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O diabo existe. Chama-se Vladimir Putin!

Lembro-me bem de ter ouvido o santo Papa João Paulo II afirmar, perentoriamente, que o diabo existe. Acredito que sim e que, no presente, se chama Vladimir Putin, face ao inferno que instalou na martirizada Ucrânia. Diabo que também já deu pelos nomes de Hitler, Lenine, Stalin e demais encarnações que capitanearam os maiores genocídios que a História Universal regista. Todavia, enquanto crente, não compreendo porque Deus ainda não acabou com a raça. Mas desçamos à Terra, por agora. Guerras sempre as houve, o que levou o sociólogo francês Gaston Bouthoul, especialista do fenómeno bélico, a sentenciar qualquer coisa como “ foi a guerra que gerou a História”. O que não deixa de ter sentido, muito embora outros factos históricos relevantes, como o nascimento, vida e morte de Jesus Cristo, por exemplo, tenham escrito mais História do que todas as guerras. Certo é que o contendor que toma a iniciativa de atacar injustificadamente outro país, não pode ser olhado da mesma forma que o agredido que tem todo o direito de se defender. Do lado do atacado poderemos então entender que a guerra é justa, muito embora Santo Agostinho enumere outros critérios e não explicitamente este. Lamentável é concluir, isso sim, que apesar de tanta guerra e tanta História o ser humano pouco ou nada evoluiu no que toca aos seus instintos mais básicos, sobretudo no que à agressividade e à tentação totalitária diz respeito. Só assim se compreende que todas as guerras sejam iguais em desumanidade, destruição e desgraça mas muito diferentes no espaço e no tempo em que decorrem, nos meios e nos métodos que utilizam, nas causas e nas razões que as originam. Por outras palavras: a natureza humana não melhorou significativamente depois de milénios de conflitos como paradoxalmente o demonstra a continuada sofisticação e diversificação dos instrumentos e modalidades de guerra que, com as armas nucleares, químicas, biológicas e cibernéticas, ganharam abrangência e poder de destruição nunca vistos. E o mais que se verá! A guerra em curso na Ucrânia é mais uma trágica aprendizagem para todos os homens de boa-fé ou de boa vontade. Uma guerra que, por mais que custe a acreditar, se iniciou com a surpreendente e cruel agressão a um país independente, livre e democrático, a Ucrânia, perpetrada pelos exércitos de um tirano desapiedado. Os geopolitólogos tradicionalistas, particularmente aqueles que se assumem como neutrais em benefício do sinistro Putin, apenas referem causas clássicas de natureza geoestratégica para explicar e justificar tão descarada agressão. Invocam ameaças teóricas, disputas territoriais e de matérias- -primas essenciais, causas eminentemente materiais, portanto, ignorando factores imateriais decisivos como sejam a velha tentação totalitária ou a religião. Muito menos referem o nacionalismo, o patriotismo, a cultura e a ideologia que explicam muitos conflitos passados e recentes, bem como, no caso vertente, a inesperada e heroica reacção da nação agredida. A causa primeira de todas as guerras sempre foi e continua a ser a atávica tentação totalitária, que gerou impérios sacrificando nações, sendo que a religião não é menos relevante nesta matéria. Para o Islão, por exemplo, a guerra é um dever para com o ente divino, acima de todo e qualquer factor material e tanto assim é que reserva um paraíso aos seus guerreiros. E que dizer da ideologia marxista-leninista, outro exemplo, que motivou os maiores massacres da história contemporânea? O agressor Putin aponta como razões para mais esta sua iniciativa bélica a ameaça de que diz ser alvo por parte da NATO, para lá do falso argumento de que a Ucrânia, historicamente, é parte integrante da Rússia. Putin que habilmente e de má-fé, ousou submeter os países mais poderosos da Europa às suas potencialidades energéticas. Putin que comprou livremente armas e componentes estratégicos nos mercados europeus enquanto a Europa estupidamente se desarmava. Putin que guerreou barbaramente na Chechênia, na Geórgia e na Síria sem que ninguém do chamado Ocidente se lhe tenha interposto. Putin que, tanto quanto se sabe, detém paradoxalmente uma imensa fortuna pessoal em países europeus que agora considera hostis. São malignas, sem dúvida, as motivações que agora levaram Putin a massacrar desapiedadamente o povo ucraniano sendo por demais evidente que a invasão da Ucrânia tem uma só causa que é a falta de razão de Putin, a sua mais que provável insanidade mental, a sua sinistra obsessão de pretender reerguer o antigo império russo, alargando-o ao império soviético de má memória. Mas talvez a psiquiatria não explique tudo. Talvez tudo ficasse mais claro se exorcistas qualificados expulsassem os demónios que desde 1917 moram no Kremlin. PS.: Jamais a Humanidade correu tão graves perigos. Enquanto crente associo-me a todas as orações pela paz dirigidas, sobretudo, a Nossa Senhora de Fátima.

TEMOS GOVERNO!

Quarta-feira, dia 30 de março tomará posse o vigésimo terceiro governo constitucional. Há três linhas definidoras da composição governativa, no que toca à ocupação das pastas ministeriais e que espero que sejam mantidas na nomeação dos Secretários de Estado com que completará este processo: Política, Paridade e Continuidade. Este é um governo de personalidades com carreira política substantiva. Os titulares têm, na sua maioria, o que se costuma designar por “peso político”. Um ministro não deve ter atuações diretas e ou concretas quotidianas, mas definir as linhas programáticas de atuação e delegar a sua execução na estrutura do ministério que, essa sim, deve comportar técnicos altamente qualificados que as devem seguir e implementar, independentemente das suas opções e afiliações partidárias, legítimas mas que não devem interferir na sua atividade profissional. A definição de estratégias orientadoras, destinadas à melhoria das condições de vida dos cidadãos e ao progresso das empresas e instituições, coordenadas e ajustadas com os restantes ministérios de que igualmente dependam ou que impactem, é a natureza da atuação política, no exercício do poder. É natural e bom que um governo, cujo programa (político) foi sufragado maioritariamente pelos eleitores, chame os seus melhores quadros, para o executar. Sem excluir, obviamente, os independentes que, igualmente, lhe possam dar adequada forma. Pela primeira vez a maioria das pastas é atribuída a mulheres. Não por causas meramente estatísticas, mas por reconhecimento de capacidade, conhecimento e competência. Os casos de Mariana Vieira da Silva e de Elvira Fortunato são exemplos evidentes. A primeira porque a sua ascensão resulta, exclusivamente, do seu mérito, com provas dadas, (seria bom que os detratores que no passado reclamavam que a sua entrada para o Governo se devia ao facto de ser filha de quem é, se retratassem ou, pelo menos, reconhecessem a injustiça das suas críticas) e a segunda porque a sua inteligência e talento são distinguidos internacionalmente. A continuidade não é um bem absoluto, em si. Pelo contrário, muitas vezes é necessário provocar ruturas para quebrar o marasmo, para interromper trajetórias erradas, para refrescar e fomentar o empenho em novas soluções. Contudo, é bom que os ciclos políticos se cumpram integralmente. Sempre. E, no caso presente, muito mais. Por causa da pandemia, por causa da incerteza do futuro e, sobretudo, por causa da guerra. Após as eleições, quando elas são ganhas pela oposição, não podendo os governos serem, imediatamente substituídos, os que se matem em funções, fazem- -no com capacidades diminuídas. Estão na lembrança de todos as cenas constrangedoras de visitas e atuações públicas de ministros que ainda o são, mas já com prazo (curto) para deixarem de o ser. É um período que tem de existir, para garantir a legalidade e conformidade do processo mas deve ser, sempre, tão curto quanto possível. Este ano, em situação deveras complexa, a tomada de posse do novo Governo foi adiada por mais um mês... fruto de uma atuação irresponsável, lesiva dos interesses nacionais, dos responsáveis do PSD que, receando perder mais um deputado, impugnou o apuramento de resultados das eleições no círculo da Europa. Nem quero imaginar os prejuízos que viriam para o país e os danos na imagem internacional se a política internacional, a representação nacional e a defesa estivessem a ser conduzidas por responsáveis diminuídos nas suas capacidades e autoridade.

Paulo Roberto resolve para o Bragança e Rebordelo garante presença na Taça de Portugal na próxima temporada

Seg, 28/03/2022 - 12:08


O Bragança venceu por 2-1 os Estudantes Africanos e continua na liderança do campeonato com 53 pontos. Quanto ao Rebordelo, segundo classificado com 49, também somou três pontos com um triunfo por 3-2 na recepção ao G.D. Moncorvo.