Mantorras (Macedo): “Procuro dar sempre o máximo em cada treino e em cada jogo”

Ter, 19/01/2021 - 13:08


Tiago Mendes, “Mantorras” no futebol, lidera a lista de melhores marcadores do campeonato distrital de futebol. O ponta de lança já facturou nove vezes e apontou um hat-trick. A cumprir a segunda temporada com a camisola do Macedo, Mantorras quer terminar a prova com o estatuto de melhor marcador e ajudar a equipa a sagrar-se campeã distrital.

 

- O Macedo lidera isolado o campeonato. Como avalias para já o grau competitivo do distrital?

Grupo de trabalho diz que Estado não deve interferir na venda de barragens

Ter, 19/01/2021 - 11:14


O grupo de trabalho refere em comunicado que a venda das barragens de Miranda, Bemposta, Picote, Baixo Sabor, Feiticeiro e Foz Tua “não compete ao Estado interferir na relação comercial entre as entidades privadas, adoptadas, ao abrigo da autonomia privada, nomeadamente na configuração da operaçã

Do Baton

No Programa “Radicais Livres”, da Antena 1, Pedro Tadeu recordou Dolores Lebrón Sotomayor, ativista porto-riquenha que ficou celebrizada como Lolita Lebrón, a revolucionária do bâton. Esta evocação é muito apropriada pois a militante do Partido Nacionalista Porto-Riquenho, liderando um pequeno grupo do correligionários, invadiu o Capitólio americano para chamar a atenção do mundo, sobretudo dos países americanos, reunidos em Caracas, na Conferência Interamericana, para a situação de ocupação colonial de Porto Rico, pelos Estados Unidos. Alegam terem disparado para o teto, depois de terem rezado o Pai Nosso e os cinco congressistas feridos terão sido atingidos pelo ricochete das balas. Lolita terá dito: “Não vim matar ninguém, vim para morrer por Porto Rico”. A somar à recente invasão do Capitólio pelos apoiantes do derrotado Trump, a campanha eleitoral para a Presidência da República Portuguesa foi esta semana animada precisamente pelo bâton de uma das candidatas. Baton vermelho. Como vermelhas devem ser as linhas de separação de determinados grupos e ideologias. Vermelho este que não pode ser o da censura e muito menos o da proibição. Tem de ser o da decência, da exclusão, da não cooperação, seja a que título for, do desprezo mas igualmente da tolerância e do respeito. Por muito assustador que possa ser o crescimento de forças cuja existência nos afronta e “agride”. Ana Gomes esteve muito bem no debate com André Ventura ao recusar discutir as suas amizades pretéritas e presentes com personalidades da vida política portuguesa. Devia, na minha opinião, manter essa linha vermelha no debate com Marcelo Rebelo de Sousa. Ao fazer alusão à amizade do Presidente-Candidato com o banqueiro caído em desgraça, Ricardo Salgado, não só viajou para lá da fronteira traçada por si, como deu ao seu oponente a oportunidade, imediatamente aproveitada, para se vitimizar. Se outras razões não houvesse, e há!, para votar em Ana Gomes, garantir-lhe o segundo lugar é razão suficiente. Mas a própria tem de colaborar ativamente! E, para além da gafe das amizades, a ideia de ilegalizar quem, à face da Lei está legal, não é uma ideia brilhante para quem quer conquistar o voto do eleitorado maioritário moderado. Até porque a linha vermelha, traçada à esquerda, é de pouca utilidade. A distância para a extrema-direita é tanta que não há necessidade de qualquer separação adicional. Era como colocar uma cancela alfandegária no meio do mar para impedir a chegada dos americanos. A linha divisória para os novos movimentos de ideologia ultradireitista tem de ser desenhada à direita. Como clara, distinta e inequivocamente fez Tiago Mayan Gonçalves. O candidato da Iniciativa Liberal apontou bem a sua oposição aos extremismos, de direita e de esquerda, em alinhamento com a sua ideologia realçando porém que à esquerda não há, e isso faz toda a diferença, ideologia racista e xenófoba. Também assim deveriam declarar e atuar, em conformidade, Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos. Em política, como em muitas outras situações da vida, ganhar não é tudo e, muito menos, pode ser a justificação para se “vender a alma".

Por favor, ajudem-nos a lutar contra a Covid-19!

Começou janeiro, e começou um novo ano que prometia ser de melhoria e esperança, visto o ano de 2020. Vinha com toda a pompa e circunstância a tão desejada vacina. Tanta era a emoção que nas últimas semanas de 2020 e primeiros dias de 2021 relaxamos de tal maneira que, decorridos apenas alguns dias, podemos perceber que as coisas não estão a correr nada bem. Nesta altura os números de novas infeções, internamentos e mortes são arrebatadores. Os surtos multiplicam-se com os consequentes “custos” para a saúde. Portugal é e sempre foi um país muito frágil no que toca às questões económicas. Vivemos sempre muito do turismo e gastronomia (a verdade seja dita, temos lugares maravilhosos para visitar e uma comida que é do melhor que se faz no mundo). Mas é importante não esquecer que uma vida não tem custo e que a pandemia atual está a ceifar diretamente e indiretamente vidas (muitos não recorrem aos cuidados de saúde por receio, outros veem os seus problemas de saúde postos em segundo, terceiro ou quarto lugar com consequências nefastas). Como profissional de saúde da primeira linha, é frustrante ligar a televisão ou até sair à rua para ir trabalhar e ver gente a passear despreocupadamente, a sair com a mínima desculpa, a ir “passear” para as superfícies comerciais e a ir “prestar” auxílio a familiares mais frágeis (levando muitas vezes o COVID associado). Apelo à classe política que tome medidas mais sérias de confinamento, mas peço ainda mais afincadamente às pessoas que cumpram o confinamento e que não aproveitem as exceções previstas para saírem (veja-se o excelente exemplo que demos ao mundo nos primeiros meses de pandemia). Só assim, poderemos começar a tomar as rédeas da pandemia, diminuir o número de novos casos, diminuir a pressão sobre os cuidados de saúde, dar tempo à vacina de imunizar o máximo de pessoas possíveis e assim aos pouquinhos, ir regressando à nova normalidade (que será invariavelmente diferente) e rever os nossos familiares sem tanto receio (as saudades de abraçar e beijar as pessoas que mais nos são queridas são imensas). Como pessoa, queria deixar um agradecimento a todos os que se envolvem na luta contra a COVID 19: não só aos profissionais de saúde, importa não esquecer quem indiretamente está ali ao lado para nos ajudar, como por exemplo o padeiro, o agricultor ou a menina da loja da fruta que têm de trabalhar para podermos ter alimentos na mesa (e como estes, todos os outros serviços essenciais à população que não podem encerrar). Para terminar, gostava de fazer um apelo à população, repetido milhares de vezes nos diversos meios de comunicação: fiquem em casa, mantenham o distanciamento social, usem máscara e higienizem bem as mãos. E por favor, não se habituem a ver números crescentes de casos e mortes.

Manuel Araújo Gonçalves