Tio João

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Festejar a vida dos “amigos do coração”

Olá gente boa e amiga.

Acabou-se o mês de Novembro que “ditoso mês é, que começa com Todos os Santos e termina com Santo André”. Foi um mês marcante para a família, o que mais participações teve, desde sempre. Tivemos 45 novas entradas de elementos que estão a dar muita vida ao nosso programa e à família.

Já estamos a viver o mês do Natal. Ao nível agrícola, por mais incrível que pareça, ainda há pessoas atrás das castanhas, como nos contou a tia Ana Maria, de Vila Boa (Bragança), que ainda tem 19 pessoas a trabalhar diariamente na apanha da castanha, nesta altura em que o trabalho está mais dificultado por causa do volume de ouriços e folhas que caíram com a ventania. Na próxima semana os homens do tempo prevêem dias sem chuva, facto positivo para quem tem azeitona para apanhar. Embora haja muita gente que semeie ‘alhos’ durante todo o ano, já os mais antigos diziam que “se queres bom alhal, semeia-o no mês do Natal”.

Contrariando o adágio “só nos lembramos de Santa Bárbara quando troveja”, hoje, dia de Santa Bárbara (4 de Dezembro), nós lembramo-nos dela, mesmo sem ter “troado”. Eu nunca me esquecerei da primeira oração de todas as que aprendi com o meu avô paterno “Santa Bárbara bendita, que no céu está escrita, com papel e água benta, Deus nos livre desta tormenta”.

E por falar em escrita, nos últimos dias fui surpreendido por uma amiga que já não via há 32 anos e que veio oferecer-me um livro de sua autoria, intitulado «Crónicas da Aldeia, ou Talvez Não». Trata-se de Teresa Tronjo, natural de Avelanoso (Vimioso) com quem eu convivi muito no meu tempo de disco-joker na discoteca. É um livro fácil de ler que caracteriza a sua terra.

Para além dos 5 aniversariantes de que vamos falar nesta página de forma mais alargada, também estiveram de parabéns Aguiar Castro (57), de Sendim (Miranda do Douro); Vera Lúcia (27), de Mogadouro; Irene Machado (67), de Cabeça Boa (Bragança); Nuno Rafael (23), de Rio Frio (Bragança). Para todos muita saúde e paz que o resto a gente faz.

Agora vamos viver cinco aniversários muito festejados pela nossa família.

Azeitonas sem caroço (alcaparras)

Olá. Como estão os leitores da página do Tio João?

Diz o ditado popular que “de Santa Catarina (dia 25 de Novembro) ao Natal, é um mês igual”. Mas eu diria mais: é um mês especial de preparação para o Natal e já cheira a esta quadra. Os comerciantes são os primeiros a anunciá-la, embora nas nossas terras ainda não se tenha iniciado a construção dos presépios, pois é tradição fazê-los no Advento, que tem o seu início no próximo Domingo, dia 2 de Dezembro.

As pingas continuam a cair, mas têm deixado apanhar a castanha. Por vezes o S. Pedro lembra-se de abrir mais a torneira e lá vem mais uma molha.

O nosso programa de rádio vai de vento em pôpa. No dia 17 batemos o recorde de participações, com 70 e este mês já tivemos 39 novas matrículas na universidade da vida.

Na nossa família temos alguns clubes: o dos madrugadores, o dos auriculares, o dos pastores, o dos camionistas e agora também temos o clube daqueles que estão na cama até que acabe o programa, cujo presidente, recentemente nomeado, foi o nosso tio Manuel da Torrié, que passou à reforma e agora é o nosso tio Manuel de Murça.

No passado fim-de-semana fizemos mais uma peregrinação de um grupo de cinquenta amigos da família ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima.

No sábado visitámos o Mosteiro de Alcobaça e tivemos um super-almoço com baile, bar aberto e lanche ajantarado. Mais uma vez o andor de N.ª Sr.ª de Fátima foi transportado por alguns dos nossos tios. No Domingo participámos nas cerimónia e depois regressámos a Bragança.

Começámos a festejar a vida de três pessoas do meu tempo. São eles o Óscar da Liberdade Jantaradas (50), de Sendim (Miranda do Douro); Celina Mendes (50), de Lagoas (Valpaços) e António Henrique (50), de Santa Eugénia (Alijó). Também estiveram de parabéns o tio Ângelo (69), de Penude (Lamego); Manuel Graça, o tio Paco (82), de Vinhais; Laurentino (72), de Serapicos (Valpaços); Alexandre Neves (24), de Coelhoso (Bragança) e Luz Celeste (55), de Castelo (Alfândega da Fé), que nos ouve em França. Que o ministro dos parabéns lhos cante para o ano.

E agora, como a azeitona ainda está verde, vamos fazer alcaparras e não só…

Os soutos são o ginásio do povo

Olá gente boa e amiga!

Quando dermos por ela, já estamos no Natal! Como o tempo não pára, nos últimos dias, no nosso programa, temos vivido bons momentos com a entrada de novos participantes. Já vamos em trinta e duas novas apresentações só este mês, muitas das quais de camionistas que nos vão ouvindo dentro dos seus camiões por essas estradas de toda a Europa.

É o caso do tio Pedro, que nos fala do seu camião por terras da Suíça, o Zé do Pipo em qualquer parte da Europa também marca a sua presença, o nosso tio Cláudio, do Marco de Canavezes e o tio Joaquim, de Amarante que, através de conferência, nos têm apresentado muitos dos seus colegas de profissão, dos quais aproveitamos a ‘boleia’ para sabermos de onde nos falam e do tempo que por lá faz.

Quem adoçou a boca a cerca de cento e trinta tios e tias foi a canção do nosso primo Marco, de Estorãos (Valpaços), que engendrou uma versão da música “Arrebenta a Festa”, do Roberto Leal e Quim Barreiros, saudando em verso muitos participantes da nossa família, tendo como refrão, “mas que festa, mas que animação, é o amor e a amizade da Família do Tio João”. No sábado passado o Marco comemorou 37 anos de idade.

Antes de festejarmos a vida, vamos chorar a morte de Tadeu Carvalho, o nosso tio Tadeu dos Bolos, que trabalhava no nosso horário em Mirandela e que Deus chamou no dia 14, quando iniciava mais uma jornada de trabalho, aos 61 anos de idade. Foram muitas as viagens e as vezes que tive o privilégio de conviver com o amigo Tadeu. Que Deus o saiba recompensar por todo o bem que neste mundo fez. Paz à sua alma.

Nos últimos dias festejaram o seu aniversário connosco a Maria Augusta Machado (75), de Parada (Bragança); Aldina (84), de Lampaça (Valpaços); Manuel João (60), de Izeda (Bragança); António Maria (80) e o seu neto Moisés (15), de Argemil (Valpaços), que fazem anos no mesmo dia; Hugo Silva (18), de Vinhais e Victor Correia (50), de Zava (Mogadouro).

Como estamos no Outono, a estação dos frutos secos, a amêndoa já se apanhou, a noz está finda e a castanha está para durar. Por isso, vamos agora à apanha da castanha, o ginásio do nosso povo.

Várias maneiras de fazer marmelada

Olá gente boa e amiga!

“Se o Inverno não erra caminho tê-lo-emos pelo

S. Martinho”; “Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho”; “O Verão de

S. Martinho são três dias e mais um bocadinho”;

“No dia de S. Martinho, lume castanhas e vinho”. Estes são alguns dos ditos populares referentes ao

S. Martinho, celebrado no Domingo passado, dia 11. A última vez que tinha calhado num Domingo foi em 2012 e a próxima vez só acontecerá em 2029.

Oxalá que todos os leitores possam estar cá nessa data.

Novembro, mês das almas

Olá gente boa e amiga. Como estão? Nós cá continuamos na arte de envelhecermos juntos.

O tio Alcino dançarino

Olá familiazinha, vamos de novo falar para o nosso povo. Cada vez que me lembro que já são 29 anos de Família do Tio João, casados no passado dia 29 de Outubro, segunda-feira, e que começámos numa simples brincadeira, sem sequer imaginarmos no que iria dar e agora é uma coisa muito séria. Se quando começámos era uma incógnita, passados 29 anos é uma grande certeza, porque fazemos parte da vida de muita gente que não tem consigo a família. Todos os dias, tenho cada vez mais vontade que sejam as 6:00 horas da manhã para estar ao serviço do povo. Uma palavra de agradecimento a todos aqueles que há já 29 anos têm a pachorra de me terem em suas casas. No passado fim-de-semana, desde sexta a Domingo, tivemos mais uma peregrinação ao santuário de Nossa Senhora de Lurdes, em França. Recordo que este foi exactamente o destino da primeira das 273 viagens que já fizemos ao longo destes anos. Ao todo, já levámos mais de 1500 pessoas a Lurdes, uma vez com seis autocarros, várias vezes com dois e três e desta vez com um. Este ano tivemos a sorte de ter calhado no mesmo dia da peregrinação do exército francês a Lurdes e de termos visitado Cauterets e o alto dos Pirinéus. O nosso jornal está a comemorar as Bodas de Prata da sua existência. A página do Tio João começou há cerca de 20 anos e foi editada durante um ano e meio, tendo tido um interregno de 15 anos, retomando a publicação contínua há cerca de 3 anos a esta parte. Desejamos que a nossa página continue a fazer parte deste jornal nos próximos 25 anos. A última semana foi uma daquelas em que o nosso “ministro dos parabéns” menos cantou, porque houve pouca gente a fazer anos. Mesmo assim estiveram de parabéns a Patrícia Mendes (29), de Lagoas (Valpaços), que nasceu no mesmo dia do programa; os filhos da tia Denérida, de S. Julião (Bragança), a Maria Luísa (43) e o João Luís (41), que fazem anos no mesmo dia; a tia Donzília, de Casas da Estrada (Alijó) e a Eugénia Moreira (50), de Oleirinhos (Bragança). A todos desejo saúde e paz, que o resto a gente faz. Deixo-vos com o tio Alcino Dançarino, que tão solicitado é nas nossas festas para dançar, coisa a que ele nunca se nega, não parando do princípio ao fim. Vamos então conhecer melhor o nosso tio dançarino.

Magustão da Família do Tio João (pelo sexto ano consecutivo na RuralCastanea, em Vinhais)

Olá ilustres leitores da nossa página.

Já se lavaram os cestos, por conseguinte as vindimas já estão findas. O vinho, esse, já ferve nas pipas ou nas cubas, pois já muita gente da nossa região utiliza cubas de inox, embora ainda haja quem continue a preferir as tradicionais pipas. Estamos, portanto, na altura de fazer a água-ardente, aproveitando bem o lume do pote para assar as sardinhas e as batatas no borralho. Também já há quem ande de volta das sementeiras, mas do que todos estão à espera é das castanhas que, com a ajuda da ‘ponta de uma unha’ do furacão Leslie, começaram a cair a conta-gotas, obrigando a deslocações diárias aos soutos para ver como está o “pinga, pinga”.

Quero deixar aqui um alerta aos nossos tractoristas porque os acidentes não acontecem só aos outros. Não facilitem e utilizem sempre o arco de Santo António porque ficam mais protegidos.

No dia 17 de Outubro, a Rádio Brigantia festejou 32 anos, com uma emissão especial, em directo do Café Lisboa, em Bragança, que serviu também para eu recordar o meu baptismo em rádio, pois nunca me passaria pela cabeça vir a fazer da rádio a minha vida. De início comecei como moço de recados, mas em breve já estava a fazer um programa na rádio, de discos pedidos, com o nome de Clube FM, onde me tornei conhecido como Amândio Lopes, o único animador gago da rádio em Portugal.

No nosso programa o que é anunciado nunca passa despercebido. A dar razão ao que digo e ao provérbio “quem tem tenda que a atenda, senão que a venda”, o tio Alcino, de Alfaião, que já não se sente com forças para continuar a pastorear as suas ovelhas, pediu-me para divulgar que tinha 100 ovelhas para vender e se há quem queira vender, também há sempre quem queira comprar. Isto é serviço de utilidade pública.

De parabéns estiveram Felisberto (70), de Zebras (Valpaços); os irmãos Rui (43) e Rogério (41), filhos da tia Dalma Reis, de Bragança; Carlos Alberto (29), de Rio Frio (Bragança); Delmino Ferreira (55), de Grijó (Bragança); Ludovina (63), de Outeiro (Bragança) e Júlio Meirinhos (61), de Grijó (Bragança).

Que para o ano lhes continuemos a festejar a vida.

E agora vamos ao Magustão!...

Tremoços: o marisco dos pobres

Adoro fazer rádio que mexa com as pessoas. Todo o mundo estava à espera da tão desejada chuva. Na madrugada da passada quinta-feira ela apareceu e eu consegui que muita gente se levantasse da cama para a ir ver à janela, abrindo o programa desta forma: “Família vai à janela / e o que vais lá ver / dá lá uma espreitadela / e vê se está a chover.”

Feijões de metro e batatas de quilo

Olá gente boa e amiga! No passado fim-de-semana tivemos a primeira geada do Outono. Segundo o tio Queiroz, de Mal Partida (Almeida – Guarda), agora já temos mais um cobertor na cama. As folhas já começam a cair, que o digam os nossos ouvintes do clube dos auriculares, os ministros da limpeza das nossas localidades, porque já começou a época da ‘encadernação’. A minha cidade de Bragança tem muito mais vida. Temos mais estudantes do que nunca e de muitas origens diferentes, de Portugal e do estrangeiro. Muitos deles são meus companheiros de rua, porque a partir das 4:30 da manhã, quando venho fazer o programa, encontro os doutores de capa a comandar os pelotões de caloiros a serem praxados. Numa destas madrugadas, para meu espanto, fui reconhecido por alguém de um desses pelotões que começou a cantarolar “bom dia Tio João, amigo do coração” e todos repetiram em voz alta. Senti-me envergonhado e um pouco assustado e por isso me retraí. Depois de pensar melhor, agradeci-lhes com um aceno de mão, mas fiquei triste de não ter ido pessoalmente agradecer e saber de que curso eram.

A festa das vindimas nas Aguieiras

A freguesia do concelho de Mirandela integra as aldeias de Pádua Freixo, Casario,

Estrada, Fonte Maria Gins, Soutilha, Corriça, Chairos, Aguieira e Cimo de Vila