Selecção distrital sub-23 da A.F. Bragança é uma realidade e inicia trabalhos na próxima semana

Qua, 11/01/2023 - 16:19


A Associação de Futebol de Bragança vai avançar com uma selecção de futebol masculino sub-23.

A equipa inicia os trabalhos já na próxima semana para preparar a participação num torneio organizado pela Associação de Futebol de Aveiro, no dia 28 de Janeiro.

Céus turbulentos

Portugal está coberto de nuvens. O Sol visita-nos durante alguns minutos, envergonhadamente, no intervalo de duas nuvens que se desprendem por ação do vento que por lá sopra. A chuva é forte e constante e as enxurradas acontecem um pouco por todo o lado. A seca prolongada que nos tocou por demasiados meses e alterou completamente a sustentabilidade económica dos agricultores e comerciantes e até do governo, finalmente acabou. Para já, a seca foi ultrapassada e o nível das barragens está reposto. Contudo, o novo ano parece que não está na disposição de nos presentear com bons augúrios. Continuamos sob céu tempestuoso. Demasiado tempestuoso. É quase impossível voar sob um céu tão negro, carregado de nuvens espes- sas, sem rumo certo e com grande falta de orientação. O dossier TAP se já estava complicado, de um momento para o outro, saiu de controlo. A suposta demissão de Alexandra Reis depois de receber uma indeminização de meio milhão de euros, foi a gota que uma das nuvens deixou cair e fez alertar para uma enxurrada enorme que se avizinhava. Inicialmente ninguém sabia de nada. O governo estava ausente, o Primeiro-ministro não sonhava o que estava a acontecer, o Ministro das Finanças desconhecia e só a administração da TAP sabia o que estava a fazer. Sabia?! Ninguém paga tanto dinheiro quando se queixa que não tem dinheiro e quando os seus trabalhadores fazem greve por causa dos salários! Continua-se sem saber qual a melhor rota para a TAP, se a privatização se a nacionalização. Ou outra qualquer. O governo continua à deriva. Sob céus turbulentos terríveis, Costa não sabe para onde ir. Ficar ou levantar voo? Talvez remodelar. No mundo da agricultura as coisas não andam melhores. Depois da seca, vieram as cheias e até o ministério ficou inundado. Havia que encarar a situação de uma remodelação para prevenir mais enchentes. A Ministra da Agricultura convida uma Secretária de Estado, que não conhece, Costa dá o aval e Marcelo dá-lhe posse. Um vendaval faz com que as nuvens se adensem e uma tempestade surge quase do nada e inunda novamente o Ministério da Agricultura. A nova Secretária de Estado, por não saber nadar, tem de abandonar o barco rapidamente antes que se afunde. Marcelo dá-lhe a mão! Maria do Céu Antunes fica mal ao leme, mas tenta aguentar o barco que baloiça terrivelmente. Foi apanhada desprevenida! Diz ela! Terá que se explicar. Mas este céu tempestuoso não desaparece facilmente. O Ministério da Saúde está muito doente. Pizarro voa sob um céu repleto de nuvens e não há sinais de uma aberta para breve. Os hospitais têm serviços fechados, os enfermeiros fazem greve, os serviços vários que deveriam oferecer os principais hospitais do país, estão fechados ou fecham intermitentemente e não há médicos suficientes para cobrir as urgências que cada vez mais rebentam pelas costuras. A CP vive igualmente momentos de completa inundação. Também foi apanhada pelas enxurradas que levaram ao fecho de linhas, à greve de funcionários e suspensão de inúmeros comboios. O voo rasteiro que caracteriza a CP, está quase subterrâneo. É que há estações de Metro que fecharam por estarem completamente inundadas! Mas isso é outro assunto. Cobertos por um céu que não se compadece com nada do que existe cá por baixo, é difícil sobreviver aos caos. Não se consegue voar seja em que ramo for: aéreo, fluvial, marítimo, rodoviário, ferroviário, agrícola ou sanitário. Os tempos mais amenos vividos durante as festivi- dades, agravaram-se agora um pouco por todo o lado. E se nós, cristãos, vivemos a nossa época natalícia com mais ou menos fulgor, já os ortodoxos festejaram só agora o seu tempo de Natal. Cada povo e cada religião têm o seu timing próprio para estas comemorações. Curioso é o facto de, mesmo sendo um tempo de paz e amor, a Rússia de Putin proclamar um cessar-fogo com a Ucrânia de dois dias para festejar o Natal que, segundo diz, é um tempo de celebrar valores como a misericórdia, a compaixão, a bondade e a justiça. Como se pode ser tão cínico? O cessar-fogo foi fictício pois continuou a bombardear a Ucrânia e vice-versa. Afinal o que pretendia o autocrata russo ao arvorar-se de bonzinho? Ficou muito mal na fotografia e ainda mais coberto de nuvens negras. O céu turbulento está cada vez mais negro também por aquelas bandas.

Larápio

Texto dedicado a uma senhora perspicaz e inteligente

Não estou autori- zado a contar o episódio, apenas a referir o porquê do hoje em desuso vocábulo – larápio -. Há alguns anos a se- nhora via um canal de televisão quando a determinada altura surgiu na pantalha a imagem de um figurão de alto coturno da nossa sociedade. A senho- ra levantou a cabeça, disse para o filho: se aquele que ali está for como o pai, é um larápio! Ora, ao ouvir os detalhes da afirmação entendi reter a atenção no termo – larápio –, visto a considerar eficaz em termos semânticos para a viva imagem do ratoneiro a fugir velozmente com o produto da rapina qual milhafre ou gavião a reter nas garras o pintainho descuidado privando a galinha alvoroçada do estouvado e, a dona do futuro pica no chão, como agora os frequentadores de restaurantes dizem numa referência envernizada à ruralidade. Bem sei, agora os larápios deram lugar aos cavalheiros de casaca (filme o Ladrão de casaca) os quais, nos intervalos de almoços, nos gabinetes opacos onde gizam jogadas golpistas em que larapiam dezenas e dezenas de milhões de euros, atirando para cima dos ombros dos contribuintes a responsabilidade de pagarem o escamoteamento dos lustrosos roubos. Larápio ladino ou não, de bicicletas, (genial o filme do neo-realismo italiano realizado pelo Senhor V. de Sica) recorda o biscateiro de secos-emolhados relapso a trabalhar nas segundas-feiras, terças e quintas ao contrário dos argentários sempre activos na ânsia de atingirem o estatuto de plutocratas descritos primorosamente no mais que esgotado livro O Plutocrata do filósofo Orlando Vitorino. Larápio é o palhaço pobre a contrastar a roupa puída contra as lantejoulas do Augusto, o larápio rouba um corte de fazenda, o Augusto toca violino enquanto o faz-tudo consegue entender a mensa- gem em notas musicais surripiando as carteiras dos espectadores nos circos de onde financeiramente vale tudo até esbulhar a família de os olhos bem abertos. O País tem assistido a cenas deste teor na destruição do cânone de a roupa suja da parentela lava-se em privado. O exemplo dos pri- mos DDT e Ricciardi desmente a velha máxima de os esqueletos de todas as famílias não devem sair dos armários. Tretas! Sendo esta a primeira crónica publicada no ano de 2023, não podia começar melhor, a justi- ça não sai do estado comatoso, o governo imita o Gargantua de Rabelais (come tudo), o Professor Marcelo após a desvinculação da Ritinha além de aguadeiro governamental é passa culpas relativamente a casos e casinhos da lavra da turma do chefe António Costa. Bom Ano Novo. Incluindo os larápios que também são gente. Na guerra e na paz!