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Demola North Portugal: a colaboração entre empresas e ensino superior

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Sex, 27/12/2019 - 11:42


Alunos, docentes e empresas trabalham, ao longo de três meses, em busca de soluções reais para entidades que procuram o Demola. Ideias foram apresentadas quarta-feira

Com o objectivo de aproximar o mundo empresarial dos alunos do Instituto Politécnico de Bragança, foi trazido para a capital de distrito o Demola. O projecto, de origem finlandesa, nascido em 2008, tem como objectivo resolver problemas práticos, juntando alunos, investigadores e empresas. O Demola North Portugal está há três anos em Bragança e tem anualmente duas edições, uma por semestre lectivo. Na quarta-feira, dia 18 de Dezembro, no Brigantia Ecopark, foram apresentadas as ideias trabalhadas ao longo dos últimos três meses. O Laboratório de Artes na Montanha Graça Morais foi uma das organizações que procurou o Demola. Joana Baião, do laboratório, sublinhou a importância do trabalho colaborativo e de co-criação e acredita que“é cada vez mais importante” para a actividade que desenvolvem. “Fazia sentido criar este tipo de dinâmicas e interacções com alunos e empresas” ressalvou, acreditando que o projecto traz “desafios”, obrigando a “pensar” a sociedade contemporânea. Esta forma de promover a inovação, recorrendo ao know-how de uma forma original, com a participação dos estudantes durante a sua formação, conta com a participação de vários docentes do Instituto Politécnico de Bragança, como é o caso de Paulo Leitão, que acompanhou um projecto piloto de qualificação de activos na indústria 4.0. O docente acredita que a forma “integrada” de resolver problemas acaba por mostrar aos alunos o que será o contexto de trabalho. “Todas estas entidades estiveram fazer criação para resolver o problema de forma integrada, desenvolvendo soluções novas para o projecto. Exige co-criação ao mesmo tempo com outras entidades, neste caso as empresas”, afirmou. Nesta edição foram apresentados 12 projectos, número mais significativo do que noutras “temporadas”. Vera Ferro Lebres, coordenadora do Demola e pró-presidente do IPB, garante que o projecto tem vantagens para todos os envolvidos. “Todos os actores envolvidos têm benefícios, para os professores é uma forma de garantir que a aprendizagem é feita em contexto de trabalho, em contexto real, para os alunos permite desde muito cedo contactarem com as empresas e o mundo do trabalho e para empresas é a oportunidade de saírem do seu core business”, esclareceu.