Tio João

A família do Tio João, a família do piquenicão

Olá familiazinha,
No próximo Domingo, 25 de Junho, é o grande encontro anual da maior família radiofónica do mundo.Vimioso recebe este ano o 28º Piquenicão da família do Tio João. Vai ser no pavilhão multiusos, que está preparado com ar condicionado, muitos lugares sentados e mesas para saborear e compartilhar as nossas merendas. Desta vez não estamos preocupados com as condicões do tempo como todos os anos. Sinta-se convidado e apareça para fazer mais forte a nossa família.

 

Directamente da teta da vaca

Olá familiazinha. Decorreram mais um ano as trezenas de Santo António, em Bragança, na igreja de Santa Clara, onde é tradição no dia 12, à noite, no fim da trezena ser distribuído um pão biju por pessoa . Quando eu era criança apercebia-me que as famílias numerosas e pobres da cidade marcavam a sua presença levando assim alimento para a família. Hoje em dia há pessoas que guardam o pão de um ano para o outro, para que nunca falte o pão em casa e com a particularidade deste não criar bolor. Há muitas igrejas no nosso distrito que têm a imagem de Santo António.
 

O melhor do mundo são as crianças

Olá familiazinha! Já estamos a viver o mês de Junho, mês que se iniciou com o dia mundial da criança. É o mês dos santos populares, o mês em que entra o verão e o mês do pequenicão. Na semana passada festejaram anos o tio Carlos (59), da Quinta das Cavages, de Vale de Janeiro, Vinhais, o tio António Pereira, da Torre de Dona Chama (86), e fez 91 anos a nossa enciclopédia da família do tio João, a tia Lurdinhas de Bragança. Há quase 23 anos que pratica o apostolado do amor e da amizade, é uma participante constante do programa, é poetisa popular, já editou vários livros e pertence aos primórdios da família, estando sempre presente.
 

Carolina dá voz a Amália

Olá familiazinha! Depois de um fim-de-semana com muitos eventos na nossa região e também duas grandes concentrações de pessoas, na festa de Nossa Sr.ª da Ribeira, em Quintanilha e o encerramento do mês de Maria, no Santuário dos Cerejais, em Alfândega da Fé, estamos a fechar o mês de Maio, o famoso mês das flores.
Na semana passada apresentámos aqui os escritórios da terra e foram muitos aqueles que nos falaram em directo dos seus escritórios. Uma dessas conversas foi com a tia Neves, de Nuzedo de Baixo, enquanto semeava os “mal unidos”, os “mal dispostos”, os “biciclistas” ou “chícharos”. Nunca me passou pela cabeça que o feijão frade tivesse tantos nomes!
Na segunda viagem que realizámos a Lisboa, fez parte do grupo a nossa tia He­lena, da Aveleda (Bragança), mãe da fadista Carolina, que veio almoçar connosco e, à noite, fomos nós a assistir ao musical “Amália”, onde ela brilhou com a sua voz.
Neste número vamos conhecer um pouco melhor a Carolina, publicando parte da sua biografia.
Na última semana tivemos três aniversariantes, a tia Helena, de Alfaião (Bragança) que fez um século de vida, a nossa menina especial Maria Helena, de Vilarandelo (Valpaços), que festejou os seus 47, o nosso patrocinador, Rui Santos, das Ópticas Transmontana, que fez 42 anos e o tio Manuel Teixeira, de Montesinho, que fez 72 anos. Para todos muita vida.

 

Os “escritórios” da terra

Olá familiazinha! Já estamos no meio da segunda quinzena do mês de Maio, já só falta cerca de um mês para o grande piquenição. Temos o programa de rádio que festeja a vida. Diariamente o meu João André (ministro dos parabéns) festeja o aniversário da nossa família pois canta e toca os parabéns. Na semana passada e pela primeira vez assinalou os anos à mãe e filha que nasceram no mesmo dia. Se isso não bastasse, a filha, Sofia Gabriel, fez 25 anos e a sua mãe Ana Marques 25 ao contrário, ou seja 52 anos, são filha e neta da nossa tia Geninha, da Paradinha Nova, Bragança.
Sou oriundo da cidade mas casei na aldeia, lido com pessoas rurais diariamente e fui ver “como estava a papelada nos escritórios rurais tirei umas fotografias e conversei com a nossa tia Sarinha de Caravela. Aquilo que eu consegui aprender numa hora!

 

“Todo o mundo desejoso do piquenicão em Vimioso”

Olá familiazinha! Aí está o sangue da terra que todos os agricultores esperavam. Depois da ‘negra’, que afectou muitas e variadas culturas e, na sua totalidade, as nogueiras, eis que a rega automática, vinda do céu, fez com que os agricultores tivessem uns dias de licença sem vencimento. Esperamos que a chuva que agora caiu consiga minimizar ainda alguns dos estragos na agricultura.
Quero também lamentar a perda de uma colega de escola, a Milinha, de Palácios da Lombada, em Bragança, que toda a vida sonhou e lutou para ser mãe, conseguindo-o aos 45 anos de idade e, ironia do destino, foi chamada por Deus no Dia da Mãe, aos 51 anos. Que em paz descanse a sua alma e que do céu proteja o seu filho.
Agora apresento-vos o 28.º Piquenicão da Família do Tio João.

 

Dos direitos da mulher o maior é o de ser mãe

Olá familiazinha! Festejámos, no passado domingo, o dia da mãe. Embora o dia da mãe seja todos os dias é festejado agora no primeiro domingo de Maio, mas eu como Tio João, ainda me lembro de um ano termos festejado este dia a 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição.

A nossa universidade da vida tem sido enriquecida por estes dias com o miminho à mamã, além dos habituais miminhos da manhã. No sábado passado tivemos um “programaço”, com muitas participações, cheias de saudade por parte daqueles que já viram partir a sua mãe para a eternidade e de alegria daqueles que ainda podem disfrutar do seu amor. Desde o nosso tio Físico, de Outeiro, que interpretou um tema original dedicado à mãe, a outras músicas e cantigas de homenagem à mãe, destaco o desabafo da nossa tia Zita, de Celas, que, lamentou ela, Deus não lhe ter dado oportunidade de parir. Mas considera-se mãe dos seus sobrinhos e sobrinhos-netos.

No passado domingo foram várias as festas, um pouco por todo o lado, dedicadas à mãe e nós participámos numa realizada no restaurante Serra de Nogueira, com a presença dos Fados de Outrora, com a fadista Carla Silva e o organista Francisco Cubo. Foi muito bom ver os filhos reunidos com as suas mães, como foi o caso da nossa tia Carmelinda, de Vila Boa de Bragança, na companhia da sua filha, depois de ter passado momentos muito difíceis com a sua saúde. Praticamente em todas as escolas e jardins de infância também se festejou o dia da mãe.

 

Mês de maio, mês das flores, mês de Maria, mês dos amores

Olá familiazinha! Já estamos no mês de Maio. Desde que faço o programa Bom Dia Tio João, (e já lá vão quase 28 anos), há sempre o medo na nossa gente ligada à agricultura, de que depois do Verão antecipado que já tivemos, com temperaturas máximas a rondar os 25/30 graus, nesta altura de fins de Abril e princípios de Maio, venha a “negra”. E este ano veio mesmo! Nas madrugadas de 27 e 28 de Abril. Digo eu muitas vezes que “ser agricultor é a maneira de empobrecer alegremente”. Já muitos foram os tios e tias o desabafar comigo na rádio que a geada lhes queimou vinho, batatas e frutas.
Desta vez os concelhos mais fustigados pela geada foram os de Valpaços, Chaves e Montalegre. Embora aqui, no concelho de Bragança, segundo nos contou o nosso tio Pinela, de Sacoias, 60 % da produção também teria sido afectada. Só nos resta esperar que melhores anos venham.
Este também é o mês em que eu e muitos como eu, podemos cantar! E como não podia deixar de ser neste mês, dia 8 de Maio celebra-se o Dia Internacional do Burro. É também o mês das flores, porque é nesta altura que elas florescem.
Neste número vou falar-vos das tradições do dia 1 de Maio, “as maias”. Está a decorrer também a Feira das Cantarinhas em Bragança. Que Deus fale na alma da nossa tia Cândida, de Pinela, que era uma artesã das cantarinhas tradicionais.

 

Peregrinação a Fátima em filme

Olá familiazinha! Hoje quero começar por homenagear o nosso tio Firmino Ginja, de Carção (Vimioso). Era alguém que não sabia ler nem escrever, mas sabia “estreler”, viver e conviver. Era também um filósofo do povo. Tinha uma maneira de cantar única, parece que ainda o estou a ouvir a cantar:
“Oh! macieira do adro, oh! do adro macieira!”.
Cantava-nos também o sofrimento da sua vida em verso. Era do povo, era simples, era humilde e típico. Fazia parte da fundação da Família do Tio João.
Conhecemos um pouco da sua vida, através de uma reportagem sobre a Família do Tio João, feita pelo canal de televisão alemã ARD. Herdei-lhe expressões que utilizo muitas vezes, como por exemplo: “Deus nos dê bons dias. Bons dias nos dê Deus” e “Deus lhe pague e bem-haja”.
Faleceu no domingo e, na segunda feira de Páscoa, um dos seus netos, cumpriu o último desejo do seu avô de informar a família da sua morte. Tantos anjos o acompanhem como vezes nos fez felizes com as suas participações. Os sentimentos à família enlutada e o eterno descanso à sua alma.
No passado domingo estive em Vinhais, na ante-estreia do filme «Fátima», de João Canijo, que é o tema que vamos desenvolver neste número.
 

Tocam os sinos na torre da igreja...

Olá familiazinha! Estamos a viver a semana da Páscoa depois de algumas das nossas casas já terem recebido a visita de Jesus Ressuscitado na, ainda, visita pascal, havendo também outras localidades em que a visita pascal se faz tradicionalmente no próximo Domingo de Pascoela.
Chegou a hora de vos confidenciar que, dos 8 aos 14 anos, fui sacristão do saudoso cónego Ruivo, juntamente com o meu ‘professor’ de sacristia e meu vizinho na Rua Nova, Teófilo Machado, com quem aprendi a ajudar à missa e também a tocar os sinos da igreja da Sé. Conclusão: também fui sineiro! Tocava antes das missas dominicais, repicando quatro sinos ao mesmo tempo. Aprendi ainda a tocar a sinais, para anunciar a morte de alguém. Lembro-me ainda que tocando três vezes, com um intervalo de alguns segundos era para anunciar a morte de um homem; se fossem só duas vezes seria uma mulher que teria falecido. Também era usual, enquanto decorria o cortejo fúnebre de algumas pessoas mais abastadas, ser tocada a marcha fúnebre com os quatro sinos. Ainda me estão a saber bem os 20 escudos que me dava o saudoso Monteiro da funerária para estar a tocar os sinos até perder de vista o cortejo. Penso que a última vez que toquei a marcha fúnebre foi a 21 de Abril de 1987, no funeral do meu avô. Nunca mais me lembro de ter tocado mais vezes nem de que alguém o tenha feito. Esta semana vamos falar da importância do sino nas nossas terras.