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Peregrinação a Fátima em filme

Qua, 26/04/2017 - 10:15


Olá familiazinha! Hoje quero começar por homenagear o nosso tio Firmino Ginja, de Carção (Vimioso). Era alguém que não sabia ler nem escrever, mas sabia “estreler”, viver e conviver. Era também um filósofo do povo. Tinha uma maneira de cantar única, parece que ainda o estou a ouvir a cantar:
“Oh! macieira do adro, oh! do adro macieira!”.
Cantava-nos também o sofrimento da sua vida em verso. Era do povo, era simples, era humilde e típico. Fazia parte da fundação da Família do Tio João.
Conhecemos um pouco da sua vida, através de uma reportagem sobre a Família do Tio João, feita pelo canal de televisão alemã ARD. Herdei-lhe expressões que utilizo muitas vezes, como por exemplo: “Deus nos dê bons dias. Bons dias nos dê Deus” e “Deus lhe pague e bem-haja”.
Faleceu no domingo e, na segunda feira de Páscoa, um dos seus netos, cumpriu o último desejo do seu avô de informar a família da sua morte. Tantos anjos o acompanhem como vezes nos fez felizes com as suas participações. Os sentimentos à família enlutada e o eterno descanso à sua alma.
No passado domingo estive em Vinhais, na ante-estreia do filme «Fátima», de João Canijo, que é o tema que vamos desenvolver neste número.
 

NÓS TRASMONTANOS, SEFARDITAS E MARRANOS - Luís Vaz, recebedor das sisas (n. Mirandela c. 1507)

Se houver de atribuir-se a algum cristão-novo de Torre de Moncorvo o título de patriarca, ele cairá muito bem a Luís Vaz. Com efeito, nele entroncam as mais poderosas famílias marranas da terra. (1)
Porém, o local de seu nascimento terá sido Mirandela e irmãos seus foram casar em Vila Flor e Vila Nova de Fozcôa, engrandecendo também aquelas comunidades. Álvaro Vaz e Esperança Pires, foram os seus pais e pertenceram à geração dos “batizados em pé”.
Se bem que ele diga que “sempre viveu na Torre”, a verdade é que a sua ligação a Mirandela é constante. E foi ali também que ele casou, com Branca Pires, ou Dias, filha de Branca Ribeira. O casal fixou morada em T. Moncorvo e a sogra, depois que enviuvou, foi morar com a filha e o genro. Seria mulher de relevo, do ponto de vista social, e era servida por uma escrava, mulata, Paula de seu nome.
Luís terá começado a sua vida profissional como mercador, um mercador de sucesso e cobrador de rendas, a ponto de ser nomeado “recebedor das sisas” do concelho. Os seus investimentos, no entanto, dirigiam-se para as propriedades rústicas, tornando-se “empresário agrícola”, para utilizarmos a linguagem moderna. Isto porque, ao contrário dos lavradores que então produziam para consumo próprio e mercado local, ele dedicou-se sobretudo ao cultivo de linho cânhamo e sua transformação em panos e cordas, (2) para o que tinha criados e criadas, cristãos-velhos, geralmente.
Em Dezembro de 1551, faleceu em Mirandela um cristão-novo chamado André António, pessoa de relevo social, a cuja família ficaria ligado um dos mais famosos médicos portugueses (3) e muito bem relacionado com na Casa dos Távora. E comentando o falecimento de André António, Luís Vaz terá dito que tudo acabava ali, que “não havia mais do que nascer e morrer”. Isto seria ouvido por um Pedro Ferraz, cristão-velho de Mirandela, casado em Torre de Moncorvo, no seio da enobrecida família Lobão. Pedro terá comentado o caso com outras pessoas, nomeadamente com o Dr. Luís de Azevedo e com o padre Baltasar Gonçalves, concluindo que, ao dizer tal coisa, Luís Vaz negava a existência da alma, do paraíso e do inferno. (4)
Por aqueles tempos construiu-se a igreja da Misericórdia de Torre de Moncorvo e parece que a esmola de Luís Vaz foi bem avultada. E já então o lugar de provedor da Misericórdia ganharia importância política. E em determinada altura apareceram dois concorrentes de peso e posicionados em campos bem diferentes. Um deles era cristão-velho, de nobre linhagem e com formação universitária – o Dr. Luís Azevedo. O outro era cristão-novo, advogado de sucesso – o Dr. André Nunes. Luís Vaz, sendo parente do Dr. André Nunes, terá sido um dos seus esforçados apoiantes.
Não sabemos qual deles ganhou as “eleições” e a vara de Provedor. Sabemos é que, entretanto, ao vigário geral Aleixo Dias Falcão terão chegado denúncias de judaísmo contra Luís Vaz e ele se meteu a organizar um processo judicial que depois remeteu para a inquisição de Lisboa onde também Luís Vaz acabou por ser entregue e ficar preso, em 10.4.1557. (5)
Já vimos a acusação de “saduceu” sustentada nos testemunhos de Pedro Ferraz, Luís Azevedo, e Baltasar Gonçalves, estes dois dizendo que ouviram dizer ao outro. Não foi difícil ao procurador do réu desmontar a acusação, mostrando inimizades entre os acusadores e o réu e explicando que tais palavras são perfeitamente compreensíveis em tal momento, como significando que a morte é certa para todos nós.
Outra acusação saiu da boca do meirinho Francisco Rodrigues dizendo que “o réu vai muito mal à igreja e estando a missa a levantar a Deus, ele se deixa ficar fora sem entrar na igreja…”
Também a suspeição e a prova de inimizade entre eles desvalorizou este testemunho. Com efeito, Luís Vaz provou que andaram em tribunal por causa de uma injúria. A injúria terá consistido em Luís Vaz apresentar uma queixa perante o Corregedor da comarca contra um anterior meirinho que era Barnabé Cordeiro, cunhado de Francisco Rodrigues, o qual foi demitido do cargo e desde então os três nunca mais se falaram.
Um terceiro “crime” foi testemunhado por Gaspar Vaz, solteiro, pedreiro, dizendo que em casa de sua mãe entrava muitas vezes uma mulata chamada Paula escrava de Branca Ribeira, sua vizinha e que lhe contou que em casa de Luís Vaz “se guardava o sábado de sexta-feira à tarde sem fazer nenhum serviço e se vestiam camisas lavadas e se guardavam os sábados como guardamos os domingos, não consentindo que criados e criadas da casa fizessem nada em tais dias e que tão judeus eram agora como no tempo que crucificaram a Jesus Cristo”.
Também esta acusação caiu por terra por que, “Gaspar Vaz, testemunha da justiça, diz ouvir dizer a Paula cativa da sogra do réu (…) e que a tudo a dita Paula, em seu testemunho diz que não ouviu nem viu”. Acresce que Gaspar foi acusado de ter roubado uma manta a um irmão de Luís Vaz e foi por isso “infamado de ladrão e por justiça degredado”.
Como era de norma, mandaram os inquisidores de Lisboa ouvir de novo as testemunhas para ratificar seus depoimentos. E nesse tempo ainda as testemunhas eram “abertas”, ou seja: aos réus ou seus procuradores era dado conhecimento das acusações e dos acusadores. O procurador indicado por Luís Vaz para, em Torre de Moncorvo, acompanhar a audição das testemunhas foi seu genro, o licenciado Francisco Fernandes.
Obviamente que o procurador e os familiares e amigos do réu, se esforçariam por convencer as testemunhas a mudar seus depoimentos. E isso mesmo foi utilizado pelo promotor de justiça contra o réu, alegando que houvera “negócio e suborno que teve com as testemunhas da justiça, como também tiveram naturalmente na terra seu genro e parentes” para se desdizerem. Assim não entenderam os inquisidores que, pura e simplesmente, deliberaram que o réu fosse solto e mandado em paz. Porém, como não sabia praticamente nada da doutrina cristã foi mandado uns dias para o Colégio a fim de ser devidamente instruído.
O processo de Luís Vaz tem particular interesse pelo notícias que nos dá acerca do quotidiano da vida económica, social e política de Torre de Moncorvo, uma terra que ele, como arrecadador das sisas sabia ter uns 1 500 vizinhos. Por ele sabemos, nomeadamente, que a igreja da Misericórdia já estava construída. E o mesmo em Mirandela, já que uma das testemunha de defesa por ele indicadas é exatamente “o cura da igreja da Misericórdia nova de Mirandela”.

NOTAS e BIBLIOGARFIA:
1-Pelo casamento da filha Maria Vaz, teve origem a família dos Isidros. O filho Francisco Vaz Frade ligou-se às famílias Henriques e na sua descendência a ligação estendeu-se aos Alvim, aos Pena, aos Mesquita, aos Cardoso… Ver: ANDRADE e GUIMARÃES – Os Isidros, a epopeia de uma família de cristãos-novos de Torre de Moncorvo, ed. Lema d´Origem, Porto, 2012. 
2-A cultura intensiva do linho cânhamo no Vale da Vilariça levou mesmo a câmara de Moncorvo a queixar-se perante o rei D. Afonso V dizendo que “os homens lavram ali muitos linhos alcanaves além do razoado, em tal guisa que por azo do dito linho lavrarem tanto, vêm a adoecer e morrem ante tempo (…) e deixam morrer as vinhas e deixam de lavrar o pão e a terra vai-se a monte”. – ANTT, Além Douro, lv. 4º, f. 222. Cit. ALVES, Francisco Manuel, Moncorvo Subsídios para a sua História ou notas extrahidas de documentos inéditos, respeitantes a esta importante villa transmontana, in: Ilustração transmontana, Porto, 1908.

3-Francisco da Fonseca Henriques, mais conhecido por Dr. Mirandela. Ver: ANDRADE e GUIMARÃES – O Dr. Francisco da Fonseca Henriques e a sua Família na Inquisição de Coimbra, separata da revista Brigantia, vol. XXVI, pp 189-225, Bragança, 2006.
4-Aquela afirmação de Luís Vaz insere-se na corrente do chamado “judaísmo saduceu” e da filosofia epicurista, com base na qual foi processado pela inquisição de Évora o serralheiro Manuel Galindo, um dos primeiros 4 condenados à morte por aquele tribunal e que estarão representados no coroamento da fachada da igreja de Nª Sª da Graça daquela cidade. COELHO, António Borges – Inquisição de Évora 1533 – 15668, p. 239, ed. Caminho, Lisboa 2002; ESPANCA, Túlio – Curiosidades de Évora, in: A Cidade de Évora, Boletim da Comissão Municipal de Turismo, Ano XXI, 1964, pp. 429 – 162.
5-ANTT, inq. Lisboa, pº 12 301, de Luís vaz.

Abril abriu

Se o leitor procura entender as motivações geradoras do derrube do regime ditatorial de Salazar/Caetano tem à sua disposição centenas de obras, acrescidas dos relatos falados suave ou vibrantemente por actores principais felizmente ainda vivos, dotados de boa memória e acrisolada paixão (quantas vezes a raiar o maniqueísmo) na descrição dos acontecimentos vividos entre Abril de 1974, a Novembro de 1975.

Se o leitor gosta de ouvir relatos acerca do quotidiano pós 25 de Abril até às primeiras eleições legislativas nos principais palcos do PREC – Lisboa, Santarém, Tancos – sem sair da cidade bragançana convide de modo convincente o Director do Nordeste a imitar os aedos da Antiguidade e contar o ouvido a algumas personagens de primeiro plano no palco de representação bélica em tão agitada época. O Dr. Teófilo Vaz pode não se lembrar (?) de um para-quedista de Vinhais, de outro de Bragança, mas lembra-se a voz tonitruante do sempre «capitão» Salgueiro Maia a rememorar episódios dramáticos, risíveis, ternos, bruscos, de coragem, de medo, de lhaneza e de mesquinhez, desenrolados no  teatro militar e nos palcos civis cujos actores, figurantes, figurões e figurinhas usavam farda e vestiam roupas de várias tonalidades carregando nas cores ideológicas defendidas por cada qual.

O Dr. Teófilo Vaz sabe quanto eu o real valor das «verdades absolutas» cujo realce teórico poemos sopesar lendo as considerações do ilustre cortesão de Isabel I, de Inglaterra, na altura de aguardar na Torre de Londres o ficar desprovido da cabeça e entendeu descrever o modo como presenciou uma execução similar à dele. Significa isto o quê?

Significa personagem saliente participante no desencadear do desmoronamento do anterior regime enaltecer o seu ângulo de visão daí resultando, não raro, controvérsias às vezes díspares relativamente à importância de cada um no desenrolar das horas cruciais do histórico dia. Tive a sorte de ouvir várias vezes Salgueiro Maia explicar as palavras trocadas com Marcelo Caetano ni Quartel do Carmo, no momento da rendição, já li e suportei outras narrações bem diferentes. E, no entanto, Salgueiro Maia, no momento ficou sozinho ante o anterior símbolo do poder caduco.

Há semanas em amena troca de opiniões disse e mantenho – o 25 de Abril não passou por Bragança – sentiu de forma duradoura os seus efeitos bons e maus, dignos e indignos, nobres e cobardes, porém dada a ausência de valor estratégico o descascar não a cebola sim a sequência das operações ocorreu em Lisboa, como tudo de relevo estratégico ocorre, em Lisboa, quando os velhos carros de combate da Escola Prática de Cavalaria de Santarém obrigaram a cavalaria de Ferrand de Almeida retroceder.

Ora, no intento de contrariarmos a evocação da efeméride Abrilista não se traduzir num longo e aborrecido bocejo importaria conceber cerimónias ou encontros onde a causa e as consequências do 25 de Abril fossem comentadas, discutidas, reavivadas porque goste-se ou não aquele dia do mês de Abril de 1974 é marco determinante na nossa história. Abriu as portas de modo a liberdade entrou possibilitando a expressão falada, gritada, escrita do nosso pensamento, apesar dos dislates e excessos temos de estar agradecidos aos «capitães».

Se leitor considera exagerada a minha opinião faça o favor de olhar à sua volta, desde há quarenta e três anos podemos falar sem receio de as nossas palavras serem aprisionadas nos relatórios da bufaria e da PIDE, pode parecer vantagem modesta, pode sugerir ínfima parcela do viver de cada qual, porém todos quantos gostam de ser donos e defensores das suas ideias sabem quão fundamental é a condição de Homens libertos das grilhetas do acto de pensar. Mesmo quando pensamos e proferimos disparates.

Os leitores insistam, insistam, teimem porque o podem fazer, levem Teófilo Vaz a dizer quanto os seus olhos viram e os seus ouvidos ouviram, de substancial, de recôndito acerca dos detalhes da Revolução de Abril. Podemos interrogarmo-nos sobre se não existem na cidade e no Nordeste outros detentores de memórias e narrativas cujo elemento primacial é o 25 de Abril, claro que sim, conheço alguns, só que no caso em apreço o testemunho vem de um civil, rapaz novo na altura, paciente e silencioso espectador, qualidades determinantes para absorver o sumo dos emotivos depoimentos. Não concordam?

Vendavais - A coragem de querer

Para querer é necessário ter coragem, muito embora muitos pensem que não. Claro que depende sempre do que se quer, mas a coragem de o afirmar estará sempre subjacente a essa vontade, mesmo que indelével na sua assunção.
Um dia o homem ao sentir-se livre em plena Natureza e desconhecendo que o mundo girava e tinha coordenadas para que cada um se situasse orientado na imensidão desconhecida do espaço universal, quis afirmar essa mesma liberdade através de diferentes modos que, sendo díspares, também eram contrários ao mesmo sentido da liberdade universal. Gerou-se a confusão. Confusão entre os homens, entenda-se.
Saltando século e séculos de aprendizagem, o homem confundiu sucessivamente como aplicar a sua primeira dádiva, que não conquista. Tentou roubar cada um para si, a liberdade que lhe fora dada ao nascer e no início dos séculos, quando ainda quase não falava e não sabia para onde ir. Perdido, orientou-se e acabou por se perder quando já conhecia os caminhos que queria seguir. Não teve coragem para corrigir o engano. Sucederam-se os enganos e faltou a coragem de querer emendar-se. Frequentemente a coragem esteve arredia na remissão dos pecados praticados.
Na universalidade dos países que compõem este mundo que continua a girar como no início, os homens continuam a querer reaver a tal liberdade que não souberam ou não tiveram a coragem de guardar e dividir por todos. Um bem precioso e duradouro, inesgotável, mas muito mal utilizado. Penso que todos o querem, mas não têm coragem de o afirmar. Não é suficiente dizer que se quer, é necessário ter coragem para o querer.
Assistimos com o passar dos tempos a exemplos onde os homens se libertaram da liberdade. Paradoxo absoluto. Em seu lugar, substituindo a liberdade, colocaram ídolos de pés de barro, que aos poucos se têm desfeito porque não têm sustentabilidade, preciosidade e a durabilidade que a liberdade exige. A esses faltou a coragem para querer a liberdade em vez dos ídolos obsoletos e irracionais cujos objetivos se esfarelam na falta de exequibilidade dos projetos em que assentam. Infelizmente hoje ainda continuamos a ver quem não tenha a coragem para querer mudar. Penso que querem mudar, mas não têm coragem para querer mudar.
O mesmo aconteceu em Portugal há muitos anos atrás. Trocou-se uma ténue liberdade, por um projeto cuja exequibilidade viria a falhar porque os homens não queriam continuar sem a dádiva inicial. Durante trinta e seis anos Portugal viveu um tempo de obscurantismo e manteve a liberdade na gaveta de onde sairia em Abril de 74, uma vez mais por vontade dos homens.
Quem governava só não teve coragem para admitir o engano por falta de coragem e porque esse engano lhe dava o poder de continuar a não ter coragem para lutar pela liberdade. Queria certamente, mas não teve a coragem de afirmar que queria efetivamente mudar. Fechado numa gaiola, tentou exercer a influência que o poder lhe permitia e viver na liberdade reduzida que a gaiola facilitava. Era necessário muito mais. Felizmente outros houve que tiveram a coragem de querer a liberdade e de derrubar a gaiola onde a liberdade era somente para alguns. Mas todos queriam esse tremendo bem que lhes permitiria descobrir os caminhos para onde ir e orientar-se neste mundo que continua a girar como no início dos séculos. Aconteceu em Portugal.
Hoje, anos depois, a liberdade continua por aí, mas muitas vezes associa-se na viagem a companhias menos aconselháveis e baralham os caminhos para onde deveriam seguir. É que a liberdade também dá ao homem a facilidade de se enganar muitas vezes. Novamente a coragem para querer desfazer o engano deve ter prioridade.
Pois é. Se a liberdade tem estas duas facetas, cabe ao homem saber o que quer e ter coragem para querer mudar e ir em busca da liberdade pura, a tal dádiva que não foi conquistada pelos homens no início dos séculos, mas que foi subestimada pelos que vieram a seguir. É preciso continuar a ter coragem de querer.

As vacinas salvam vidas!

As vacinas, um dos maiores avanços da medicina moderna, mudaram por completo o panorama das doenças infeciosas nos países desenvolvidos e permitiram salvar mais vidas e prevenir mais casos de doença do que qualquer tratamento médico.
Trata-se de produtos imunobiológicos constituídos por microrganismos, partes destes ou produtos derivados, que depois de inoculados no indivíduo saudável produzem uma resposta similar à da infeção natural, induzindo imunidade sem risco para o vacinado.