Volta ao Nordeste começa esta quinta-feira em Mogadouro

Os 150 ciclistas têm pela frente quatro dias de prova. São cerca de 300 km com 25 equipas a pedalar pelo nordeste transmontano. Bragança será o palco da consagração dos vencedores.

23 abr. 2019, 15:41

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A Associação de Ciclismo de Bragança (ACB) leva para a estrada a II Volta ao Nordeste, que tem início na quinta-feira, dia 25, em Mogadouro e vai terminar no domingo, dia 28, em Bragança.

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Trata-se já do evento referência da ACB e que este ano traz equipas de vários pontos do país e até das ilhas, mais concretamente dos Açores. No total vão participar 150 ciclistas nas categorias de Masters, Elites e Sub-23 amadores.

A primeira etapa, agendada para quinta-feira e com início às 15h00, vai ligar Mogadouro a Miranda do Douro e ao contrário do que estava previsto não passará por Espanha. “Tivemos que alterar o percurso uma vez que as estradas por onde ia passar a Volta passar estão em obras”, explicou Miguel Monteiro, presidente da ACB.

Neste primeiro dia de competição os ciclistas têm pela frente uma estirada de 81 km, que inclui um Prémio de Montanha em Vimioso e Miranda e uma Meta Volante em Morais.

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Na sexta-feira, dia 26, os ciclistas regressam a Mogadouro para um contra-relógio individual de 7km, às 17h00, com saída do Aeródromo Municipal.

Quanto à segunda etapa, no sábado, prevê-se que seja a mais dura e tem 114 km. Esta começa em Vimioso, tem Prémio de Montanha em Carção e Gouveias (Alfândega da Fé) e Meta Volante em Izeda e Macedo de Cavaleiros. O périplo termina na vila de Alfândega da Fé.

No último dia de prova, no domingo, os corredores têm pela frente um percurso de 103 km que vai ligar Mirandela a Bragança. Pelo meio há uma Meta Volante na Torre Dona Chama e um Prémio de Montanha em Vinhais.

Este ano o rosto visível da Volta ao Nordeste é o mirandelense César Quitério. O antigo ciclista da Liberty Seguros e do Louletano, é o embaixador da prova e antevê bastantes dificuldades para os participantes. “Todas as etapas vão ser complicadas, mas a segunda com chegada a Alfândega terá dificuldades em toda a sua extensão. Quanto à última de consagração penso que não será muito de consagração, pois de Vinhais a Bragança não será fácil”.

Sancho Cruz falha segunda edição

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E o vencedor da Volta ao Nordeste de 2018 não vai participar este ano. Sancho Cruz será o grande ausente por questões profissionais.

O ciclista, este ano a representar o Clube de Ciclismo José Maria Nicolau, realçou a importância da iniciativa para a promoção da modalidade e o papel da comunicação social. “Na minha opinião não é só a prova em si que é importante para a divulgação do ciclismo mas, principalmente, o facto de ser atribuído o devido destaque por parte de todas as entidades regionais, quer sejam os municípios, jornais, os rádios e sem esquecer os fotógrafos e a ciclismo +TV”, destacou.

Sancho Cruz garante que em outras localidades o ciclismo é “pouco divulgado” ao contrário do que se passa no distrito de Bragança. “Aqui, em Bragança, ainda a meses da prova já está a ser divulgada. As pessoas da terra sabem da existência e saem à rua, os jornais e as rádios da região trabalham bem e estão sempre presentes na cobertura do evento”.

Sobre o percurso, Sancho Cruz acredita que vai ser um pouco semelhante ao do ano passado mas com mais dias de prova. “Este ano para além de ter mais dias, as etapas são maiores. Pelo que vi nos gráficos haverá subidas mais longas e também haverá o tal sobe e desce, além de existir maior adesão de equipas e atletas fortes que farão o ritmo ser mais elevado. Assim sendo os atletas devem contar com uma prova bem exigente e concorrida”, concluiu.

Sérgio Ramos fica de fora devido a uma lesão

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Quem também vai falhar a Volta ao Nordeste é Sérgio Ramos devido a uma lesão. O ciclista do Monóptero Bikers, segundo classificado em 2018, não recuperou a tempo a prova.

Sérgio Ramos antevê uma prova “muito competitiva” e considera que a etapa mais difícil será a segunda. “A etapa entre Vimioso e Alfândega da Fé é complicada mas será decisiva para apurar o vencedor”.

O ciclista, que na edição deste ano assume funções de comissário de prova, valoriza o evento. “Os parabéns à Associação de Ciclismo pois esta era uma prova muito aguardada. Depois da primeira edição da Volta ao Nordeste outras provas surgiram, como a Volta ao Douro, e tem pernas para andar”.

Cuidados redobrados na estrada

Durante a prova não haverá qualquer corte nas estradas, sendo por isso necessário que os participantes cumpram à risca as regras de trânsito. “Os ciclistas só têm que respeitar as regras de trânsito e seguirem as indicações da GNR, PSP e da organização”, alertou Miguel Monteiro, presidente da ACB.

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Para a I Volta ao Nordeste estão destacados cerca de 60 elementos das forças policiais e militares.

A Volta ao Nordeste em Bicicleta tem um orçamento de 15 mil euros e este ano passou de dois para quatro dias. Bragança, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, Torre de Moncorvo, Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso, Mirandela e Vinhais são os concelhos parceiros do evento.

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