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Prevenção do suicídio: Peça ajuda!

Segundo um relatório divulgado pela OMS, o suicídio é responsável por cerca de 800 mil mortes a cada ano, mais do que o cancro da mama, a malária, a guerra ou os homicídios, sendo uma das principais causas de morte de adolescentes e adultos até aos 29 anos.
Em todas as idades, a taxa de suicídio é maior nos homens do que nas mulheres e pode manifestar-se em qualquer fase do ciclo de vida. Assim sendo, é importante perceber quais os principais fatores de risco associados ao comportamento suicidário:
- Género e estado civil;
- Idade (aumento a partir da puberdade);

Vendavais- Os custos da liberdade

Diz a canção que “somos de livres de sonhar”. Nada mais certo e racional. É uma das formas de liberdade que não está sujeita a leis, normas sociais ou imposições seja de quem for. E se o “sonho comanda a vida” como diz o poeta, então que seja o sonho a guiar todos os que não podem fazer a sua vida em plena liberdade. E quer se queira, quer não, isto tem um custo tremendo. Em toda a História da Humanidade, o homem sempre lutou de uma forma ou de outra para poder ser livre e viver em plenitude esse momento que lhe permite decidir livremente o caminho a seguir e concretizar um sonho. Mas, a verdade é que também aqui, os custos foram enormes e nem sempre o homem conseguiu atingir os seus objetivos, acabando por pagar um preço demasiado alto pela tentativa. Não importa particularizar este ou aquele país neste aspeto, mas esta Europa em que vivemos foi palco de enormes lutas em que a liberdade era o principal objetivo e se alguns conseguiram conquistar a liberdade, pagaram bem caro por ela. Mas será que ela tem um preço? Uns tornaram- -se heróis nacionais e exemplo dessa heroicidade, apesar de soçobrarem, como Joana D’Arc outros acabaram no seu próprio suicídio por falharem nos seus propósitos como o Conde de Ericeira. Enfim, exemplos há-os em demasia desde as civilizações clássicas até aos dias de hoje. A questão que se impõe é quanto custou ou custa essa liberdade. Claro que não é facilmente contabilizável, mas as consequências que daí retiramos dão-nos uma perspetiva aproximada do preço pago pela conquista, ou não, dessa liberdade e não é uma questão de dinheiro, como se pode imaginar. As vidas humanas não têm preço. Reprimir o sonho que se acalentou durante séculos e que levou à conquista da liberdade e perdê-la de um momento para o outro, é ainda mais acabrunhante e impiedoso do que se possa imaginar. Foi o que aconteceu em muitos países e mais recentemente no Afeganistão. Seria quase inimaginável se se dissesse que os afegãos desistiriam de lutar pela manutenção das liberdades conquistadas, mas foi o que aconteceu. Porquê? Um povo que provou a democracia e a liberdade, só não gostando poderia tomar uma decisão tão adversa como esta. A suportar isto só o medo coletivo de um enfrentamento com os radicais islâmicos, é justificação aceitável. Que custos terá esta decisão? Serão enormes certamente a começar pelo modo como serão tratadas as mulheres e as crianças deste país apesar de todas as promessas de liberdade feitas. O mundo inteiro não acredita e já se começaram a evidenciar algumas decisões desse radicalismo que porão um preço tremendo à liberdade perdida e à falsa democracia prometida. Não há democracia sem liberdade e muito menos quando se quer governar com o poder assente numa sharia assassina e cerceadora da liberdade. Num tempo em que se luta pela igualdade entre homens e mulheres, não faz qualquer sentido a comunidade internacional aceitar que num qualquer país se governe minimizando a mulher em todos os sentidos, desqualificando as suas capacidades, reduzindo- -a a um mero instrumento do homem e a uma simples escrava sexual. A indignação que o mundo vive neste momento e a incerteza pelo futuro dos afegãos e das afegãs, deverá ser o motor para uma ação política concertada de modo a obrigar os futuros governantes a exercer o seu poder assente na democracia plena e não numa tradição atroz e radical. Os tempos mudaram e a tradição já não é o que era, como se costuma dizer. Pois seria bom que estes talibãs afegãos se consciencializassem dessas mudanças e se modernizassem politicamente para bem deles e de todos. O Afeganistão não poder ser o cemitério das liberdades e da democracia. O retrocesso em termos democráticos é o pior dos preços a pagar por qualquer povo depois de ter vivido em liberdade e ter sonhado com um futuro mais promissor e risonho. São muitos os culpados. Não vamos pôr culpas em ninguém pois possivelmente alguma dessa culpa cairia nos próprios afegãos, mas o que interessa é que o futuro não é interessante nem para este povo nem para quem o vai governar, porque até o governo não terá a liberdade que julga ter conquistado. Eles vão ficar prisioneiros de uma política internacional que os obrigará a tomar decisões mais consensuais possivelmente. A ver vamos. Neste canto do planeta, onde tudo é muito mais difícil, uma coisa é certa: os custos da liberdade são incomensuráveis.

A campanha

Antes de outras considerações permito- -me salientar o concludente editorial da Directora deste jornal (edição do dia 24 de Agosto) relativo às tentações de santos e pecadores procurarem interferir na massa lêveda do seu labor procurando alterá-la através do fermento partidário, individual e vesgo. Aquele editorial enobrece o jornal e, avisa, que a linha editorial do Nordeste não balouça ao sabor das ondas quantas vezes espúrias dos mandantes ressabiados. Muito bem, cara Directora! Vou lendo novas (velhas promessas) e mandados de ocasião dada a proximidade das eleições onde predominam o mimetismo em destemperado copianço envernizado com palavras de plataforma publicitária, a volubilidade dos projectos ditos estruturantes, sem esquecer a facúndia adiposa do «palavreado» de feira no antigo Toural. Os cidadãos atentos dirão: porca miséria! Este falacioso estendal que nem arremedo gongórico consegue ser é uma das principais causas da abstenção, pois as mulheres e homens em idade votar preferem entender palavras que toquem na buba dos problemas que afectam as comunidades, rejeitam pancartas balofas em sinceridade e rigorosa intenção. De um momento para o outro prometem-se corridas aos mapas cartográficos a de colocarem o município A, ou a freguesia B no MAPA, como se as pessoas fossem pacóvias da era em que procurava o centro do mundo medindo o planisfério escolar recorrendo à fita métrica do alfaiate da freguesia. Se os candidatos estão interessados em consultar mapas escolares só tem de pedir a ajuda do Senhor Alberto Fernandes (do Dom Roberto de Gimonde) ele teve o cuidado de recolher e guardar alguns aquando das obras de revitalização do casario adquirido na época certa. O eleitor comum em terras (ditas de promissão na caça ao voto) onde não mana o leite e o mel ainda estão à espera do maná da dádiva dos ajudantes de ministro, fundamentalmente o que o aperreia e preocupa é a sua segurança e dos seus bens, a assistência sanitária, o receberem a tempo e horas as reformas aplicadas na botica, na mercearia e distribuidoras de pão. Cozer pão acarreta dores de costas, os dentes fugiram, pão mole e bolos nos dias nomeados fazem esquecer as côdeas ou codechas de antanho. Segundo o lido no Nordeste constato vários candidatos barrigas de aluguer também denominados pára-quedistas, os partidos recorrem a eles no afã de fazerem listas de presença especialidade da CDU e Chega pintando uma pantomina da democracia. Via RTP assisti ao debata referente aos candidatos de Bragança. Sem surpresa Hernâni Dias ganhou por KO, Jorge Gomes deu-me a impressão de ter calçado as luvas a fim de fazer um frete partidário, o senhor da CDU além de ter lido mal a vulgata mostrou-se num registo de suecada pós prandial, o rapaz do Bloco ainda tem de comer muitas malgas de caldo, o Sr. Silvestre foi cómico no seu patético discurso coisa que não me surpreendeu pois sempre assim o vi no antanho político. Enfim!