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GDB começa a arrumar a casa

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Ter, 24/05/2016 - 15:38


O Grupo Desportivo de Bragança continua em conversações com André David. Direcção e treinador ainda não chegaram à renovação para a próxima temporada, mas tudo estará, segundo apurámos, preso por detalhes.

“O campeonato nacional vai matar os clubes da dimensão dos de Mirandela”

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Ter, 24/05/2016 - 15:36


António Branco está extremamente preocupado com o futuro das equipas de formação e de seniores do concelho de Mirandela. Os patrocínios são poucos e o município tem sido o grande pilar das colectividades.

André David considera que o GDB superou as expectativas

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Ter, 24/05/2016 - 15:32


É o segundo treinador mais jovem do Campeonato de Portugal Prio, 30 anos, André David já deixou marca no GDB conduzindo a equipa ao terceiro lugar da fase de subida.  O técnico deverá renovar nos próximos dias e analisa a época que findou de forma positiva.    

 

 

 

Selecção Nacional homenageada em Vila Flor

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Ter, 24/05/2016 - 15:26


Alexandre Ferreira, capitão de equipa da Selecção Nacional de Voleibol, mostra-se agradado com o estágio que a equipa das quinas está a realizar em Vila Flor.
Recordamos que Portugal prepara-se para a Liga Mundial, que se realiza de 17 de Junho a 10 de Julho.

As ovelhas vão ao barbeiro

Ter, 24/05/2016 - 10:35


Uma ovelha que não seja tosquiada e se mantenha com a lã para o verão, vai sobreaquecer e perder a capacidade de regular a temperatura corporal. Além disso, a lã também implica um aumento substancial de peso à ovelha, o que lhe vai causar desconforto ao animal e atrapalhar a constante mobilidade do rebanho.

Rinite Alérgica: quais os sintomas e como tratar

O que é?
A rinite é uma inflamação da mucosa (revestimento interno) do nariz. Esta inflamação pode eventualmente também estender-se até à mucosa dos olhos (conjuntivite), ouvidos (otite), seios perinasais (sinusite) ou faringe (faringite).
A principal causa de rinite é a alergia - rinite alérgica. Existem outras causas para a ocorrência de rinite não alérgica, por exemplo, rinite inoficiosa, rinite induzida por medicamentos, entre outros, que são, no entanto, menos frequentes.

Cinto de segurança

A
rtefacto de utilização obrigatória tem por fim evitar a projecção dos passageiros em caso de imobilização súbita do veículo ou em caso de capotamento. Tem os seus méritos firmados em choques frontais segurando o passageiro, não deixando que o mesmo seja projectado contra o “tablier” ou contra o vidro para-brisas. Já noutras situações a excelência do dispositivo é mais que controversa. A saber: quando um veículo choca com a parte lateral doutro, apanha este numa zona de fragilidade não oferecendo grande resistência à penetração do primeiro no habitáculo do segundo. Claro que um passageiro aí sentado com o cinto colocado não tem por onde fugir. É ali esmagado.(E este é o acidente com maior ocorrência nos perímetros urbanos); nos acidentes em que o veículo se incendeia é frequente os passageiros morrerem queimados por manifesta incapacidade de retirar os cintos. O estado de choque não lhes permite localizar os engates que, e como se isso não chegasse, muitas vezes estão encravados ou encobertos por força do sinistro. Não esquecendo o caso daquele carro que caiu ao lago do Azibo em que morreram quatro pessoas afogadas com o cinto devidamente colocado. São, estes, alguns exemplos de como ter o cinto colocado pode não ser a melhor solução. Não obstante isso, a sua não utilização, que aliás é verificada com algum zelo pelas autoridades policiais, configura uma contra ordenação punível com coima. E repare-se que a sua não colocação não põe em causa a segurança de terceiros, quando muito a própria. Quem comprometo eu pelo facto de não colocar o cinto? Ninguém. Não tem, pois, paralelo com a alcoolemia, a falta de luzes, o excesso de velocidade, falta de travões etc. que, essas sim, põem em causa a segurança de terceiros. Assim, a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança afigura-se-me uma invasão, perfeitamente abusiva, do meu domínio privado e uma limitação, sem justificação, do livre arbítrio que em sociedade me cabe. George Orwel na sua teoria do Big Brother fala disso. (Tem alguma analogia com aquela deriva higiénica, protagonizada pela ASAE quando quis exigir os talheres esterilizados, o azeite em garrafas de rolha invioláveis, a proibição das colheres de pau, etc. e que teria por consequência a morte da restauração em todas as festas campestres, a que Pacheco Pereira apelidou de fascismo higiénico.)
Resumindo, o cinto é bom numas circunstâncias e péssimo noutras. Aliás, se fosse bom em todas as circunstâncias não seriam dispensados, ou não gozariam a dispensa da sua utilização, os taxistas, os condutores de autocarro e os agentes da autoridade. Esses profissionais do volante, os homens que mais tempo passam a conduzir, logo mais expostos aos seus erros e aos dos outros, esses é que estão dispensados!? Sendo assim como perceber a obrigatoriedade, para os demais, da sua utilização? Podia pensar-se ser obra de um legislador, fanático securitário, na senda daqueles outros que tornaram obrigatória a colocação de palas, dos pirilampos nos tratores ou o kit de lâmpadas suplementar, medidas que foram caindo, uma por uma, por ridículas. Mas não. A obrigatoriedade do uso do cinto é universal. Daí a minha perplexidade. Se as justificações securitárias não são, nem de perto nem de longe, suficientes para explicarem a obrigatoriedade então é porque há outras.
À falta de melhores informações e/ou justificações avento esta hipótese. A obrigatoriedade da colocação do cinto de segurança deve ser fruto de um estudo estatístico e probabilístico que concluiu que o sinistrado que mais barato fica às seguradoras é aquele que tinha o cinto colocado na altura do sinistro. Daí a ser obrigatório foi um passo. O poder Financeiro, de que as seguradoras são um braço, sempre dominou, por completo, o poder Político. E o Estado, entre os lucros das seguradoras e os Direitos, Liberdades e Garantias do Cidadão, optou pela primeira.
E eram esses Direitos, Liberdades e Garantias o garante que em minha casa, nunca, ninguém me obrigaria a dormir de pijama. Já não estou, hoje, assim tão certo.

Por Manuel Vaz Pires
 

Cronicando - No olvido

Não raras vezes, quem escreve textos que se pretendem crónicas é apontado como alguém que pretende condicionar o pensamento dos outros, sem, contudo poder ser rotulado de opinion maker, porque hoje em dia tudo o que soe a anglicismo é considerado “chique a valer” e escrever crónicas não é “chique”. Para demonstrar que não alinho nessa tendência de influenciar pensamentos, têm os leitores a prova: o título. Caso opte por lê-lo na língua de Camões (No esquecimento), estamos ambos no mesmo contexto, se, por outro lado, é amante da língua de Cervantes (Não esqueço), não desvirtua de igual forma a intenção e continuaremos a entendermo-nos.
Corria o ano de dois mil e cinco, os destinos da nação eram assegurados pelo Partido Socialista que, em boa hora, entendeu ser necessário diversificar os percursos académicos do ensino secundário, dando resposta à vontade de muitos alunos das escolas públicas que não se reviam no modelo único de ensino. É certo que os ensaios efetuados com os cursos tecnológicos abriram a possibilidade de, num curto espaço de tempo, se adoptar um modelo pedagógico assente nos princípios da valorização do conhecimento do aluno como ponto de partida para outras aprendizagens. A apresentação do figurino beneficiou da dinâmica que a governação conseguiu imprimir com o reforço das equipas adstritas às extintas direções regionais de educação que, calcorreando o país faziam uma verdadeira apologia deste novo sistema, valorizando, sobretudo, o papel do professor e a relação de proximidade com o aluno. Parecia que o céu tinha descido à terra. Ainda hoje ressoam nos ouvidos de alguns aforismas como: “O diretor de curso é o rosto da turma”. O trabalho em rede surtia os seus efeitos, amparado pelos programas de valorização do potencial humano que, com financiamentos razoáveis, modernizaram as escolas e permitiam vivências que até então eram desconhecidas: feiras de emprego e educação, partilha de experiências, enfim… e mais que tudo isso, foi dada a oportunidade de criar projetos de vida válidos para jovens que não viam na escola o meio para alcançar os seus fins. Tal como no ensino regular, uns singraram outros não. Uma grande percentagem escolheu profissões liberais criando o seu próprio negócio ou sendo trabalhador por conta de outrem. Muitos ingressaram no ensino superior, alguns optaram pelas forças de segurança, encontramos outros em hospitais ou em caixas de supermercado, em comum: a dignidade de uma profissão e o profissionalismo que cada um coloca naquilo que faz.
Passaram dez anos e a governação está de novo sob a égide do Partido que escancarou as portas à novidade. Passada uma década, gente há que ganhou cabelos brancos a defender a causa dos Cursos Profissionais na escola pública. Centenas e talvez milhares por esse país sentiram o abandono a que este sistema foi votado sobretudo nos últimos anos; souberam resistir, disseram não à alternativa que eram os Cursos Vocacionais e permaneceram. Apesar dos cortes nos financiamentos mantiveram as equipas a funcionar, reduziram custos e ainda justificaram os gastos perante as auditorias que foram sendo enviadas sem se conhecer muito bem o seu fundamento.
São dez anos. E o que fez o Partido Socialista perante uma das suas bandeiras de… há dez anos? Simplesmente esqueceu… olvidou, não comemora nem permite assinalar. Quando tal acontece há apenas três ilações: ou se esqueceu, ou se envergonha do que criou ou passou a ser um partido de circunstância, do momento, que perdeu a sua memória recente. Poderá, efetivamente colocar no olvido, tudo o que outros agentes e líderes, também socialistas, fizeram há dez anos pela educação, seja considerado bom ou mau, mas nunca retirará aos professores, diretores de escola e alunos que foram pioneiros neste processo, o orgulho e a dignidade de quem desbravou caminhos e que, passado o deserto, esperava o oásis que afinal se vai transformando numa miragem.   
Há falta de melhor, que seja este texto a singela homenagem aos professores que foram capazes de ver mais além da ideologia e da circunstância e nunca se esqueceram de ser professores.

Por Raul Gomes

A REINTRODUÇÃO DO CAMPONÊS

Depois de reintroduzir o urso nos Pirenéus, o lince ibérico na Serra Morena, o pica-ossos nos Picos da Europa, o bufo-real na Orihuela e a lebre do piornal em Sória, e antes que o façam com o peneireiro e o galo-da-floresta, chegou a vez de reintroduzir o camponês, o montanhês, na montanha.
Na sequência de controlo e de manipulação da informação genética que fluía nos genes, destes às espécies e, por último, aos ecossistemas, escapara-se-lhe a presença ativa de um animal racional – o camponês, subespécie montanhês, que durante séculos tinha regulado, estimulado, restringido ou potenciado os fluxos entre animais e plantas, entre o solo e o voo, determinando o que se destinava ao cereal e ao bosque permanente de frutas de outono ou ao carvalhal e não só isso. Com as suas misturas e seleções acabou por criar centenas de novas raças de animais e plantas — desde a vaca ratina à castanha valduna— e com as suas manobras acabou por conseguir um equilíbrio entre as partes. Fez tudo isso sem nunca ter ido à universidade e, o que é pior, a universidade nunca foi ter com ele.
Com precisão de cirurgião, com visão de alquimista, os fluxos de energia do sol, da água que move moinhos, da gravidade, do herbívoro, do predador, do animal de tiro e do porco reciclador, entravam e saíam por ciclos principais e secundários, em cadeias de alimentação e realimentação, de duração anual, compassadas com as estações. O camponês era então o diretor de uma grande orquestra sinfónica que manobrava a batuta com que interpretava a partitura do lugar, no que tinha sido, e para o que tinha sido, instruído, e concertava todos os instrumentos da natureza para sobreviver e para propiciar que nenhum deles, nenhuma das suas notas, nenhum dos músicos que zurravam ou mugiam, deixassem de o fazer no ano seguinte.
Mas o camponês partiu, ou expulsaram-no, do monte. E o desconcerto apropriou-se do lugar. Algumas espécies dispararam os seus contingentes, outras perderam-se até desaparecer. Chegaram com soluções desde fora "plantaremos pinhos nas montanhas" disseram uns - "não, não, não, - disseram outros - reintroduziremos veados e logo lhe chamaremos espaço natural".
Depressa o mosaico de terras, socalcos, prados, costas, mato para estrume, malhadas e estábulos de inverno se foi dissipando. A paisagem tornou-se mais basta, mais monótona e o matagal expandiu-se como o colesterol nos obesos. Nada parecia ser a solução. As terras donde os camponeses tinham feito um traje que recobria a natureza, começaram a despir-se. O traje desfazia-se em pedaços puído pela negligência. Entretanto, os cientistas industriais e analíticos inventariavam e cartografavam uma a uma as plantas e os burocratas tramitavam, perante a UNESCO, um novo reconhecimento honorífico para o monte. Por sua parte, os partidos políticos e os seus aparatos de governo, listavam as espécies em boletins oficiais e editavam luxuosos livros de montanhas com modelos de Photoshop. E proibiu-se o corte de carrascos e o olhar de esguelha ao mergulhão.
E ninguém se lembrou que antes de tudo isso, apenas umas décadas atrás, existia ali uma ordem consensual, comunitária e oral, tão-só escrita em prescrições que, ao jeito de norma local e religião laica de obrigatório cumprimento, regulavam as formas, os procedimentos e os usos. As prescrições dos camponeses eram para os montes o que a constituição é para o Estado democrático.
Ninguém se dava conta de que o mundo existia com independência da nossa capacidade para o investigar. Chegaram os guardas, as mil normas distintas, as fiscalizações do meio ambiente e, agora, chegam os turistas a observar os ursos e os jovens ultra atletas a correr por uma terra abandonada à sua sorte. E chegou também o fogo, um antigo criado do camponês que se reconvertera em chefe rufião de um bando de delinquentes.
Mas um dia alguém perguntou porque é que antes não havia incêndios, porque é que antes as espécies mais oportunistas não se tinham desenvolvido, porque é que as mais invasivas não eram tantas, porque é que as paisagens eram mais variadas, porque é que cada lugar tinha um nome, um uso e uma função. E repararam então no camponês, no pagador que assegurava as remunerações, no que fazia país, nomeava os sítios e fazia trajes como paisagens. Repararam tanto no diretor de orquestra extinto como no ruído insuportável que desde as Administrações fazemos agora no cenário cada um tocando o seu apito.
"Já não há camponeses, mas podemos voltar a fazê-los” disse alguém. "Ser camponês, uma nova profissão", disse outro. A universidade, onde germinava hegemónica a ciência da industrialização, deixou de armazenar mapas, informação e estatísticas e, com muito menos dinheiro, começaram a semear sementes de conhecimento. Saíram para as aldeias e perguntaram aos avós, pastores retirados. Descobriram o pensamento sistémico, os princípios agroecológicos aplicados e o empirismo brilhante dos aldeões. Rebuscando nos patrões das velhas prescrições, encontraram soluções para desenhar os novos trajes da paisagem. Reelegeram Carlos III  e os ilustrados de Pablo de Olavide , os institucionistas de Giner de los Ríos e Sierra Pambley .

Assim, a solução, finalmente, foi deixar de remendar e atreverem-se a reintegrar os camponeses nas montanhas órfãs, sem dúvida os seus melhores sócios. Recolonizaram-na com os montanheses, com as suas comunidades e com as suas culturas locais. Regressaram mais jovens, melhor preparados. Com privilégios como os de Leitariegos . Livres de impostos contanto que o monte ficasse livre de incêndios, produzisse os queijos, as energias e as carnes que lhes são próprias e conservassem as formas paisagísticas ajustadas, em acordo com o Governo. O camponês, uma espécie extinta no século XX que foi necessário reproduzir antes de a reintroduzir no XXI -e já que a reproduzimos, a melhoramos— encarregou-se de devolver a música ao monte e a paisagem recobrou a harmonia perdida.
Não me recordo em que ano recomeçou a recolonização camponesa da montanha. Mas o que de facto me lembro, é que foi no mesmo ano em que o Ministério de Fomento, Meio Ambiente e Conservação da Natureza lhe mudaram o nome para o de Fomento do Sentido Comum com os pés na terra e fecharam as Secretarias Técnicas.

Por Jaime Izquierdo

(Traduzido para o português por Francisco Manuel R. Alves)

 

Notas:
  Publicado em La Nueva Espana, em 5 de março de 2016 (ilustração de Fernando Fueyo)
  O rei Carlos III promoveu a colonização da serra morena, fundando novas povoações. (Nota do Tradutor)
  Pablo de Olavide, ilustrado do séc. XVIII.(N. do T.)
  Os “institucionistas” são os membros da Institución Libre de Enseñanza, o seu fundador foi Giner de los Ríos. E Sierra Pambley um dos seus membros mais destacados que se preocupou com o desenvolvimento das comunidades rurais na povoação de montanha, Villablino (León) onde deram aulas e contribuíram para a formação das populações os irmãos Juan e Ventura Alvarado. (N. do T.)
  Leitariegos é um porto de montanha do Sul ocidente asturiano. Com o fim de manter povoado aquele inóspito lugar e auxiliar as pessoas que circulassem por este porto que unia o ocidente de Astúrias com Castilla, o rei Alfonso XI ortorgou a Leitariegos, em 1326, um privilégio aos seus moradores. Com a condição de ficarem isentos de tributos e de receber uma quantidade anual de farinha, os seus moradores deviam fazer tocar o sino nos dias de nevoeiro e vendaval e procurar dar hospitalidade aos transeuntes e mercadores. Desse modo conseguiu-se que o lugar não se desabitasse. (N. do T.)