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Editorial

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Não matarás é umas das proclamações marcantes no sinuoso percurso da humanidade, atribuída ao Deus único mas por consumar, apesar dos milénios que não lhe silenciaram os ecos, apesar dos ouvidos moucos de gerações sucessivas.

Jonathan Swift garantiu celebrada memória com o seu olhar sarcástico sobre a sociedade do seu tempo, nos fins do século XVIII, quando se vivia num verdadeiro caldo histórico, mistura de utopias a realizar logo ali com as inevitáveis expressões de soberba, inveja, preguiça e cobardia que não têm dado mostras de definhar neste mundo.

Volta o calor a sério e pega tudo a arder, apesar de todas as medidas anunciadas no últimos dois anos, depois das tragédias impensáveis que semearam a morte nesse outro malfadado Julho, com réplicas inauditas no Outubro seguinte, com mais mortes para uma estatística que não se devia ter registado

Nem os céus se compadecem de nós, como se os deuses tivessem resolvido abandonar-nos à sorte que as entidades diabólicas nos quiseram impor como este verão falseiro.

Lá vamos outra vez para eleições.

O rodopio de governantes por terras do nordeste transmontano está a atingir vertiginoso ritmo, que nos pode deixar entontecidos e fazer-nos tombar no terreiro, o sol de verão a surpreender-nos com miragens da vinda de tempos novos, de equidade e justiça, que nos têm sido sonegadas.

Afinal o Verão trouxe frio e chuva, em vez dos dias tórridos do fim do mundo, apocalipse pronto a vestir a cada manhã, mesmo que as flores não pareçam querer render-se à tragédia.

O ministro da Agricultura e Florestas aparece, com frequência, no espaço mediático, a anunciar medidas relativas à gestão da propriedade, apresentadas como a novíssima reforma agrária, para dar frutos nas próximas décadas.

João Miguel Tavares é um filho da revolução porreiraço, lisboeta de Portalegre que, por mérito inegável, se faz ouvir em tribunas com impacto nas manobras da política nacional, deixando reflexões, análises e críticas que vale a pena ter em conta.

João Miguel Tavares é um filho da revolução porreiraço, lisboeta de Portalegre que, por mérito inegável, se faz ouvir em tribunas com impacto nas manobras da política nacional, deixando reflexões, análises e críticas que vale a pena ter em conta.

Vai-se tornando habitual a prática, dita virtuosa, de protagonistas deste dito mundo ocidental, de substrato clássico e judaico-cristão, a pedir perdão a grupos, comunidades ou culturas, assumindo que não agimos sempre de acordo com os valores actuais, que ajudámos a construir e são referências p

Nesta nossa terra, quando alguém age de forma irracional, torpe ou mal intencionada, é costume ouvir, num tom reprovador, “bem podes limpar as mãos à parede”, expressando a convicção de que as mãos de tal sujeito terão mergulhado num verdadeiro monte de esterco moral ou ético, ao arrepio dos valo