brasileiros desta instituição de ensino, que se fazem representar com bailarinas vestidas a rigor e muito samba.

Esta festa de Carnaval conta também com a presença de muitas pessoas das aldeias vizinhas, que não querem deixar de participar ou assistir ao desfile e à marcha para o velório do pai da carne, que depois é estourado e queimado.

Ao final da tarde, no pavilhão multiusos de Coelhoso, teve lugar o baile, com a animação de um Dj. Esta festa já faz parte do Carnaval da região, sem a presença de caretos.

 

Na aldeia de Fradizela (Mirandela) realizou-se no Domingo, pela primeira vez, um almoço convívio e uma missa campal, seguida de procissão com o transporte de um andor no frontal de um tractor agrícola.

A tradição era benzerem-se os animais, mas como já quase não os há, são agora os tractores e as máquinas agrícolas a serem benzidas, para proteger os tractoristas dos acidentes.

 

Não há família como a nossa!

Olá familiazinha, gente boa e amiga!

Por vezes sinto-me baralhado, porque não sei se sou o Nicolau e faço o papel de Tio João, ou se sou o Tio João a fazer o papel de Nicolau! Ultimamente também tenho sido uma central telefónica, porque todos os dias dezenas de pessoas me contactam para acompanhar as melhoras dos meus pais.

Boa garganta com a bênção de S. Brás

Viva! Como estão os leitores da Página do Tio João?

Esta edição é abençoada por N.ª Sr.ª de Lurdes, que se festeja no dia 11 de Fevereiro. Na mesma data celebra-se o Dia Mundial do Doente, instituído em 1992 pelo Papa João Paulo II, celebrado com o intuito de apelar à humanidade para que seja promovido um serviço de maior atenção à pessoa doente. Uma palavra amiga para todos os da nossa grande família que lutam com problemas de saúde.

Pintura para alargar horizontes

Olá gentinha boa e amiga!

Este ano o mês de Fevereiro é XL, porque o ano é bissexto e traz mais um dia. Como diz o povo “o primeiro de Fevereiro jejuarás, o segundo guardarás e o terceiro é dia de S. Brás. Semeia o cebolinho e tê-lo-ás”, ou “dia de S. Brás a cegonha verás, se não a vires o Inverno vem atrás”, mas também “Fevereiro enxuto rói mais pão do que quantos ratos há no mundo.”

O dia do acerto de contas em Caravela

Olá, como estão os leitores da Página do Tio João?

Segundo nos disse o tio Rebelo, de Real Covo (Valpaços), é costume os anos bissextos, como este, “prometerem muito e não darem nada”, acrescentando que “fruta, ‘cruzes’ e erva muita”.

É altura de se estrumarem as terras, das podas e das limpas. A nível meteorológico, todos estamos à espera da neve, porque a geada, o vento e o nevoeiro já atacaram, mas as previsões são para que a chuva continue a marcar a sua presença.

Maria da Graça é um livro de sabedoria

Olá gente boa e amiga.

Já decorreram as festividades dos santos de Janeiro, os santos do fumeiro. Dia 15 foi o dia de Santo Amaro, conhecido como o santo buteleiro, porque nalgumas localidades é costume, nesse dia, comer-se o salpicão de ossos, também conhecido por butelo. Dia 17 foi o dia dedicado a Santo Antão, festejado em Caravela (Bragança), aldeia onde casei. Nesse dia tem sido obrigatório ir comer a casa da minha sogra o butelo, a suã, o pernil e as orelheiras, num grande cozido à lombardeza. Dos três santos, o mais popular é o S. Sebastião, que se festejou no dia 20. Muitas das nossas terras têm capela própria, dedicada a este santo, construída à entrada ou à saída da povoação, para não deixar entrar a fome, a peste e a guerra. Uma das localidades do nosso distrito em que é muito festejado é Brunhosinho (Mogadouro), com a festa das chocalhadas de S. Sebastião, que duram quatro dias, como nos contou a tia Arminda.