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Descentralização e continuidade do sector agrícola são preocupações de Rui Rio para o interior

Ter, 01/10/2019 - 12:52


Num passeio pelas ruas cumprimentou comerciantes e ouviu as opiniões da população. Concluída a arruada, seguiu para Mirandela onde almoçou com empresários do sector agrícola do distrito de Bragança e aproveitou para expor a sua preocupação em relação à continuidade do sector primário.

IPB recebe 418 alunos na segunda fase mas não pode integrar todas as candidaturas estrangeiras

Ter, 01/10/2019 - 12:43


Na primeira fase já haviam sido preenchidas 808 vagas. Assim, o politécnico brigantino conta, nas duas primeiras fases de ingresso deste ano lectivo, com 1226 candidatos, o que “representa cerca de 70 alunos a mais que nas duas fases do ano passado”, garantiu o presidente da instituição.

Identificar e combater a vespa asiática

Como se comporta?

É diurna e predadora de outras vespas, abelhas, entre outros insetos. O seu método de ataque é simples: começa por esperar as abelhas carregadas de pólen junto das colmeias. Depois, captura-as e corta-lhes a cabeça, patas e ferrão, para aproveitar o tórax, a parte mais rica em proteínas. Por fim, transporta-as para o seu ninho para alimentar as larvas. Tem um ciclo biológico anual, sendo que atinge a máxima atividade no Verão, devido ao aumento de ninhos e crescimento da colónia.

 

De onde veio?

Outubro a entrar, toca a vindimar

Ter, 01/10/2019 - 09:04


Olá gentinha boa e amiga.

Já estamos no mês de Outubro, acabadinho de entrar. No primeiro dia deste mês assinala-se o Dia Mundial da Música e também o Dia Internacional do Idoso. Ao longo do mês teremos diariamente vários temas que vamos desenvolver, não esquecendo que, no último fim-de-semana, terá lugar o Magustão dos 30 anos da Família do Tio João, uma vez mais em Vinhais, no maior assador de castanhas do mundo.

Um dia inesquecível

21 de Agosto de 2019. É a noite do arraial. Mas na Praça da Sé, o coração de Bragança, não há luzes coloridas, não há música, não há balões, não há pipocas e não há ”vinho, riso, poesia e uma mão ladina em cima de carne morna” porque … porque não há gente. Não se vê vivalma. Exceptuando o bar “Praça” tudo está fechado. As pessoas ou foram ao concerto ou ficaram em casa. E sentado na praça deserta ouvindo ao longe o rumor da agitação do concerto, dei por mim a pensar que essas imagens não me eram de todo inéditas. E de repente, “touché”! Vejo correr na memória um filme que vi há mais de 40 anos na “Torralta”. Chama-se “una giornata particolare”, em português “um dia inesquecível”, filme do cineasta italiano Etore Scola. Scola mais conhecido pelas suas comédias de costumes, todos temos na memória os “Feios, Porcos e Maus”, desta vez largou a brejeirice, vestiu smoking e, socorrendo-se de dois “monstros” do cinema Italiano, Marcello Mastroianni e Sophia Loren, fez um filme sobre …intimidades. A história de suporte do filme, o guião, conta-se breve. É assim: a 6 de Maio de 1938, Hitler e o seu estado maior, Ribentrop, Hess, Himmler, Goebels, Goring e outros visitam Roma para assinar acordos militares que iriam estar na génese da união bélica que ficou conhecida como as “Potências do Eixo”. Mussolini quis homenagear os visitantes fazendo uma festa nacional e para isso convidou (convocou) todos os Romanos a participarem na festa e, claro, tudo, tudo foi para a festa. E no Palácio Federici, bloco de habitação social com 650 apartamentos, só ficam 3 pessoas: (metáfora subtil sobre os rejeitados pela sociedade) a porteira que não pode abandonar o seu posto mas que acompanha a festa pelo altifalante que colocaram à entrada do prédio; uma dona de casa que seguindo as regras fascistas e machistas da época fica em casa pois tem de preparar o dia seguinte. É mãe de 6 filhos e o marido já lhe prometeu o sétimo só para lhe por o nome Adolfo; (curiosamente Alessandra Mussolini, neta do “Duce” faz parte do elenco deste filme): e um homem da rádio recentemente demitido por homossexualidade e que prepara o suicídio tentando antecipar-se à polícia que a todo o momento o virá buscar para o enviar para o degredo na Sardenha. Então, a propósito da fuga de um pássaro da gaiola, a dona de casa conhece o homem da rádio. Ela oferece-lhe um café para agradecer a captura. E então, como se de repente tivessem sacudido a pressão que todos os dias os esmaga, ouvindo ao longe o ruído da festa para que não foram convidados, começam a falar deles próprios. Dos seus anseios, das suas angústias, dos seus temores, das perspectivas que tinham, das esperanças que ainda têm. Bom, coisas que nunca tinham falado a ninguém e que não são boas de contar.

Isto é ficção mas a realidade…bom, na realidade tenho esperança que, na noite do arraial, a Praça da Sé não seja mais a réplica do velho Palácio Federici daquela noite inesquecível onde dois ostracizados lambiam as suas feridas.