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Mogadouro regressa às vitórias

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Ter, 24/10/2017 - 17:26


O Clube Académico de Mogadouro recebeu e venceu, no sábado, o Arsenal Parada por 3-2, regressando às vitórias.
A turma da casa entrou bem com Vítor Hugo a colocar os academistas em vantagem ao minuto três.

World Football Summit em Madrid

Recentemente estive num congresso sobre futebol chamado “World Football Summit”, em Madrid, um evento bastante mediático e que junta algumas das mais importantes figuras do futebol europeu e mundial. Ao contrário do “Football Talks”, organizado pela Federação Portuguesa de Futebol, o “World Football Summit” abordou mais temáticas relacionadas com a multimilionária indústria das ligas profissionais de futebol, tanto que este evento teve como principal parceiro a Liga Espanhola de Futebol (LaLiga).
Para mim o evento além de me possibilitar o estabelecimento de contactos, foi claramente uma oportunidade para reflectir sobre o trabalho que fazemos no dia-a-dia e o contributo que é dado pelas organizações sem fins lucrativos como as federações, associações, clubes, o próprio estado e as autarquias locais para toda a estrutura do “modelo europeu de desporto”.
Na verdade, as ligas desportivas profissionais são organizações privadas que geram muito dinheiro, mas em termos estruturais são débeis pois edificam-se sobre uma estrutura de “desporto amadora” que ou é apoiada pelos organismos do estado, que tutelam o desporto e as autarquias, ou então não vai haver no futuro atletas para alimentar essa indústria porque quem faz acontecer o desporto todos os dias são os actores locais (clubes e autarquias).
Na verdade, não existe a possibilidade de haver ligas profissionais sem que o estado cumpra com a função de permitir que todos os cidadãos tenham oportunidade de ter acesso à prática desportiva. Em Portugal isso está consagrado no Artigo 79º da Constituição da República. Nesse sentido deixem-me valorizar o papel e o trabalho que é feito nas autarquias locais na área do desporto pois sem elas não existiam financiamentos, instalações, transportes e inclusive a promoção do desporto. Este trabalho é feito todos os dias em parceria com as unidades básicas do associativismo desportivo que são os clubes, que por sua vez são sócios das associações de modalidade, estas por sua vez membros das federações nacionais e as federações nacionais por sua vez são filiadas internacionalmente.
No que diz respeito a questões financeiras, felizmente, já foram dados alguns passos importantes pela FIFA que, em 2010, desenvolveu um mecanismo de solidariedade que reverte a favor dos clubes de formação dos jogadores. Os clubes de formação recebem uma percentagem quando um jogador (formado nesse clube) é vendido para outro clube, e, em todas as transferências efectuadas reverte sempre uma percentagem referente ao escalão que o jogador frequentou nos clubes onde se formou entre os 12 e os 23 anos. Mas isto não chega para ajudar a funcionar todo o sistema e penso que podiam ser dados ainda mais alguns passos significativos se cada um dos atletas profissionais, treinadores, gestores, sociedades desportivas e as ligas profissionais fossem taxados nas suas receitas anuais e esse valor reverte-se directamente a favor dos organismos do estado que tutelam o desporto, visto que todos eles beneficiaram no seu percurso de um sistema que é no geral suportado pelo contribuinte.
Alguns clubes, ligas e atletas profissionais já fazem o seu contributo financeiro para organizações como a UNICEF, como é o caso do FC Barcelona, e também fundações que promovem o desporto, mas isto não é nenhuma imposição legal e muitos dos profissionais fazem-no porque é uma forma de aparentar que estão preocupados com os outros. Como é lógico isto não é verdade para todos. Alguns estão efectivamente preocupados, mas também acredito que muitos não sintam que têm algum tipo de responsabilidade social e apenas o fazem porque é “bonito” ou está na “moda” ajudar os desafortunados. Infelizmente esta é a cultura vigente entre muitos dos privilegiados que têm sorte em facturar milhões numa indústria que só existe porque o contribuinte paga os seus impostos.

 

 

Escrito por Paulo Jorge Araújo

Técnico Superior de Desporto, Licenciado em Ciências do Desporto pelo IPB e Especialista em Gestão Desportiva pela UP
 

“Sinto-me orgulhoso por ter tido esta oportunidade”

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Ter, 24/10/2017 - 17:18


“Foi uma experiência única”, as palavras são de Patrick Costa, piloto brigantino, depois da realização dos testes na Red Bull Rookies Cup.
As provas decorreram na semana passada, de terça a quinta-feira, em Espanha, no Circuito de Almeria.

São Martinho resolveu de penálti

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Ter, 24/10/2017 - 17:10


Os alvinegros não foram felizes na jornada 7 do Campeonato de Portugal. A formação treinada por Rui Borges deixou pontos no terreno do São Martinho, depois da vitória por 3-2 frente ao Vilaverdense. Yerson regressou ao 11 inicial depois de ter cumprido três jogos de castigo.

Vitória caseira dá um novo fôlego aos brigantinos

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Ter, 24/10/2017 - 17:08


Um triunfo importante e que serviu para os brigantinos darem um pontapé na crise de resultados que se tinha instalado na equipa. Recordamos que o GDB contabilizava apenas uma vitória, frente ao S.C. Mirandela, na jornada 3, por 2-0.

Afinal quem chora por Chora?

A Auto Europa pretende produzir 190.000 VW t-Rock/ano na sua fábrica de Palmela. Para conseguir isso tem de criar 18 turnos/semana, o que quer dizer que tem de laborar ao sábado. Para laborarem ao sábado a Auto Europa fez, aos trabalhadores, uma proposta com contrapartidas para compensar o “incómodo” de perderem 5 em cada 6 sábados. Essa proposta, que teve a anuência (pré-acordo) da comissão de trabalhadores, foi liminarmente chumbada no plenário de trabalhadores. Bom, resumindo: um conflito laboral que parecia igual a tantos outros. Mas o que este conflito laboral tem de diferente dos outros não é pelo conflito em si mas sim pelas reacções que suscitou. A profusão de artigos de opinião foi desproporcionada e tinham uma particularidade curiosa. Não falavam mal, como é costume nestes casos, nem da proposta da Auto Europa nem da reação dos trabalhadores. Mas nesta pretensa neutralidade lá iam dizendo que a Auto Europa gera 1% do PIB, que é responsável por 4% das exportações, que emprega três mil e tal trabalhadores, que com o António Chora isto não teria acontecido, que podem deslocalizar a empresa, que o que estava a acontecer era uma manobra do PCP (chamaram-lhe o “assalto ao Castelo”, lembrando que o PCP não tinha mão na Comissão de trabalhadores e quer ter) e até o inenarrável Sousa Tavares (o turbo-comentador que um dia disse que os Professores eram os “absentistas mais bem pagos deste País”) lembrou que há trabalhadores que até ao domingo trabalham, caso da hotelaria, da saúde, das forças da ordem etc. (que esquecimento o nosso !!!).  Nem um só dos artigos que li analisava a proposta e/ou a reação a ela. Tudo visões periféricas embora com intenção evidente como quem diz “resolvam lá isso pelo melhor que a Auto Europa é muito grande, por todos não custa nada e não vá o Diabo tecê-las de forma a que ainda sobre alguma coisa para mim”.
Mas vamos aos factos. Se a Auto Europa precisa do Sábado podia pagá-lo em horas extraordinárias. Argumenta, para não o fazer, que as horas extraordinárias têm sempre uma componente de voluntariado e que portanto não garante a efectividade do grupo. Embora aceitando o argumento não se entende por que é que o vencimento proposto para o novo horário de trabalho não é calculado tomando as horas de Sábado como trabalho extra. Propuseram em contrapartida uma gratificação mensal. É essa gratificação que é o pomo da discórdia pois, dizem os trabalhadores, esse montante seria praticamente atingido com um só Sábado de trabalho extraordinário quando o novo horário de trabalho prevê aproximadamente 3,3 Sábados /mês. Além disso as horas de Sábado não são horas extraordinárias quaisquer, elas obrigam a toda uma reformulação das actividades no quadro familiar e a uma recalendarização de todas as outras, lúdicas ou não, com perdas mais que evidentes. Não bastou à empresa um ganho de produtividade na ordem dos 20% no investimento em fábrica (é mais um dia em cada 5) que ainda tinha que fazer saldos no salário dos trabalhadores. E se alguém pensar que o litígio possa ter ocorrido pela ganância dos trabalhadores eu lembro que, não há muito tempo, estes trabalhadores aceitaram uma série de condições gravosas, numa altura de aflição da empresa, afim de manterem os postos de trabalho mas que concomitantemente também mantinham a empresa para o patrão. Era na altura Presidente da Comissão de Trabalhadores António Chora o tal que agora, na reforma, é tido como o “D. Sebastião” da concertação. É-lhe atribuída a paternidade da fórmula que se por um lado manteve os postos de trabalho, embora em condições penosas, por outro resgatou a empresa para o patrão. Ainda estou para saber se conseguiu do patrão um bom acordo para os trabalhadores se conseguiu a anuência dos trabalhadores a um bom acordo para o patrão. E acresce a isto um pormenor curioso. António Chora não negociava sozinho. O seu interlocutor era o Diretor da empresa António Melo Pires que, possivelmente, é o elemento que falta nesta negociação. Miguel Sanches o actual director será, possivelmente, o elemento que sobra.
Tenho esperança que os trabalhadores dirimam esta contenda a seu contento. Se assim acontecer têm o meu aplauso. Se optarem pela cedência terão a minha solidariedade e a minha compreensão. Solidariedade porque sei que tiveram de “engolir um sapo”. Compreensão porque sei que constrangimentos vários, sobretudo familiares, impedem os trabalhadores, quando acantonados entre a espada e a parede, de optarem pela espada.
E se fosse consigo?