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Vendavais - Os caminhos da corrupção

Todos os dias ouvimos falar de corrupção e dos malefícios que ela arrasta consigo e dos protagonistas que tão bem a sabem manobrar como se fossem timoneiros de um imenso barco que apesar de navegar num mar revolto, não se quer afundar nunca.
Por todo o Mundo, os caminhos da corrupção são imenso e têm encruzilhadas terríveis para enganar quem se aventurar sem ter licença para os percorrer. Para conduzir é necessário ter licença, carta de condução e, quem não tiver é apanhado, mais tarde ou mais cedo. Por esses caminhos sinuosos, fluem os que conhecem bem esses meandros e é difícil apanhá-los fora de mão. No entanto, quando são descobertos, esses prevaricadores nem sempre são condenados.
Muito recentemente o Ministério Público concluiu que Sócrates recebeu 21 milhões de euros do GES. Investigações nos caminhos estranhos e um pouco desconhecidos da corrupção ligada à Operação Marquês, uma auto-estrada formidável, levaram à descoberta de imensas encruzilhadas onde encontraram a PT, a Telefónica espanhola e o Grupo Lena, entre outros. Mas, apesar do Ministério Público concluir alguma coisa, nada sai em termos acusatórios contra ninguém. No final todos vão sair ilesos e chegar ao fim da estrada sem culpas formadas, estacionando numa Offshore formidável, bem longe de Portugal.
Mas não se pense que isto se passa só neste belo país à beira-mar plantado. Não. Na Rússia de Putin, prestes a ser escrutinado para nova eleição, ele resolveu fechar o único Instituto de sondagens independente que, por sinal noticiava uma redução nas sondagens e anunciava que havia quem quisesse vender o seu voto pela quantia de 70 dólares. Ao que chega a corrupção! Claro que ele vence do mesmo modo e a Rússia terá de novamente o seu presidente, o mesmo que anexou a Crimeia e se envolveu na guerra da Ucrânia e, possivelmente ainda terá pensado que poderia inverter a História e anexar umas quantas nações vizinhas como antigamente fizeram os seus antecessores comunistas.
Pelas bandas da Alemanha, Merkel anda aflita, não só com os imigrantes, como com as sondagens que mostram o partido anti-imigração como vencedor para a assembleia regional de Berlim. Mais de dois milhões de eleitores pronunciaram-se e a segunda derrota em duas semanas está aí para Merkel pensar como resolver a situação complicada em que está metida. Aqui não há corrupção, mas a ideia de como se poderia inverter estas sondagens, já terá atravessado alguns caminhos sinuosos certamente. E não me espanta nada se ela já não se terá arrependido de ter sido tão tolerante nesta encruzilhada.
Realmente os caminhos da corrupção são imensos, tomam formas variadas e espalham-se por diversas regiões com cruzamentos infinitos. É uma forma de despistar. Todos sabemos os propósitos, os objetivos, até algumas formas de a praticar, mas perdemo-nos pelos caminhos que ela percorre. Enfim!
Como já veio a público, até no Vaticano a corrupção se instalou. O Papa Francisco já tentou fechar todos os caminhos e tirar a licença a quem por eles circulava sem autorização. A criminalidade parece ter diminuído enormemente, mas não terá acabado. A vigília continuada é uma promessa e quem se arriscar está sujeito à pesada mão de Deus. Mas para os que se mantêm na sua mão, sem desvios e sem encruzilhadas, o Papa Francisco agradeceu a sua honestidade. É o caso dos polícias do Vaticano. Disse que muitos os queriam comprar e elogiou-os por não caírem em tentações e demonstrarem uma enorme honestidade e concluiu dizendo que lhe fazia impressão ver como a corrupção se espalhou por todo o mundo. Pois, e a quem não faz impressão? O que a mim faz impressão é não castigar severamente os que a praticam. Os caminhos da corrupção só acabam quando houver coragem para admitir que são caminhos ilegais e que ninguém por lá pode circular. Quem disser o contrário, é corrupto. Condene-se.

O que o Povo tem é sede de Justiça

O Presidente da República continua incansável a distribuir simpatia, e ainda bem, porque os portugueses estão carentes de afectos.
Mas os portugueses estão sobretudo sedentos de Justiça porque os políticos não param de os maltratar e não abrem mão dos privilégios imorais que a si próprios atribuíram.
Por isso o Presidente da República também tem distribuído umas boas lambadas a quem bem as merece. A mais sonora de todas deu-a recentemente a governantes, deputados e líderes partidários, na cerimónia de abertura do ano judicial, em que desafiou os operadores judiciários, leia-se magistrados, advogados e funcionários judiciais a acordarem um pacto para a Justiça.
E não se poderá dizer que o Presidente da República isentou os governantes, os deputados e os partidos das responsabilidades que lhe cabem nesta matéria. Passou-lhes sim um atestado público de ausência, incompetência e desleixo porque palram, prometem, mas tudo deixam na mesma se é que não pioram.
Foi ainda mais longe, o Presidente da República, uma semana depois, quando a todos alertou, numa conferência promovida pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses, para aquilo que chamou de “bloco central de interesses” que, segundo ele, tudo faz para que “ nada mude, que fique tudo tão ou mais pantanoso”.
“Bloco central de interesses” que, como é óbvio, tem assento cativo nos governos, na Assembleia da República e nos partidos. É visceral do regime político vigente que, embora se inscreva no sistema dito de democracia liberal, tem duvidosa democraticidade e que por isso urge reformar, antes que o Estado estoure.
Começando, claro está, pela Justiça, já que só com justiça se poderá sanear o pântano promíscuo em que chafurdam os tubarões que sugam o erário público e viciam a democracia.
Não é por acaso, portanto, que aos afectos do Presidente da República os portugueses respondem com afectos redobrados que é uma forma efusiva de reclamar justiça.
De facto só a Justiça pode pôr cobro à corrupção de Estado, aos crimes de colarinho branco, à promiscuidade entre governantes e capitalistas e à canibalização dos serviços públicos. É de salvar o Pais que se trata!
A questão que agora se coloca é saber se haverá suficientes políticos livres, honestos e patriotas, e funcionários públicos e magistrados competentes e dedicados capazes de responder ao apelo do Presidente da República e de meter mãos à obra.
Coincidindo, premeditadamente por certo, com a abertura do ano judicial o juiz, e cidadão, Carlos Alexandre veio a público dar a cara, de forma exemplar, e corajosa. Recebeu o aplauso unânime de quantos respeitam a lei.
É desejável que outros magistrados lhe sigam o exemplo, porque a Justiça deve ser transparente e os portugueses têm o direito conhecer o rosto daqueles que a exercem.
Este texto não se conforma com o novo Acordo Ortográfico.

Educação e utopia

Ter, 20/09/2016 - 14:44


Os sistemas educativos das sociedades democráticas constituem uma das mais celebradas conquistas da humanidade. No entanto, são realidades frágeis, muitas vezes ainda sob a ameaça do obscurantismo envolvente.

Financiamento garantido para obras em escolas do distrito de Bragança

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Qui, 15/09/2016 - 18:55


Já foi publicado em Diário da República, no passado dia 2 de Setembro, a lista de escolas que vão ser intervencionadas com fundos comunitários, provenientes do programa Portugal 2020 e que estabelece a celebração de contratos-programa, definindo as condições de transferência para os Municípios e

Clubes e atletas vão ser distinguidos em Bragança na 4ª Gala Prémios Nordeste Desporto

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Qua, 14/09/2016 - 14:32


No palco do Teatro Municipal de Bragança vão ser distinguidos, no sábado, atletas e clubes que alcançaram títulos na última temporada nas várias vertentes desportivas.

“O Desporto é um dos pilares de desenvolvimento da sociedade”

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Qua, 14/09/2016 - 14:29


O Município de Bragança tem-se revelado um exemplo no que diz respeito à aposta na área do desporto.
Hernâni Dias, presidente da autarquia, vê no desporto um factor de desenvolvimento das localidades e de dinamização do território.
A construção e requalificação de equipamentos desportivos fazem parte da estratégia do município no sentido de melhorar as condições para a prática das diversas modalidades, quer de lazer quer de competição. Anualmente, a câmara municipal distribui cerca de 120 mil euros pelos clubes, associações e colectividades do concelho.    

Parque automóvel supera as edições anteriores

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Qua, 14/09/2016 - 14:20


Já circulam em Vimioso as máquinas da edição deste ano do King of Portugal. Em prova vão estar 37 equipas de 16 nacionalidades, sendo metade portuguesas, que vão competir em quatro classes: stock , modified, legend e unlimited.